Suco ou Refrigerante?

Havia em uma cidade dois homens; um decidiu abrir uma pequena loja para fazer sucos naturais batidos na hora, já o outro foi trabalhar em uma grande multinacional de refrigerantes em um cargo administrativo com possibilidades de fazer carreira e ganhar um bom salário.

Passados alguns anos o homem que abriu a loja de sucos, mantinha-se em sua loja quase imutável, ainda que buscou desenvolver sucos que fossem cada vez mais saudáveis e nutritivos. Sua preocupação era oferecer algo de qualidade ainda que para isso fosse preciso escolher os melhores frutos e não dilui-los, pois em sua consciência dizia: “Como poderia oferecer algo que não fosse realmente bom ao meu cliente? Que não lhe trouxesse real beneficio?” Já o homem que foi trabalhar na empresa de refrigerantes, conseguiu demonstrar grande competência e estava assumindo um cargo de direção daquela empresa. E este, dizia consigo: “Obrigado Deus por me colocar em uma posição tão importante nesta empresa, pela qual tenho podido ajudar tantas pessoas aqui dentro.”

Naquele tempo uma emissora da cidade decidiu fazer um programa sobre empreendedorismo com bebidas na cidade. Tanto o homem da loja de sucos como o executivo foram chamados para participar. E ambos aceitaram o convite.

No dia do programa cada um dos convidados foram apresentados, suas histórias e trajetórias contadas.

Depois a apresentadora do programa começou a fazer perguntas aos convidados…

Primeiramente perguntou ao da loja de sucos dizendo: “Percebo que passados tantos anos o senhor parece não ter desenvolvido seu negócio contentando-se apenas com uma loja. Por quê?” Ao que ele respondeu: “Quando comecei com o negócio de fazer sucos, não pensei em crescer e ficar ‘grande’. Me concentrei em produzir sucos cada vez melhores e que trouxessem o maior beneficio possível à pessoa que o consumisse.” Então a apresentadora disse: “Mas por que não poderia ter aberto mais lojas? Assim estaria oferecendo seus sucos de excelente qualidade para mais pessoas e também traria tal beneficio a um maior número.” Ao que respondeu: “Sempre tive um ou dois funcionários trabalhando comigo, e quando eles tinham aprendido as técnicas que desenvolvi na produção de sucos eu os ajudava a abrirem suas próprias lojas.” A apresentadora perguntou: “O senhor quer dizer q os ajudou financeiramente? Se sim, o senhor então tem parte em tais lojas. Certo?” Ao que respondeu: “Não. Os ajudei financiando suas lojas em 90 a 95% mas não tenho parte nelas.” A apresentadora um tanto impressionada comentou: “Nossa! Mas isso é realmente bem impressionante e difícil de acreditar! Por que o senhor faria uma coisa dessas…?”

Depois disso a apresentadora dirigiu suas próximas perguntas para o executivo da empresa de refrigerantes dizendo: “Como é trabalhar em uma empresa de tal magnitude? Quantos funcionários trabalham lá? E qual tem sido sua função?” Ele disse: “É uma empresa de grande respeito no mercado e temos conseguido sermos competitivos e ganhar novos nichos com os produtos que temos desenvolvido. A história da empresa é singular e seu aspecto pioneiro não se restringe somente ao setor de bebidas mas ao de marketing também. A quantidade de funcionários da companhia em todo o mundo é próximo de 130 mil. Mas aqui em nossa cidade estamos com um quadro de 200 funcionários, e acreditamos podermos chegar a 250 no próximo ano. Minha função na empresa tem sido otimizar a inter-relação entre os setores da empresa a nível local.” A apresentadora então perguntou: “O que você acha do argumento do nosso outro convidado sobre os benefícios em nutrição dos seus sucos? Creio concordar que não podemos dizer o mesmo sobre os refrigerantes…” Ao que ele respondeu: “Com certeza acredito ser um beneficio ínfimo em comparação com todo o alcance global que os serviços prestados pela empresa a sociedade tem gerado. Gostaria de citar dois como exemplos: 1º o beneficio direto a 130 mil famílias. 2º a empresa possuí grandes projetos de ação social pelo mundo, através dos quais tem trago beneficio a milhares de pessoas em todo o mundo. A grande questão que precisa ser compreendida é que a empresa foi fundada sobre uma visão global, seu marketing incluí em si um estilo de vida, que vai além da bebida. Esse conceito atraiu desde o inicio o capital para a empresa. Isso tem propiciado todo o potencial de alcance global; de se levar não somente uma bebida às pessoas mas também um estilo de vida, através de um marketing conceitual revolucionário.”

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Amados irmãos e irmãs em Jesus nosso Senhor. O que vamos escolher? Produzir suco ou refrigerante?

Essa é uma reflexão a qual o Senhor tem me levado a pensar ao longo de alguns anos. Não exatamente sucos e refrigerantes; mas o modo de “produzirmos” a mensagem do evangelho de Deus. O que escrevi acima é o que chamaria de uma espécie de “parábola moderna”. Ainda que falte nela a conclusão, vou buscar fazê-la a partir daqui…

Vejo muitos ‘servos’ de Deus, mesmo que sinceramente buscando empreender o reino de Deus com métodos corporativos/empresariais. É verdade que alguns são absurdamente mundanos nesse aspecto, mas não irei falar sobre estes aqui. Meu foco, como na “parábola” acima, será o de “alertar” sobre, e aos homens que a semelhança do executivo tem espalhado seu “produto”, que apesar de não trazer real beneficio e nutrição as pessoas são justificados com benefícios secundários.

Primeiramente é preciso entender que como na historia acima tais pessoas são movidas pela aparência, e estão dentro de conceitos que estabelecem a aparência, e de fato por esse motivo mesmo não enxergam bem. Estão fascinados pelo que se vê. Mas sabemos que o reino de Deus consiste no que se não vê. Assim como o “produtor” de refrigerantes, aqueles que adulteram o evangelho, adicionam “açúcar” em abundância além de diversos “componentes artificiais”. É verdade que essa mensagem possa trazer alguma satisfação; como para alguém que não tivesse absolutamente nada para beber… Mas todos esses componentes que são adicionados, a composição que fazem do evangelho, bem longe de sua natureza graciosa tem de fato trazido fraqueza ao espírito de muitos dos filhos de Deus. Aqui claramente também percebemos que a culpa não consiste somente em tais pregadores, pois consiste em uma relação de dois lados. De modo que os que “consomem” tal evangelho se tornam responsáveis juntamente com os pregadores do “evangelho açucarado”. Perniciosamente muitos desses pregadores são escravos de seus próprios desejos carnais, e não tem aprendido a negarem a si mesmos. Por isso tornam-se alvo ao inimigo de nossas almas. Assim como uma criança que não foi disciplinada muitos dos filhinhos de Deus são atraídos por esse “evangelho de açúcar” e se tornam dependentes de tais “ministros”, assim como existem pessoas dependentes a refrigerantes e doces. Ah! E como é difícil largar qualquer coisa depois que tal vicio foi adquirido! Dessa forma é percebido que há então uma ‘prosperidade’ de tais ministérios; e por serem centralizadores, constroem um grande “edifício” (não me refiro diretamente a um templo, mas a estruturas/corporações “eclesiásticas” centralizadoras)  colocando seus próprios nomes ou ministérios no topo. Desse modo podem contar uma grande quantidade de ações, projetos, etc… como consequência, ‘frutos’, dos seus trabalhos.

Diferente disso, os que estão devidamente zelosos com o conteúdo da mensagem, vão estar especialmente atento a “matéria-prima”, selecionando as melhores fontes para produzirem a mensagem. Tais mensagens serão realmente nutritivas para os seus ouvintes trazendo vida e uma satisfação muito mais orgânica e saudável. Infelizmente não haverá muitos adeptos a esse “produto”, já que a “concorrência” “intoxicou” a muitos. O trabalho de fortalecer e vivificar o povo santo, tem sido de fato mais difícil com a proposta daqueles que proclamam estar ajudando. Diferente de ministérios centralizadores, aqueles a quem o Senhor despertar o espírito para servi-lo assim, não elevarão o seu próprio nome ou ministério. O trabalho deles será de certo modo invisível, ainda que ao longo dos anos muitos serão edificados, irão ganhar sólidos fundamentos da natureza e ser de Deus; mas “ninguém” poderá ver o ‘agente’, e àquele que “ninguém” pode ver será dada a glória!

Amado irmão, se você é um dos que tem pregado um evangelho adulterado, não usando a Jesus, o Verbo de Deus, nas escrituras e nos servos de Deus com bom testemunho ao longo dos séculos, como “matéria-prima”/fonte para a mensagem, arrependa-se, volte-se para aquele que o tem salvo desse mundo, e sirva-o com uma consciência pura; para que naquele dia não esteja como quem tem de que se envergonhar. Se você é apenas uma criancinha Dele (se converteu a Ele a pouco tempo ou mesmo tendo já muitos anos é como um bebê), aceite a Sua disciplina. Ele é bom e quer conduzi-lo a um crescimento saudável e vigoroso Nele. Alegre-se naquilo que Ele disser não; Ele o conduzirá a pastos verdejantes, a lugares de amor e gozo infindáveis!

Na graça e no amor de Jesus o Ungido.

Amém.

2 comentários em “Suco ou Refrigerante?

  1. Portanto, nem o que planta, nem o que rega são coisa alguma pois quem dá crescimento é Deus. Boa reflexão irmão acerca do que está sendo produzido por nós. Penso que, se nos alimentarmos direto da fonte a produção da mensagem espiritualmente será a melhor porque não deve ser do que supomos melhor produzir, mas daquilo que talvez, devamos reproduzir. Após a leitura do texto acima, compartilhei a parábola contemporânea em alguns diálogos com amigos meus e de maneira semelhante à mesma não contei um final tão ansiosamente esperado pelos ouvintes, mas deixei a pergunta explícita para eles: – e você, o que vai escolher produzir, suco ou refrigerante? Graça e Paz sejam com teu espírito.

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