Maturidade Real

Toda a vida que Deus criou na terra tem um principio. Primeiramente ela começa com uma fecundação; ou seja, algo acontece que é verdadeiramente muito minúsculo; praticamente ‘invisível’, uma união entre a “semente” masculina e o “receptor” feminino.

Tal união possui em si mesma o ‘poder’ de criar um novo ser; de mesma natureza da “semente” que o esta gerando. A partir disso, dessa única e solitária célula, começará a ocorrer algo espetacular! Essa única célula irá, a partir de então, multiplicar-se, produzindo a partir de si mesma outra semelhante. Assim se iniciará um multiplicar em cadeia e ininterrupto de cada célula de modo a estar formando o ser. A esse desenvolvimento de um ser vivo poderíamos chamar também, creio eu, de maturação ou maturidade.

Isso realmente é muito facilmente percebido ao notarmos  o crescimento de uma planta ou um animal ou um ser humano.

Há um aspecto desse desenvolvimento, que é devidamente obvio e aparente a qualquer um, que é a formação do corpo, sobre o qual por isso mesmo estive decorrendo a respeito em primeiro plano. Fácil de observar e ver seu crescimento e desenvolvimento tanto em plantas, animais e humanos.

Focando agora no ser humano, (não que lhe seja exclusivo mas é nosso objeto) há ainda outro aspecto de seu desenvolvimento que podemos perceber com certa tranquilidade; que é a maturidade da mente e da alma de uma pessoa. Tal crescimento da alma, normalmente ocorre em paralelo com o crescimento e desenvolvimento do corpo, mas certamente vai para além dele e se prolonga por mais tempo.

É interessante observar que:

Devido a algum tipo de distúrbio de DGH (deficiência no hormônio de crescimento) por exemplo, pode haver uma pessoa já adulta/madura mentalmente mas cujo o corpo não o seja. Assim também alguém que tenha algum distúrbio ou trauma em sua alma não a terá plenamente desenvolvida ou mesmo muito pouco, ainda que tenha a estatura de um adulto. Dessa forma, ao vermos um individuo longe, podemos julgar por sua altura que se trate de um homem adulto/maduro, mas ao se aproximar e perceber seu comportamento ou conversar, relacionar-se com ele; e ele tiver grandes limitações mentais ou comportamento extremamente infantil, verá que apesar de seu corpo ter sido bem formado, o não foi sua alma (basicamente mente e emoções).

Bem, esses dois aspectos do desenvolvimento de uma pessoa; do corpo e da alma; são normalmente percebidos por quase todos nós. Mas, há uma “terceira parte” no ser humano que realmente poucos percebem, e muitos menos ainda podem perceber seu desenvolvimento e maturação.

Vamos analisarmos juntos alguns textos das escrituras para falarmos sobre essa “terceira parte”:

“E possa o próprio Deus da paz torná-los completamente santos, e possa todo o seu espírito, toda a sua alma e todo o seu corpo serem achados sem qualquer falha, por completo, na presença de nosso Senhor Jesus, o Ungido.”
1 Tessalonicenses 5:23 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, por penetrar até mesmo ao ponto da separação da alma e do espírito, tanto das “articulações quanto da medula”, e é capaz de discernir os pensamentos e as meditações dos nossos corações.”
Hebreus 4:12 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Percebam pelas duas passagens acima como as escrituras diferenciam a alma do espírito, demonstrando que não são a mesma coisa, mas que são distintas. Veja como Hebreus declara que a palavra de Deus irá separar a alma do espírito, o que significa que por algum motivo elas se tornaram mescladas, mas que não era assim no princípio, o que Deus irá restaurar por meio da Sua palavra.

Vejamos a criação do homem em Genesis:

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”
Gênesis 2:7

Em outras palavras está bem definida nessa descrição as “três partes” do homem. Por esse texto percebemos que nosso corpo foi produzido com o pó da terra, não é a toa que fomos chamados homem, cujo significado está atrelado a palavra humus (terra). Esse sopro de Deus seria então o espírito, palavra cujo significado literal seria realmente sopro, ar ou vento. Percebam que é esse sopro que carrega em si a vida; e que nosso corpo sem ele não seria muito diferente de um boneco de barro. Por fim vemos que a união, infusão, do sopro de Deus nesse “pó estruturado” produziu, fez, uma alma vivente (viva). A alma, que poderíamos identificar como a personalidade de cada um de nós, nossa mente e emoções, nossa estrutura psíquica, ‘surgiu’ a partir do resultado de tal fusão.

Bem… Como sabemos, o primeiro homem, Adão, falhou na missão que lhe foi dada por Deus, a de representá-lo e trazer Seu governo e reino à Terra. Tanto ele como a mulher desobedeceram a Deus comendo do fruto que o Senhor Deus lhes havia dito para não comer. Como consequência desse ato, a desobediência, Deus lhes havia predito que algo iria ocorrer: eles iriam morrer. Bem, logo que comeram daquele fruto da morte, nem a mulher nem o homem morreram da forma como comumente nós reconhecemos um morto; eles continuaram a se mover e falar, e não pareceram “mortos”. Porém, ao fim de alguns anos, como lemos no capítulo 5 de Gênesis descobrimos que vieram a morrer; tal como o juízo estabelecido, voltaram a ser pó. Mas, é preciso entender que esse estado de morte é o resultado final de um processo de deterioração, mortificação, que no caso deles perdurou por anos. Assim como quando se corta um galho qualquer de uma árvore, suas folhas ainda permanecem verdes, com uma aparência viva por um tempo, mas cujo fim inevitável, caso permaneçam separados da seiva da árvore é secarem, tornarem-se pó.

Foi-me preciso retornar aí para explicar o motivo pelo qual temos, naturalmente falando, tão pouca consciência das coisas do espírito. A morte entrou na humanidade desde a primeira geração, essa morte foi nossa separação da vida de Deus, no nosso espírito, o que vimos no processo de criação do homem ser a origem da nossa vida, e também a fonte. Mas não a fonte em si próprio, mas na medida em que esteja ligado à fonte de toda a vida do universo, Deus mesmo. Por tal vinculo com o Criador ter sido cortado no princípio, nossos espíritos perderam sua vitalidade em nós e por isso sua voz ser tão baixa em nossa consciência ao ponto de não mais fazermos distinção entre o espírito (o sopro e princípio de vida que vem de Deus) e a alma (nossa vida própria a qual com a “fraqueza”, morte, do espírito tornou-se por isso muito mais ligada ao nosso corpo terreno e suas demandas).

Portanto, podemos dizer que somos mortos-vivos, que se movem e “perambulam” nesse mundo como ramos à parte da Árvore da Vida, destinados a nos tornarmos pó e cinza.

Entendendo estas coisas se torna compreensível, que o desenvolvimento e a maturidade dessa “terceira parte”, a espiritual, praticamente não seja percebida pela maior parte das pessoas; por um lado porque grande parte da humanidade está morta em seus espíritos, e morto não emite sinais vitais rsrs; por outro lado, dos que voltaram a viver (falaremos sobre isso em seguida) poucos estão desenvolvendo a nova vida de modo que possam discernir as coisas do espírito.

Ao compreendermos estas coisas vamos entender mais claramente muitos textos das escrituras. De fato é essencial, e está no cerne de toda a obra de redenção da qual as escrituras dão testemunho.

Mesmo que o homem tenha falhado e sido infiel ao seu Criador, isso em nada altera quem Ele é. Deus permanece fiel, nada no universo e em todas as eras pode mudar quem Deus é; ou impedi-lo de realizar o que planejou. Quando algo “sai errado” Ele não se desespera; nada é uma surpresa para o Onisciente, nada é demasiado difícil para o Pai da Sabedoria. O Longânimo não se apressa, Ele não está sujeito ao tempo.

Certamente não há tempo para que possa explicar toda a obra da redenção aqui, mas é imprescindível, como estava dizendo no inicio do post que para que algo cresça e alcance a maturidade, tenha antes que nascer.

Para que esse post não fique demasiado grande vou finalizar aqui e farei um segundo…

Maturidade Real – Parte 2

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