Próximo do Fim – Parte 2

Continuação de Próximo do Fim:

“O sol escureceu e a lua ficou vermelha como sangue. As estrelas caíram em chuva. Os céus tremeram e pareciam rolar juntos como um pergaminho. Houve um grande terremoto de tal modo que terra se dividiu com a fenda. Grandes fendas se abriram e pessoas foram engolidas vivas. Edifícios foram abalados, desmoronando como casas de brinquedos de crianças, matando e enterrando os ocupantes. Enquanto estas coisas no céu e na terra aconteciam, o Senhor apareceu nos céus. Velhos e jovens, ricos e pobres foram dominados com medo mortal. Eles fugiram em todas as direções em confusão atroz. Os homens fugiam de suas lojas de mãos vazias, sem um só pensamento dos seus objetos de valor que, alguns momentos antes, pareciam de grande importância. As famílias saíam correndo de suas casas sem sequer um relance sobre os luxos que haviam sido a paixão de suas vidas. Em um momento todos os homens se tornaram um em propósito; eles tinham apenas um desejo; eles procuravam apenas uma coisa. Esse desejo único era o de fugir da face do Juiz que retornava; eles procuravam apenas um lugar de refúgio para se esconderem do visível Rei dos Reis. Alguns que não foram mortos por casas que desabaram ou que não caíram na terra que se abriu, tentaram fugir para as montanhas por segurança; alguns saltaram para dentro dos rios e pereceram; alguns se mataram com suas próprias armas.

Em todo lugar estavam chorando e gritando. Em todos os lugares era tumulto e terror. Qualquer coisa para escapar da ira do Cordeiro, pois o grande dia da sua ira chegou.

Depois disso, houveram visões de onde os animais e pássaros foram convidados a comer os mortos não enterrados que estavam espalhados sobre a terra arruinada. Cães e animais selvagens foram vistos alimentando-se das carcaças dos homens. Pássaros e carniceiros do ar se juntaram nesta ceia preparada por Deus.

Enquanto os meninos estavam testemunhando este grande banquete, podíamos ouvir suas observações e ver seus movimentos como se a cena fosse descrita e representada diante de nós. Um iria dizer: “Olhem para aquela águia comendo aquele sujeito rico. Vejam ela pegando suas roupas extravagantes do seu corpo. Olhem para isso! Ela tomou um pedaço da sua carne e voou para longe.”

Outro disse: “Oh, olhem lá; um abutre e um corvo comendo aquele homem. O abutre tem mais coragem. Ele apenas bica e bica, engolindo, nunca tomando tempo para olhar para cima; mas o corvo está com medo, ele pega um pouco e olha em volta para ver se está em perigo. ‘Ai ya,’ você vê isso? Olhe para as aves que estão de pé sobre aquele sujeito bem vestido e cavando nele.” Então os meninos, de repente, em um acordo, viraram-se de costas para a cena repelente, enquanto suas observações, assim como seus movimentos, tornaram claras o bastante o tipo de cenas detestáveis que caracterizarão o banquete final da terra. Aqui estarão os ricos e poderosos, os comandantes da terra, os comandantes da indústria, os comandantes da riqueza, os comandantes da guerra e os comandantes de todas as empresas e religiões que rejeitam a Cristo. Eles não estarão lá como convidados de honra, mas como a comida para os carniceiros da terra sobre os quais têm vivido em luxo egoísta.

Assim, as crianças de Adullam já têm visto e descrito em realidade terrível as cenas culminantes de nossa orgulhosa civilização material. Eles têm visto o fruto da disseminação da impiedade e a resposta à pergunta do nosso Senhor: “Que aproveitaria ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma?” A Palavra de Deus diz: “Todas as nações que se esquecem de Deus serão transformadas em inferno.” Estas crianças simples acreditam, sem nenhuma dúvida, porque lhes têm sido mostradas por Deus e pelos anjos o que também está escrito na Palavra do Senhor, que o clímax e consumação do presente mundo com seus sistemas humanos de educação e sua orgulhosa organização e riqueza será “a grande ceia de Deus”, onde a carne dos mortos será um prêmio mais do que o será o esplendor e a cultura que agora são o orgulho dos vivos.

As crianças viram o Senhor e seus anjos prenderem o Anticristo de mãos e pés, preparação para lançá-lo vivo no inferno.

Houve também visões do diabo levado vivo à boca do abismo; uma tampa semelhante ao de uma caixa foi levantada e ele foi lançado no negro semelhante a um poço corredor do abismo; a tampa foi fechada e o Senhor a trancou com uma grande chave.

Nós temos escrito sobre as visões do retorno de Cristo em relação aos ímpios. Houveram visões igualmente claras com relação aos santos. Adullam viu os céus abertos e o Senhor descendo em glória assistido por Seus anjos. De cada lado e seguindo o Senhor estava este grande exército de assistentes em branco. Os da frente tocavam lindas trombetas, no momento em que com o sopro das trombetas, o Senhor e Seu exército desciam em perfeita ordem, cada qual permanecendo em seu devido lugar e posição. Conforme o Senhor então descia em direção à terra, houveram visões maravilhosas da ressurreição e arrebatamento dos santos.

Sepulturas se abriram em um estouro, como que a partir de uma explosão. Corpos saíram das sepulturas e foram subitamente revestidos pelo tabernáculo celestial da vida gloriosa da ressurreição. Em alguns casos, ossos foram vistos se ajuntarem tal como as crianças o expressaram em idioma chinês: “um osso do leste e outro do oeste.” Estes ossos dispersos, tendo se revestido de carne e transformados no corpo da ressurreição, foram apanhados para encontrarem o Senhor no ar. Um menino viu uma procissão fúnebre na qual um cristão estava sendo levado para o seu enterro. No caminho para o cemitério a trombeta soou, o Senhor desceu, o caixão se abriu, o morto se sentou, levantou-se transformado e ascendeu ao ar.

Eu já contei como nossas crianças tiveram visões de algumas pessoas de Adullam já mortas e agora no céu, vestidas de branco e desfrutando do Paraíso e de verem os santos de antigamente vestidos de branco. A Escritura ensina que entre a morte e a ressurreição os santos têm corpos espirituais e que os santos estão vestidos de branco antes do tempo da ressurreição. Quando interroguei as crianças sobre como elas sabiam se os santos que viram no céu tinham ressuscitado ou não, elas disseram que não sabiam até que os anjos lhes contaram que elas viam apenas as almas dos santos e que seus corpos não tinham ressuscitado. Eu questionei e interroguei em alguns desses assuntos e sempre recebi um testemunho uniforme: as crianças sempre viam os santos de branco; os santos nunca tinham asas; todos os anjos tinham asas; não havia dificuldade em distinguir entre santos e anjos.

Em resumo, então, Adullam viu os santos em branco agora no céu, com acesso ao Paraíso, e desfrutando da comunhão de Cristo e dos anjos; eles viram a descida do Senhor com “todos os seus santos” – todos os seus anjos – ao som da última trombeta; eles viram a ressurreição e transformação dos corpos dos santos e sua ascensão no ar. Eles também viram a Ceia das Bodas do Cordeiro.

Grandes mesas foram espalhadas no Paraíso no meio de suas árvores magníficas, suas flores maravilhosas com fragrância encantadora, seus pássaros gloriosos de todas as plumagens que cantavam suas canções de louvor, onde toda a criação redimida, animal e vegetal, era uma harmoniosa, espiritualmente preenchida, adoração a Deus em seu todo. Ali, então, neste indescritível Paraíso de Deus em espaços abertos foram espalhadas as mesas para a grande Ceia das Bodas. Anjos e os santos glorificados saltavam por toda parte tocando harpas, soprando trombetas, cantando e louvando o Senhor. Algumas das crianças representaram essas cenas diante de nós. Elas corriam para a sua enfeitada casa de joias para pegar sua harpa ou trombeta e se juntavam à inspirada pelo espírito música da maior de todas as cenas festivais, o clímax de todas as esperanças das eras. Grandes companhias cantavam e dançavam e louvavam o Rei. Outros apressaram-se em preparar as mesas ou os assentos e levar os pratos de comida de ouro.

Havia abundância de comida, tudo tendo sabor próprio, excedendo qualquer coisa que poderia ser imaginado.

Quando tudo estava pronto, o chamado foi enviado e os santos de todas as eras passadas se reuniram em torno das mesas para celebrar o casamento do Grande Filho do Rei. A consumação de todas as suas esperanças, a realização de toda a mais alta alegria no próprio céu, chegou ao seu ponto mais alto quando a prostituta, o mendigo, o pecador e os em um tempo, escórias da terra vieram do oriente e do ocidente e sentaram-se com Abraão, Isaque e Jacó nesta mesa festiva no Reino de Deus. Quando todos se levantaram e alcançaram sua mais alta expectativa, o próprio Filho entrou e sentou-se nas mesas cercado por sua comprada por sangue e vestida de branco noiva, os remidos de todas as nações, e tribos, e línguas e bebeu com eles o fruto da videira.

Adullam viu os livros abertos e o Dia do Julgamento.

Eles viram os livros nos quais os feitos dos homens são registrados e viram o Juiz no trono diante de quem todos os homens foram julgados conforme os livros. Os justos foram separados para ficar em uma grande companhia de um lado, enquanto aqueles cujos nomes não estavam no livro da vida foram reunidos em outra grande companhia para ficar do outro lado. A primeira companhia foi separada para entrar no Reino de Deus e na vida das eras; o outro grupo estava condenado a entrar no fogo preparado para o diabo e seus anjos.”

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