A Cabeça da Mulher

Bem, em continuação à postagem “A Cabeça de Cada Homem”, chegou o momento de considerarmos a outra parte do texto, com relação a posição e função da mulher nesta ordenação da autoridade de Deus.

Leiamos ao texto novamente:

“Mas, eu quero que vocês saibam, que a cabeça de cada homem é o Ungido, a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça do Ungido é Deus. Todo homem, quando ora ou profetiza, tendo sua cabeça abaixo, {ou, sob} desonra sua cabeça verdadeira: o Ungido.

E cada mulher orando ou profetizando com a cabeça descoberta desonra sua cabeça: o homem. Pois seria o mesmo que se ela estivesse com os cabelos rapados. Pois, se uma mulher não está coberta, deixe-a também rapar os cabelos. Mas, se é vergonhoso para uma mulher ter os cabelos cortados ou rapados, deixe-a ser coberta.

Porque um homem é obrigado a não ter sua cabeça coberta [sinalizando submissão à autoridade humana] pois ele possui a imagem e glória de Deus. Mas a mulher é a glória do homem. Você vê, o homem não foi extraído da mulher, mas a mulher foi extraída do homem.

Portanto, o homem não foi feito para a mulher, mas a mulher foi feita para o homem. Por esta razão, a mulher deve ter um sinal de sua submissão à autoridade em sua cabeça por causa dos anjos. No entanto; no Senhor, nem a mulher é completa sem o homem nem o homem completo sem a mulher. Pois, assim como a mulher foi extraída do homem, também o homem provém da mulher. Mas todas as coisas são de Deus.

Façam este julgamento por si mesmos. É apropriado a uma mulher orar a Deus descoberta? Não os ensina igualmente a natureza que se um homem tem cabelos longos, é uma desonra para ele? Mas se uma mulher tem cabelos compridos, é uma glória para ela. Porque o cabelo dela, lhe é dado como uma cobertura.

Mas se qualquer um tem uma forte discórdia sobre isso, nós não temos tal costume, nem o tem as assembleias dos que Deus chamou para fora.”

1 Coríntios 11:3-16 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Vamos lá, primeiro Paulo afirma o seguinte: “a cabeça da mulher é o homem”. Como vivemos em uma sociedade completamente perdida e depravada, ela esta cheia de trevas e escuridão, e já os homens e mulheres não conhecem o Seu Deus ou O adoram. Isso significa que não podem ver e/ou compreender mesmo que seja as verdades mais simples de Deus, e são muitas vezes enganados pela ardilosa e dobre língua da antiga serpente. Quem disse que a cabeça tem mais valor do que o corpo? Por acaso, o coração, que podemos considerar como um dos nossos órgãos mais importante, está no corpo ou está na cabeça? Paulo não diz precisamente no capítulo seguinte a este que a própria cabeça do corpo não pode dizer aos pés que não precisa deles? Quanto mais o corpo inteiro não seria igualmente importante como a cabeça o é! Portanto, voltemos à revelação de Deus e não nos deixemos contaminar com a peçonha da víbora.

Assim como Paulo exemplifica nesse texto, vamos também voltar no principio e compreender o que Deus tinha em mente ao criar o homem e a mulher, qual é o significado e propósito deles.

Com a revelação que Deus tem dado no evangelho (boas novas) sabemos que Deus, assim como havia dito que Deus criou o homem com uma cabeça e um corpo como figura Dele mesmo, também criou o homem e a mulher como figuras do Ungido e da sua “mulher”, que é também o seu próprio corpo; o corpo de todos os que possuem a mesma unção da Cabeça, do Rei. O que está escrito é que essa é “ossos dos meus ossos, e carne da minha carne”; e também “será chamada mulher, porque do homem foi tirada” (Gênesis 2:23). Bem, se isso foi verdadeiro com relação ao homem e mulher terrenos, a verdade, é de que também é verdadeiro com relação ao “homem” e “mulher” celestiais. Além do mais, da “mulher” celestial se diz que é “o complemento (ou plenitude) daquele que enche tudo em todos” (Efésios 1:22,23). Ora, se é o Seu complemento, isso significa que sem ela, Ele torna-se então incompleto, (se pensar na palavra plenitude se deduz o mesmo, pois sem ela Ele não seria pleno, ou seja, incompleto) assim como se fosse uma cabeça sem corpo. Calma hehe, respire… talvez seja muito para você caso nunca houvesse pensado ou meditado diante de Deus sobre nada de tudo isso que estou falando. Primeiramente entenda que assim como Eva foi edificada, ou formada, a partir do próprio Adão, e por isso por assim dizer ela mesma é “Adão”, assim como se eu arrancar um ramo de uma laranjeira e plantá-lo, esse ramo mesmo que retirei da primeira laranjeira torna-se ele próprio outra laranjeira. Não há diferença de natureza, essência ou estrutura de uma laranjeira para a outra, mas as duas possuem uma mesma identidade (não que cada uma não seja singular, mas dentro do escopo da identidade como árvores que dão laranjas) ainda que sejam separadamente e distintamente duas. Porém, o homem e a mulher não foram criados para expressar dois separados, mas dois que são um, ainda que distintos. Da mesma maneira, a “mulher” do Ungido foi tirada Dele, e tem sido formada e se tornado tal qual Ele mesmo, de mesma natureza, essência e estrutura que o “Adão” Celestial.

Certamente, de tudo que tenho dito no parágrafo anterior, o que pode causar maior espanto e estranheza aos ‘ouvidos’ (internos) do leitor seja que Jesus seria incompleto sem a Sua amada noiva e futura esposa. Isso acontece devido a não conhecermos bem o coração, a natureza e também o propósito de Deus para o homem e Suas criaturas. Tudo isso que tenho dito não consiste em algo que esteja inventando ou erradamente interpretando, mas apenas uma dedução clara e simples da revelação de Deus, tanto nas Escrituras como em meu próprio espírito.

Assim como Jesus, ao partir os pães e distribuí-los para multidão os multiplicou, assim também, ao partir o Seu próprio corpo, o pão celestial, o qual contém Sua própria vida e estrutura, também multiplicou a Si mesmo. Assim como um ser humano, no inicio, é uma única célula (zigoto) e com o tempo vai se multiplicando, assim também Jesus é o zigoto desse corpo celestial. Desse modo, se ao princípio Jesus isoladamente era a Casa e a morada de Deus, já agora não é assim, mas Ele foi multiplicado no seio de muitos corações e já muitos daqueles que Ele tem escolhido são então, juntamente com Ele, Casa de Deus. Percebe? Ele já não é mais Casa de Deus sozinho por um lado, pois todos nós que temos o Espírito também o somos, porém, por outro lado, Ele permanece sendo, já que é Ele próprio quem habita em nós e forma o Seu próprio corpo; de modo que: “já não são apenas dois mas um só”.

A suma do que estou querendo dizer é que, quando uma mulher se submete à cabeça de um homem, ela não é inferior ao homem, assim como o Ungido se submete à cabeça de Deus e não Lhe é inferior mas iguais. Da mesma maneira a igreja (aqueles que Deus chamou para fora) se submete à sua cabeça, o Ungido, não como Lhe sendo inferior, mas sim de mesma natureza e sendo ela própria um com Ele, e parte Dele, e a multiplicação Dele.

Assim como há diferença na manifestação, modo de operação e etc entre o próprio Pai e o Filho, o Pai e o Espírito e o Espírito e o Filho, porém nenhum Deles é inferior ao outro, mas possuem a mesma essência, qualidade e valor, até mesmo porque são UM e Um está no Outro assim como o Outro está no Um, assim também com relação ao Ungido. Ungido digo, não somente a Cabeça que possui sobre Si e em Si a unção, mas também o corpo, o qual juntamente com a Cabeça forma um único corpo e possui sobre e em cada membro a mesma unção, precisamente o Espírito comum ao Pai e ao Filho. Para que todos sejam UM, assim como Eles são UM. (João 17)

O que quero dizer é que, assim como acontece em Deus, e Ele mesmo possui uma multiforme variedade de se expressar e comunicar a Si mesmo, assim também o homem e a mulher foram criados de modo a expressar e comunicar essas essências e glórias de Deus de modo diferente e particular.

Desse modo, o chamado e a vocação do homem e da mulher na revelação de Deus é distinto porém complementar. De maneira que, nem o homem pode expressar a “face” de Deus que a mulher foi chamada para expressar, nem a mulher pode expressar a “face” de Deus que o homem foi chamado para expressar. Contudo, quando a glória do Criador é revelada tanto no homem como na mulher; aí sim o quadro se faz completo e belo.

O homem foi chamado para ser o cabeça da mulher, e a mulher para ser a ajudadora do homem, como quando foram criados.

Nesse texto de primeira Coríntios Paulo ensina, como tenho buscado demonstrar até então com tudo o que disse anteriormente, que estar abaixo do homem e tê-lo como sua cabeça, é uma honra e não uma desonra para a mulher. Somente assim ela cumpre seu chamado tal como Deus a criou, de representar e expressar a “mulher” do próprio Deus, ou, mais corretamente dizendo a “mulher” do Ungido, já que ela, a “mulher” do Ungido, foi enxertada, e ao mesmo tempo extraída de Deus, e é ela mesma UM com Deus. Se a mulher assim o fizer, ela honra a Deus, honrando a cabeça homem que, junto com a mulher, Deus criou para participarem e expressarem a Sua glória.

Quando Paulo, e mais especialmente o Espírito Santo, diz que uma mulher que não queira cobrir a sua cabeça é como se tivesse seus cabelos rapados, ele não está se referindo a cobertura de um pano, lenço ou véu, mas sim a estar debaixo da orientação de um homem, que pode ser seu pai, ou seu marido, ou os próprios irmãos. Desse modo, caso uma mulher não deseje estar debaixo do homem e ter o homem como sua cabeça, Paulo conclui então que ela esta desse modo sem uma cobertura espiritual, e por isso, de uma maneira associativa, seria como uma mulher que não possui a cobertura dos seus cabelos. Assim como de modo geral, uma mulher é considerada, tanto pelos homens como pelas mulheres, (por isso tende a ser vergonhoso para ela rapar seus cabelos) mais bonita tendo cabelos longos do que rapados, do mesmo modo, para os olhos espirituais, uma mulher que se submete a orientação e direção de um homem e o honra como sua cabeça é mais bela espiritualmente. Pois se cumprimos aquilo para o que Deus nos chamou a Sua glória permanece em nós, se porém não o cumprimos, então não há glória (sendo a beleza de Deus uma das ‘coisas’ a que chamamos “Sua glória”). Pois se Deus se submete a Deus, seriamos por acaso melhores do que Ele para não nos submetermos uns aos outros? E se essa submissão (ajudar na missão, na corregência do reino a que o homem foi chamado), expressa com maior beleza e glória Seu Ser e Seu Caráter, não deveriam as mulheres colocar a si mesmas debaixo do Seu jugo e experimentarem o leve fardo que Ele prometeu aos que com Ele aprendem a ser mansos e humildes; e assim então desfrutarem do Seu descanso? Portanto, que a mulher não faça o trabalho do homem, nem o homem coloque a si mesmo na posição das mulheres, mas que cada qual honre a Deus, conforme o chamamento da sua própria natureza, a fim de que Deus e a Sua palavra sejam glorificados.

Será que os anjos são tão ignorantes, e possuem um discernimento tão raso que precisem ver um objeto, um véu, sobre a cabeça de uma mulher para atestarem ou perceberem sua submissão ou não? Não seria muito mais obvio e sensato — como de fato no original grego não diz que a mulher precise de um sinal ou muito menos de um véu sobre a sua cabeça por causa dos anjos mas sim de uma autoridade ou poder em sua cabeça — que os anjos tivessem a percepção da submissão de uma mulher, por seu proceder e pelas suas atitudes? E você já parou para pensar em que, tal submissão por parte da mulher se relacionaria com os anjos? Vamos pensar um pouco sobre isso:

Primeiro é preciso colocar que a palavra anjo na bíblia é usada tanto em relação aos espíritos da luz e do bem que servem a Deus como os espíritos das trevas e do mal que servem a Satanás, o adversário. Portanto nesse caso Paulo pode estar se referindo a um dos dois grupos ou a ambos. Quando penso nos anjos de Deus nenhum motivo muito especial me vem a mente senão um que decorra de outro. Porém quando penso nos anjos das trevas e em seu príncipe, me parece haver um motivo um tanto específico do porque estejam atentos a essa questão.

Assim como tudo o que tem sido dito, tanto na carta de Paulo quanto nesse texto que estou escrevendo, a maneira como Deus criou o homem e a mulher, suas funções e atribuições tais quais Deus as planejou em Seu eterno propósito, são de extrema importância no entendimento de toda essa ordenação e vocação de suas criaturas. Como é bem sabido, o anjo rebelde não se sujeitou à sua Cabeça, antes levantou a sua própria e dessa forma veio a cair da graça de Deus e a se perder. Além do mais, se estudar bem o que a Escritura diz sobre esta criatura rebelde, o pai da mentira, descobriremos que não somente ele não reteve a Cabeça real; mas como também induziu a muitas outras das criaturas celestiais de Deus a se rebelarem, não retendo a Cabeça santa e a abaixarem ou colocarem suas cabeças sob uma outra cabeça indigna, o próprio Diabo.

O que quero dizer é que, aquele que rodeia a terra buscando a quem possa tragar, caso perceba em uma mulher insubmissão à sua cabeça; percebe também ali, como o foi no principio, uma oportunidade e uma inclinação para ouvir a sua enganadora e cheia de encantos do mal, voz. Pois Satanás nada pode fazer caso não tenha “algo em nós”. Se todavia já em nosso interior tais desejos malignos brotam, são como um imã para o devorador de almas.

Finalmente, o costume ao qual Paulo afirmou que nem ele nem as assembleias dos chamados para fora tinha; era o costume de uma mulher orar ou profetizar sem ter a sua cabeça coberta por um homem, ou seja, sem estar sob a orientação, direção e conselho de um homem, seja o pai para as irmãs mais novas, o marido para as casadas, ou os irmãos de modo geral para as demais irmãs.

A vontade de Deus é que cada homem e cada mulher submeta a si mesmo a Deus, compreendendo diante Dele seu trabalho e função na cooperação com Deus para estabelecer Seu reino aqui na terra, como é o desejo do Seu coração. Envergonhando Satanás e todas as hostes celestiais da maldade, nos sujeitando uns aos outros alegremente na forma do Ungido, e experimentando de toda a alegria e vida que provêm do precioso e santo Cabeça celestial.

Em Cristo,
Seu servo

Segue o link para poder ler e baixar o livro sobre autoridade do qual havia dito que recomendaria:

David Dyer – Autoridade Espiritual Genuína

Um comentário em “A Cabeça da Mulher

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