“CoronaVírus” vs Jesus Cristo (parte 2/2)

Este post é uma continuação do: “CoronaVírus” vs Jesus Cristo (parte 1/2)

Agora, vamos pensar juntos sobre aqueles dois princípios que havia dito no post anterior e buscar entendê-los em meio a tudo isso. Ok?

Vamos lá:

1. “Não tentará o Seu Deus.”

Sim, esse é um principio e mandamento de Deus extremamente importante, e refreia muito da tentativa meramente humana e carnal de se buscar trazer glória a Deus eu acredito. Ou àquela forma de se forçar a Deus de fazer algo que Ele disse que faz ou faria.

Mas, você tem que perceber a diferença entre fazer algo somente por mera vaidade ou “para ver” se o que Deus disse realmente é verdadeiro ou não e fazer algo em Seu Nome (enviado por Ele), comissionado por Ele a um propósito. Por exemplo, quando Jesus então se aproximava de um leproso para curá-lo, Ele não estava tentando a Deus; Ele não estava tipo pensando: “Está escrito que eu tomarei sobre mim as enfermidades deles, então vamos ver se assim mesmo… Está escrito que Deus vai guardar o Seu Servo do mal, vamos testar se isso realmente é verdade…” Não!! Jesus estava agindo pela fé, estava cumprindo a missão que o Pai Lhe deu! E isso, a despeito de todos bem saberem que lepra era algo extremamente contagioso, tanto, que os leprosos viviam completamente isolados (olha essa palavra aí) da sociedade. Veja bem, você não pode tomar o mandamento de “não tentar a Deus” como desculpa para não obedecê-Lo em Seus outros mandamentos! Percebe? Devemos ser igualmente cuidadosos e solícitos em obedecer a todos!

Nisso, a igreja de Jesus Cristo tem uma missão a ela comissionada pelo Seu Criador. Ela deve dar testemunho da verdade! Que Cristo possui Nele a salvação e a cura! Sim, das nossas almas é verdade, mas de tudo o mais idem!! Com ousadia, os que chamam a si mesmos de discípulos, devem anunciar a verdade das Suas palavras, não apenas meramente em um púlpito quando a situação está “de boa”! Mas principalmente no tempo de crise, a verdade de chamá-Lo de Mestre e Salvador, deve brilhar na escuridão deste mundo e, a realidade da fé e união com Ele devem então tornar-se evidente!

Vejam irmãos, eu não quero aqui ser precisamente muito duro sobre essas coisas. Mas quero falar, não por mim mesmo, mas por Aquele que tem a autoridade para nos chamar ao arrependimento diante Dele. Portanto, eu suplico a você, não seja tímido em sua fé! Levante-se ousadamente atestando e declarando que o que Jesus Cristo disse é a Verdade!! Não se deixe intimidar por homens, cultive seu próprio relacionamento íntimo e sólido com Ele; de onde você poderá, de fato, ter uma vida de fé e demonstrar isto de forma prática e real na sua vida. “Se você se mostra fraco no dia da angústia, é porque a sua força (ou fé) é pequena.” (Pv 24:10)

O outro princípio que havia falado, que tem sido usado então para o tal “isolamento” e consequente cancelamento de ajuntamento dos santos é:

2. “Submissão às autoridades seculares.”

Sim, novamente, esse é um principio legitimo e é claramente ensinado por Paulo, tendo sido divinamente inspirado, em Romanos 13 e em outros lugares.

Nisso, é preciso também pensar e perceber algumas questões. Primeiro, a verdade, é que nunca ouve de fato um real consenso entre as próprias autoridades. A Federal dizia uma coisa, a dos Estados e Municípios dizia outra, e mesmo entre estes havia diversificações. O STF deu a jurisdição (não sei se é o termo técnico aqui) para os Estados e Municípios “darem as cartas”. Sim, contudo, percebam que mesmo entre as autoridades isso estava um tanto quanto conflituoso. De qualquer maneira, acho justo e correto então sermos submissos às determinações das autoridades conforme declaradas, não de forma ilimitada (como explicarei). A submissão às autoridades reconhecendo que foram então estabelecidas por Deus para a punição dos maus e o louvor dos bons. Lembra? Segundo, essa submissão não consiste exatamente em obediência. Submissão significa que não devemos nos insurgir contra ela, ou deixar de honrá-la em sua função estabelecida por Deus. Devemos honrá-la e lhe pagar os tributos; precisamente para que por meio deles exerça sua função governamental de poder, ordem e força.

Mas, como você deve bem saber, existem muitos governos pelo mundo onde existe uma ordem direta que proíbe qualquer tipo de pregação, culto ou até mesmo exercício religioso. Não é? E então? Como devem proceder os filhos de Deus em situações como essa? Eles devem formar um exército e derrubarem o governo totalitário para trazerem leis mais livres e justas à nação? Não!! Devem manter-se submissos (não insurgirem). Contudo, eles têm uma obrigação com a missão e o mandamento da Autoridade maior, o Rei Jesus!! Isso significa, que a despeito de toda a retaliação que possam sofrer em sua desobediência ao governo secular, devem ser obedientes a Deus no testemunho, prática e pregação do evangelho e da verdade. Até mesmo ao custo de suas próprias vidas!

Bem, estou colocando estas coisas, apenas para que se perceba que nada pode ser colocado como empecilho para que os santos exerçam o Seu trabalho sagrado. Se nem mesmo uma afronta e direta perseguição dos poderes deste mundo, deve silenciar os cristãos em Sua ousada comissão; que dirá uma “ameaça” indireta de um vírus e uma certa coerção por parte de algumas autoridades seculares (lembrando que não todas elas e que elas estão divididas)? Portanto, isso também não pode ser usado como desculpa para a igreja de Deus se eximir do seu chamado e de obedecer sem questionar Aquele que a chama! Mas, entenda bem; obedecê-Lo é dar testemunho da Sua palavra em ações e palavras. Ou seja, esta “massa” de princípios que estou escrevendo e ainda muitos outros é claro, deve estar presente nas atitudes e resoluções do Seu povo. Verdade é, que a única forma da igreja então, expressar isto, é habitando e permanecendo em Cristo por meio do Espírito e, nessa comunhão, aprofundar-se cada dia mais a fim de que suas ações derivem da fé e não do medo ou de doutrinas de homens.

Uma outra questão muito importante aqui é que a igreja, deveria ser a “mãe mestra” da sociedade onde ela se encontra, ou seja, ela deveria ser devidamente o “baluarte da verdade” (1Tm 3:15), o exemplo em todas as formas para os que estão no mundo. Ela deve ser a fonte de inspiração para o mundo, de homens e mulheres que não tem medo, senão o temor do Senhor, e que dessa forma transmitem segurança e paz em Deus. Nesse testemunho então da igreja à verdade, algo deveria então sobressair, a verdade de que o que realmente importa é a limpeza do coração e não meramente do exterior, que nisso, e somente nisso, está a segurança do homem/mulher. Que Deus é Aquele que tem poder sobre qualquer “praga” que exista e, que somente Nele é que existe verdadeira paz e segurança. Que o mal sobre o mundo ou sobre a vida das pessoas não advém por causa da maldade ou de uma ira ou punição injustificável de Deus, mas que as pessoas do mundo, pela desobediência à Sua Lei, é que trazem o mal sobre si mesmas e provocam sobre si mesmas os juízos e punições do Criador. Ou seja, o poder do testemunho se dá, quando a igreja tem a ousadia e a fé em Cristo e, pela pregação do evangelho, não apenas de palavras, mas em realidade, traz salvação sobre o mundo perdido, e resplandece como “uma cidade edificada sobre um monte” (Mt 5:14) – que é Cristo – nas horas “escuras” do mundo que não possuí esperança.

Sendo essa também, a vocação da amada de Cristo, não iriam as próprias autoridades seculares buscar conselho e segurança nela? Como algumas de fato o fazem. E se ela desse um ousado testemunho da verdade e exercesse a plenitude da sua missão, não haveria muitos mais seguindo seu exemplo? Se necessário ela própria deve repreender as próprias autoridades e lhes comunicar a palavra de Deus, as leis e ordenações da Autoridade Mor! Como João mesmo repreendeu a Herodes. E, se as autoridades não derem ouvidos, se o ódio deles pela esposa do Cordeiro crescer ainda mais e a perseguirem, não seria isso precisamente para a nossa glória diante do Nome pelo qual sofremos e padecemos? De qualquer maneira, me parece que precisamos nos arrepender e perceber que estamos aquém da vocação. Precisamos depositar nossa fé muito mais no que diz o Salvador do que no que dizem médicos, psicólogos, sociólogos, cientistas, governadores, etc e até mesmo bispos, padres, pastores, reverendos, etc. A palavra de Deus deve ser digna de nossa completa e inteira confiança, acima de qualquer suspeita ou criticismo. Só assim, com esse tipo de confiança em Deus, poderemos de fato abandonarmos todas as coisas por Sua causa.

Preciso então dizer, que não estou dizendo com tudo isso, que a igreja, o povo de Deus, esteja se eximindo completamente da sua missão, claro que não! Além daqueles líderes cristãos, que com ousadia estão “desafiando” a tal “quarentena”; é claro que grande parte das igrejas estão tentando realizar sua missão e o serviço aos santos por meios virtuais, através da internet. Apenas digo que, se a fé no Deus Incotaminável fosse então devidamente levantada como uma “bandeira”; quão mais glorioso, puro e poderoso seria o testemunho erguido por aqueles que dizem ser os filhos do Pai.

Outra coisa também que preciso dizer é que, apesar de estar meio como que “reclamando” sobre a atitude de muitas igrejas no cessar das suas reuniões; a verdade é que, a verdadeira igreja e sua vida, não dependem de reuniões de “culto”, ou de grandes ajuntamentos. De modo nenhum. A igreja verdadeira e pura depende somente do amor sem mácula de Cristo. Que através desse amor de Jesus nos amemos uns aos outros como Ele nos ama. Isso, o amor, nos impelirá a servirmos uns aos outros com os dons que o Pai nos tem concedido; e deve ser por esse motivo, e por esse motivo somente, que devemos nos encontrar uns com os outros, a fim de produzir edificação na vida do seu irmão e irmã. As reuniões são uma forma de tentar realizar isso que estou dizendo. Porém, de maneira nenhuma a vida da igreja, suas relações, deve se limitar ou estar condicionada a isso, “reunião”. Porém, não creio que as reuniões caseiras devam cessar, de forma alguma. Não se pode ser covarde ou tímido, esses tais não têm parte no Reino de Deus. Ainda que seja verdade que seja possível para você servir ao seu irmão sem encontrá-lo; seja pela oração, por se escrever algo como estou fazendo, gravar um vídeo transmitindo os seus dons, reuniões virtuais, santificando a si mesmo e etc; nada disso realmente se iguala à comunhão face a face penso eu. Por isso mesmo, não acredito que faltarmos com essa importante tarefa seja da vontade do Pai.

Uma última coisa a se acrescentar é que sim, é possível seguir a vontade de Deus sem nos encontramos com ninguém por um tempo. É possível viver uma vida para Deus grandemente frutífera, tendo contato com muito poucas pessoas e por não muito tempo, como provavelmente deve ter sido a vida de João Batista no deserto por exemplo. Porém, tal separação, para que ela seja santa e útil no Reino de Deus, deve partir de uma impulsão e inspiração do Espírito Santo, e não devida a um vírus ou outro motivo qualquer.

Bem irmãos, a conclusão que quero chegar é que não devemos ser medrosos. Devemos buscar viver a plenitude da palavra de Deus com sabedoria. A pessoa e as palavras de Jesus devem ser para nós a base de nossas vidas, não somente “da boca para fora”, mas com fé e verdade. Devemos responder à voz do Espírito de Deus de imediato e sem questionar, depositando toda a nossa confiança em sua exaltada sabedoria e amor, que produzirá o máximo bem a nós e ao nosso próximo.

Na graça e no amor de Jesus,

Seu servo.

Um comentário em ““CoronaVírus” vs Jesus Cristo (parte 2/2)

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair /  Alterar )

Foto do Google

Você está comentando utilizando sua conta Google. Sair /  Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair /  Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair /  Alterar )

Conectando a %s