Maturidade Real – Parte 2

Caso não tenha lido a primeira parte recomendo fazê-lo primeiro: Maturidade Real

Vamos ler os textos abaixo:

“Jesus respondeu e lhe disse: “Na verdade, na verdade eu lhe digo, a menos que alguém seja nascido de cima, não é apto para perceber o reino de Deus.” Nicodemos lhe disse: “Como um homem pode nascer quando já é velho? Poderia entrar uma segunda vez para o útero da sua mãe e renascer?” Jesus respondeu: “Na verdade, na verdade eu lhe digo, a menos que alguém seja nascido pela água e pelo Espírito, não pode entrar no reino de Deus! O que é nascido naturalmente é o corpo físico, e o que nascido do Espírito é nosso espírito humano. Não esteja surpreso que lhe tenha dito, você precisa nascer de cima. O vento sopra onde quer e você ouve seu som, mas não sabe da onde vêm nem para onde vai. É dessa mesma maneira com todos que são gerados pelo Espírito.””
João 3:3-8 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Em verdade, em verdade eu lhes digo: quem ouve minha palavra e crê Naquele que me enviou tem a vida eterna do Pai e não receberá a sentença de condenação, mas passou da morte para a vida imortal do Pai.”
João 5:24 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Pois vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.”
1 Pedro 1:23

Percebam como as escrituras dão testemunho daquilo que vinha dizendo no post anterior. Em João 3 vemos como Jesus disse a Nicodemos que não era possível ver, perceber, o reino de Deus o qual é espiritual, sem que alguém nascesse de cima, do Espírito. E consequentemente também não seria possível entrar nele. No capítulo 5 lemos que a fé nas palavras de Jesus e no Pai que o enviou, faria uma pessoa “passar da morte para a vida imortal do Pai” assim como havia dito, chamando a nós mesmos de mortos-vivos e explicando como essa vida do Pai foi perdida devido a desobediência do homem e da mulher.

Tal “vida imortal do Pai” é transmitida, gerada em nós, no nosso espírito, como Jesus tentou explicar a Nicodemos; o qual não entendeu no momento; e não consiste na mesma espécie de vida que recebemos da carne, de modo natural, que é uma vida perecível, com prazo de validade, como um ramo que está fora da seiva como havia explicado; destinado a falecer, secar, morrer.

Agora, permitam-me lhes falar um mistério: Assim como se dá a maturidade no mundo natural também o é no mundo espiritual. Quando as escrituras falam sobre regeneração, estou certo de que o processo espiritual da vida se dá de forma extremamente semelhante ao do carnal e natural; até porque o mundo natural consiste em um reflexo do espiritual, que ainda que esteja em um estado decadente contém em si bases dos princípios da criação original de Deus.

Quando Pedro em sua carta fala sobre sementes, perecível e imperecível, ele está fazendo uma associação do modo de reprodução de uma espécie, de um ser nesse mundo, com o “modo reprodutivo” do próprio Deus. Ele declara que a semente de Deus é a Sua palavra; o que disse também Jesus na conhecida “parábola do semeador”: “A semente é a palavra de Deus” Lucas 8:11; de quem obviamente Pedro tinha aprendido tal verdade quer nesse dia ou pelo Espírito depois.

Dessa forma; a nova vida eterna de Deus, a qual é gerada nos corações daqueles que recebem Sua palavra, que é a semente, contém em si mesma a própria vida de Deus. Fazendo-se a mesma associação que tanto Jesus como Pedro (e todos os outros certamente) fizeram, podemos também seguir esses princípios para entendermos o desenvolvimento e maturidade dessa mesma vida santa.

É preciso ressalvar que a palavra de Deus, gera dentro do homem/mulher que a recebe um ser completamente novo, imperecível e incorruptível. Sim, um filho de Deus, da mesma natureza e substância do Pai, perfeito, mas não exatamente maduro. Este novo ser, é também o que a bíblia chama de “novo homem” ou “homem interior”.

Vamos verificar o testemunho das escrituras sobre a maturidade e desenvolvimento do homem interior, gerado pela Palavra de Deus:

“Irmãos, eu não pude falar a vocês como a pessoas espirituais, mas como a carnais, exatamente como a bebês no Ungido. Eu os alimentei com leite, não com carne, pois ainda não eram capazes de suportar isto. Não, mesmo agora vocês não são capazes, pois ainda são carnais. Pois quando há ciúmes e competição entre vocês, não são precisamente carnais? Vocês não estão seguindo as naturais tendências humanas?”
1 Coríntios 3:1-3 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa, até que Cristo seja formado em vocês.”
Gálatas 4:19

“Filhinhos, eu lhes escrevo pois seus pecados são perdoados por causa do nome dele. Eu lhes escrevo pais, pois o conhecem profundamente, o qual é desde o princípio. Eu lhes escrevo jovens, pois têm vencido o maligno. Eu lhes tenho escrito filhinhos, pois tornaram-se familiares com o Pai. Eu lhes tenho escrito pais, pois vieram a compreender aquele que é desde o princípio. Eu lhes tenho escrito jovens, pois são fortes, a palavra de Deus habita em vocês, e têm sido vitoriosos sobre o maligno.”
1 João 2:12-14 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Percebam como Paulo em sua carta aos Coríntios, os chama de bebês no Ungido (Cristo).

Paulo foi enviado por Deus a Corinto, por causa das boas novas do evangelho sobre o Filho de Deus, Jesus. Lá, ele anunciou a palavra de Deus, a qual foi crida (recebida) por diversas pessoas, e permaneceu ali naquela instância por 18 meses. Com referência a esse tempo, foi que Paulo a principio lhes chamou de bebês. Declarou inclusive, seguindo  a mesma lógica associativa, que lhes alimentou/nutriu com leite; alimento no sentido natural apropriado para nenéns. Na ocasião que Paulo está escrevendo a primeira carta, acredita-se haver entre 6 a 18 meses que ele havia deixado Corinto. Ou seja, os crentes em Corinto teriam crido em torno de 1 a 3 anos antes. Seria normal, como qualquer recém nascido, que de fato eles se alimentassem de leite (espiritual) nos primeiros meses; mas Paulo se admira de como ainda, mesmo após 1 a 3 anos de vida (a nova, celestial) não pudessem ainda receber alimento sólido, o que ele constata de acordo com a conduta deles.

Vejam bem que a vida celestial, que Deus gera em nós pela sua palavra, nasce neném. Na verdade, assim como ocorre a fecundação no útero de uma mulher gerando uma célula (zigoto) microscópica, assim também o é com relação a nova vida, o homem/mulher interior. Ela começa pequenina, e na medida que recebe alimento, nutrição, ela se desenvolve e cresce. Isso é de tal modo que a associação que Paulo faz desse desenvolvimento se dá até mesmo no aspecto cronológico.

Se a vida eterna de Deus cresce dentro de uma pessoa, os aspectos santos dessa vida serão vistos. Mas, se por algum motivo essa vida não se desenvolve, o que Paulo chamou de “naturais tendências humanas”, inveja, ciúmes, competição e etc, as quais já estão devidamente desenvolvidas em um homem adulto, é que prevalecerão e se manifestarão. Dessa forma Paulo mediu a maturidade dos irmãos de Corinto pela maneira que viviam e se relacionavam.

Também na primeira carta de João vemos ele a endereçando a grupos de pessoas as quais ele segmentou por nível de maturidade. Algumas pessoas podem pensar que ele estivesse se referindo a maturidade natural; mas como estamos percebendo, a verdadeira identidade dos filhos de Deus se dá precisamente na vida nova, através da qual tornaram-se portanto realmente filhos do Altíssimo. Certamente João não estava se referindo a maturidade natural dos irmãos, mas sem sombra de dúvidas à espiritual.

Desse modo, tenho tido cada vez maior percepção e convicção de que o desenvolvimento da nova vida celestial dentro de nós, se dá em paralelismo real à vida natural, sendo que a natureza da primeira é santa e a da segunda é carnal e impura. Mas é possível entender que um crente de 1 ano se assemelharia em suas faculdades espirituais a um bebê de 1 ano em suas faculdades naturais, um crente de 5 anos a uma criança de 5 anos, um de 10 a uma criança de 10, um jovem na idade de 15 anos a um crente de 15 anos, um jovem de 20 a um crente de 20, um homem/mulher de 30 anos a um crente de 30 anos no Ungido.

Ainda que a vida que recebemos de Deus, a Eterna e Santa vida de Deus, seja perfeita; isso não significa que ela não tenha crescimento e desenvolvimento, mas sim que ela é sem macula, sem as impurezas do pecado e da carne caída.

Para concluirmos, gostaria de levá-lo a uma reflexão; agora que temos o quadro completo do desenvolvimento do ser humano; sobre aquilo que vinha falando no início da primeira parte desse assunto (Maturidade Real).

Assim como havia explicado que um homem poderia muito bem ter um bom desenvolvimento de seu corpo, seu crescimento, estrutura, saúde e etc; mas não necessariamente o desenvolvimento da sua alma, sua mente, emoções e personalidade em geral, gostaria então que olhássemos agora para o crescimento da alma e do espírito.

Realmente muitos homens/mulheres crentes possuem as faculdades da sua alma bem desenvolvidas naturalmente, podem ser muito inteligentes, compreender enigmas complexos, lógicas filosóficas e etc; como também serem equilibrados em suas emoções, serem lideres em empresas, regerem uma equipe de pessoas de modo muito eficiente para os objetivos traçados e etc; muitos ainda podem possuir uma força de vontade persistente, serem disciplinados, rígidos consigo mesmos e alcançarem muito sucesso natural. Contudo, ao invés de toda a sua “competência” estarem ajudando, indubitavelmente acabam por atrapalhar o desenvolvimento da vida espiritual de Deus em seus corações. Muitas vezes, tais pessoas, por não possuírem crescimento em seu homem interior, não são capazes de perceber sua total inadequação para o trabalho de Deus; antes julgam a si próprios até mesmo especiais e dotados de grande graça de Deus por toda sua desenvoltura, inteligência e força.

Porém, deixem-me afirmar uma coisa em caixa alta: NADA COM ORIGEM NO HOMEM NATURAL, TEM QUALQUER VALOR PARA DEUS OU O SEU REINO. Um homem, maduro e bem desenvolvido em suas habilidade naturais da alma, nada mais é, nos ensinos de Jesus, como um grande espinheiro. A natureza da alma não regenerada é corrupta, podre e de nenhum proveito. Todo poder conseguido na alma na força do homem, carne, é nada mais que fétido e abominável a Deus. Por esse motivo, o entendimento de que o “novo nascimento” e a nova vida que surge no interior de um crente, seja similar, e paralelo em seu crescimento ao natural, é tão importante.

Qual é o pai, que colocaria seu filho de 2 ou 5 anos para cuidar dos seus negócios, para lidar com seus empregados, as contas da empresa ou qualquer atividade que exija um mínimo de maturidade e responsabilidade? Se um pai terreno não faria uma insensatez assim, quanto mais o Pai da Sabedoria, invés disso, não daria funções e tarefas adequadas aos seus filhos conforme seu nível de maturidade!

Entenda, a humildade é de Deus, mas o orgulho é do Diabo. Portanto, não busque servir a Deus naquilo que Ele não o chamou para servir. Enquanto ainda for uma das Suas criancinhas, não tema; regozija e se deleite no Pai, expresse Sua alegria, busque Sua doçura, descanse em Seus braços e se alimente do alimento Santo de Seu Ser e presença. Espere que a vida santa em seu interior cresça e ganhe sua forma e estrutura. Sim, se você tem 5 anos no Ungido, você é simplesmente um dos Seus filhinhos, seja humilde, fique em silêncio, aprenda com Ele cada passo e atividade, fique quieto, “escove seus dentes”, “faça seu dever de casa”, espere que a maturidade o alcance antes de querer “tomar conta” dos seus irmãos.

Irmãos, acredito que essas coisas que estou escrevendo são realmente verdadeiras. Elas não me eram claras na minha tenra infância no Ungido, mas a medida que Sua vida cresce em mim e com ela a compreensão e entendimento espiritual, também a clareza dessas verdades tem se descortinado.

No tempo de Moisés, um homem era considerado apto para a guerra a partir dos seus 20 anos. Sim irmãos, precisamos de muita paciência e humildade diante de Deus, aguardando que a maturidade e poder da vida santa, única apta para a batalha, se desenvolva, a fim de efetivamente participarmos das vitórias e avanços do Reino no campo de batalha.

No Ungido.
Seu servo.

Maturidade Real

Toda a vida que Deus criou na terra tem um principio. Primeiramente ela começa com uma fecundação; ou seja, algo acontece que é verdadeiramente muito minúsculo; praticamente ‘invisível’, uma união entre a “semente” masculina e o “receptor” feminino.

Tal união possui em si mesma o ‘poder’ de criar um novo ser; de mesma natureza da “semente” que o esta gerando. A partir disso, dessa única e solitária célula, começará a ocorrer algo espetacular! Essa única célula irá, a partir de então, multiplicar-se, produzindo a partir de si mesma outra semelhante. Assim se iniciará um multiplicar em cadeia e ininterrupto de cada célula de modo a estar formando o ser. A esse desenvolvimento de um ser vivo poderíamos chamar também, creio eu, de maturação ou maturidade.

Isso realmente é muito facilmente percebido ao notarmos  o crescimento de uma planta ou um animal ou um ser humano.

Há um aspecto desse desenvolvimento, que é devidamente obvio e aparente a qualquer um, que é a formação do corpo, sobre o qual por isso mesmo estive decorrendo a respeito em primeiro plano. Fácil de observar e ver seu crescimento e desenvolvimento tanto em plantas, animais e humanos.

Focando agora no ser humano, (não que lhe seja exclusivo mas é nosso objeto) há ainda outro aspecto de seu desenvolvimento que podemos perceber com certa tranquilidade; que é a maturidade da mente e da alma de uma pessoa. Tal crescimento da alma, normalmente ocorre em paralelo com o crescimento e desenvolvimento do corpo, mas certamente vai para além dele e se prolonga por mais tempo.

É interessante observar que:

Devido a algum tipo de distúrbio de DGH (deficiência no hormônio de crescimento) por exemplo, pode haver uma pessoa já adulta/madura mentalmente mas cujo o corpo não o seja. Assim também alguém que tenha algum distúrbio ou trauma em sua alma não a terá plenamente desenvolvida ou mesmo muito pouco, ainda que tenha a estatura de um adulto. Dessa forma, ao vermos um individuo longe, podemos julgar por sua altura que se trate de um homem adulto/maduro, mas ao se aproximar e perceber seu comportamento ou conversar, relacionar-se com ele; e ele tiver grandes limitações mentais ou comportamento extremamente infantil, verá que apesar de seu corpo ter sido bem formado, o não foi sua alma (basicamente mente e emoções).

Bem, esses dois aspectos do desenvolvimento de uma pessoa; do corpo e da alma; são normalmente percebidos por quase todos nós. Mas, há uma “terceira parte” no ser humano que realmente poucos percebem, e muitos menos ainda podem perceber seu desenvolvimento e maturação.

Vamos analisarmos juntos alguns textos das escrituras para falarmos sobre essa “terceira parte”:

“E possa o próprio Deus da paz torná-los completamente santos, e possa todo o seu espírito, toda a sua alma e todo o seu corpo serem achados sem qualquer falha, por completo, na presença de nosso Senhor Jesus, o Ungido.”
1 Tessalonicenses 5:23 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, por penetrar até mesmo ao ponto da separação da alma e do espírito, tanto das “articulações quanto da medula”, e é capaz de discernir os pensamentos e as meditações dos nossos corações.”
Hebreus 4:12 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Percebam pelas duas passagens acima como as escrituras diferenciam a alma do espírito, demonstrando que não são a mesma coisa, mas que são distintas. Veja como Hebreus declara que a palavra de Deus irá separar a alma do espírito, o que significa que por algum motivo elas se tornaram mescladas, mas que não era assim no princípio, o que Deus irá restaurar por meio da Sua palavra.

Vejamos a criação do homem em Genesis:

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”
Gênesis 2:7

Em outras palavras está bem definida nessa descrição as “três partes” do homem. Por esse texto percebemos que nosso corpo foi produzido com o pó da terra, não é a toa que fomos chamados homem, cujo significado está atrelado a palavra humus (terra). Esse sopro de Deus seria então o espírito, palavra cujo significado literal seria realmente sopro, ar ou vento. Percebam que é esse sopro que carrega em si a vida; e que nosso corpo sem ele não seria muito diferente de um boneco de barro. Por fim vemos que a união, infusão, do sopro de Deus nesse “pó estruturado” produziu, fez, uma alma vivente (viva). A alma, que poderíamos identificar como a personalidade de cada um de nós, nossa mente e emoções, nossa estrutura psíquica, ‘surgiu’ a partir do resultado de tal fusão.

Bem… Como sabemos, o primeiro homem, Adão, falhou na missão que lhe foi dada por Deus, a de representá-lo e trazer Seu governo e reino à Terra. Tanto ele como a mulher desobedeceram a Deus comendo do fruto que o Senhor Deus lhes havia dito para não comer. Como consequência desse ato, a desobediência, Deus lhes havia predito que algo iria ocorrer: eles iriam morrer. Bem, logo que comeram daquele fruto da morte, nem a mulher nem o homem morreram da forma como comumente nós reconhecemos um morto; eles continuaram a se mover e falar, e não pareceram “mortos”. Porém, ao fim de alguns anos, como lemos no capítulo 5 de Gênesis descobrimos que vieram a morrer; tal como o juízo estabelecido, voltaram a ser pó. Mas, é preciso entender que esse estado de morte é o resultado final de um processo de deterioração, mortificação, que no caso deles perdurou por anos. Assim como quando se corta um galho qualquer de uma árvore, suas folhas ainda permanecem verdes, com uma aparência viva por um tempo, mas cujo fim inevitável, caso permaneçam separados da seiva da árvore é secarem, tornarem-se pó.

Foi-me preciso retornar aí para explicar o motivo pelo qual temos, naturalmente falando, tão pouca consciência das coisas do espírito. A morte entrou na humanidade desde a primeira geração, essa morte foi nossa separação da vida de Deus, no nosso espírito, o que vimos no processo de criação do homem ser a origem da nossa vida, e também a fonte. Mas não a fonte em si próprio, mas na medida em que esteja ligado à fonte de toda a vida do universo, Deus mesmo. Por tal vinculo com o Criador ter sido cortado no princípio, nossos espíritos perderam sua vitalidade em nós e por isso sua voz ser tão baixa em nossa consciência ao ponto de não mais fazermos distinção entre o espírito (o sopro e princípio de vida que vem de Deus) e a alma (nossa vida própria a qual com a “fraqueza”, morte, do espírito tornou-se por isso muito mais ligada ao nosso corpo terreno e suas demandas).

Portanto, podemos dizer que somos mortos-vivos, que se movem e “perambulam” nesse mundo como ramos à parte da Árvore da Vida, destinados a nos tornarmos pó e cinza.

Entendendo estas coisas se torna compreensível, que o desenvolvimento e a maturidade dessa “terceira parte”, a espiritual, praticamente não seja percebida pela maior parte das pessoas; por um lado porque grande parte da humanidade está morta em seus espíritos, e morto não emite sinais vitais rsrs; por outro lado, dos que voltaram a viver (falaremos sobre isso em seguida) poucos estão desenvolvendo a nova vida de modo que possam discernir as coisas do espírito.

Ao compreendermos estas coisas vamos entender mais claramente muitos textos das escrituras. De fato é essencial, e está no cerne de toda a obra de redenção da qual as escrituras dão testemunho.

Mesmo que o homem tenha falhado e sido infiel ao seu Criador, isso em nada altera quem Ele é. Deus permanece fiel, nada no universo e em todas as eras pode mudar quem Deus é; ou impedi-lo de realizar o que planejou. Quando algo “sai errado” Ele não se desespera; nada é uma surpresa para o Onisciente, nada é demasiado difícil para o Pai da Sabedoria. O Longânimo não se apressa, Ele não está sujeito ao tempo.

Certamente não há tempo para que possa explicar toda a obra da redenção aqui, mas é imprescindível, como estava dizendo no inicio do post que para que algo cresça e alcance a maturidade, tenha antes que nascer.

Para que esse post não fique demasiado grande vou finalizar aqui e farei um segundo…

Maturidade Real – Parte 2

A Rebeldia Oculta (Contra Deus)

É fácil achar que estamos na obediência e submissão a Deus se temos uma vida “regrada” sem bebedeira, pegação, e outros pecados mais aparentes. Porém existe também um tipo de rebeldia muito comum, a rebeldia oculta.

Isto é quando andamos por nosso próprio entendimento, tomamos as decisões segundo nossos próprios desejos ou pensamentos e não pelo Espirito. Este tipo de rebeldia muitas vezes fica como algo oculto porque nós mascaramos a coisa (ate para nos mesmos) conduzindo nossas vidas conforme uma “Ética Crista”. Evitamos os pecados mais óbvios e superficiais e nos justificamos diante da sociedade, a igreja, e nossa própria consciência, passando a impressão que estamos “bem” com Deus.

Porem, o chamado de Deus é muito além de não cometer os “pecados mais grosseiros”. Ele quer que nós andemos segundo o seu Espirito em tudo, até nas coisas mais simples da vida. E quando nos recusamos a seguir a Sua orientação, por mais simples e “banal” que seja, estamos em rebeldia contra Ele.

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça (obedeça) o Senhor em TODOS os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o mal.” Provérbios 3:5-6

“Portanto digo isto, e testifico no Senhor, para que não mais andeis como andam os gentios, na inutilidade da sua mente, obscurecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração” Efésios 4:17-18

Infelizmente, falo desta rebeldia oculta com muita propriedade. Isto apesar do fato que sempre tive uma vida relativamente “regrada” e aprovada pela maioria dos meus irmãos em Cristo e ate por mim mesmo muitas das vezes. Porém, encontro em mim muito da natureza carnal ainda, e “…o pensamento controlado por aquela parte de nós que é humana e pecadora está contra Deus. Esta natureza se recusa a obedecer à lei (e a direção) de Deus e, de fato, não é capaz de a ela obedecer. As pessoas que são governadas por aquela parte de nós que é humana e pecadora não podem agradar a Deus.” Romanos 8:7-8

Vejo o agir desta natureza carnal ainda com frequência demais! Posso não fornicar, adulterar, matar, roubar, xingar, e muitas outras coisas. Mas, se quando Deus pelo seu Espirito esta me levando a gastar tempo com meus pais, e eu prefiro (e então escolho) estar na internet ou fazendo outra coisa, assim estou em rebeldia contra Ele. Uso este exemplo tão comum para demonstrar a facilidade que eu tenho (e muitos de nós temos) de ser um rebelde de forma escondida. Não e nem uma questão “moral”, ficar na internet não e pecado por si só, mas quando é contrario a direção de Deus, qualquer coisa que fazemos é pecado e rebeldia.

Um grande exemplo (mais obvio) disto seria o profeta Jonas. Deus o mandou para Nínive, mas ele não quis ir, preferiu fugir para Társis. Társis não era um lugar ruim nos olhos de Deus. Todo mundo no mesmo barco também estavam indo para esta cidade, e Deus não ficou indignado com eles, somente com Jonas, porque ele estava rebelando contra a Sua direção.

Da mesma forma eu, (ou você) posso estar fazendo algo “normal”, sem nenhuma aparência de pecado, e estar em rebeldia contra o Senhor. Quanto mais banal e “normal”, mais facilmente é nos desculparmos e apaziguamos a nossa própria consciência. Dizemos para nos mesmos que não tem nada contra aquilo que estamos fazendo, que não esta entre nenhuma das listas de pecados na Bíblia ou em qualquer pregação que já ouvimos.

Porém, Deus não quer um povo que anda por regras, decidindo o que fazer apenas pelo “certo e errado”. Ele quer um povo intimo d’Ele, que anda segundo as Suas direções a cada momento, operando a Sua justiça na terra de uma forma que é impossível sem estar em plena rendição a Ele em tudo.

Este chamado para obediência a Deus em TUDO pode parecer muito elevado, impossível de atingir, e realmente é (para nossa natureza carnal). Pois, “Esta natureza (a nossa natureza carnal) se recusa a obedecer à lei (e a direção) de Deus e, de fato, não é capaz de a ela obedecer. As pessoas que são governadas por aquela parte de nós que é humana e pecadora não podem (é impossível) agradar a Deus.” Romanos 8:7-8

Eu posso através da minha natureza carnal, controlar os desejos mais fortes e não permitir que eles tornem algo externo, mas quando chega a hora de submeter a minha vontade a Cristo a cada momento, em TUDO, o “bicho” interior revolta. A minha natureza não consegue e nem quer isto. Ele só queria “obedecer” o suficiente para ser deixado em paz para viver a sua rebeldia oculta, sem ser perturbado pela consciência ou pela possibilidade de consequências futuras.

A única solução para ele (a minha e a sua natureza) então é a morte, porque se continuar vivo estará sempre lutando (mesmo que de forma escondida) contra o Espirito. “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão (sempre) em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” Gálatas 5:17

A nossa tendência quando convertemos a Cristo é (inconscientemente) passar a mão na cabeça da nossa natureza carnal e a consolar. Falamos mais ou menos assim (mesmo que sem perceber), “Agora você não vai poder mais fazer estas grosserias. Mas se você for bonzinho as pessoas vão te admirar, te dar reconhecimento, assim você pode continuar vivo e achar outras formas de se satisfazer. Precisamos fazer isto porque não queremos sofrer as consequências junto com os outros rebeldes.” E assim a minha (e a sua) natureza carnal entra para dentro da igreja de forma escondida.

Sem perceber protegemos a natureza carnal, a deixando continuar a viver e agir, mesmo que em forma oculta, e isto traz sérias consequências para nossas vidas. Vivemos em uma batalha interna constante, e somos privados do poder que seria nosso se somente nos entregássemos plenamente a Cristo para a crucificação da natureza carnal, para viver somente pelo o seu Espirito em nos.

“Os que (realmente) pertencem (completamente) a Cristo Jesus crucificam a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos (devemos andar) também pelo Espírito.” Gálatas 5:24-25 (Nota que diz, “Crucificam”, diferente de muitas traduções, o tempo do verbo correto no Grego é esse, algo atual – um processo pelo qual estamos passando hoje.)

Para evitar esta morte nossa carne e capaz de fazer coisas muito “boas” e religiosas, grandes “sacrifícios” e abnegação temporária, mas Deus diz, “Grite alto, não se contenha! Levante a voz como trombeta. Anuncie ao meu povo a rebelião dele, e à comunidade de Jacó (o povo “de Deus”), os seus pecados. Pois dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos (a direção) do seu Deus. Pedem-me decisões justas e parecem desejosos de que Deus se aproxime deles. ‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste?’ Contudo, no dia do seu jejum (sacrifício, oferta) vocês fazem o que é do agrado de vocês..” Isaías 58:1-3

Vejo isto em mim mesmo, posso fazer altas coisas e PARECER desejoso de conhecer o Senhor. Porém, mesmo enquanto estou fazendo tudo isso, tenho a tendência de fazer o que e do MEU agrado ao invés de seguir o Espirito. Sou rebelde especialmente nas coisas que eu avalio ser “pequenas” e “não importantes”, porque consigo mais facilmente passar por cima da Sua direção e criar desculpas para o meu agir nestas áreas. Faço isto porque realmente entregar a minha vontade totalmente a Ele significa morte para meu ego, meu eu, a minha natureza carnal que esta fingindo tão bem de ser bonzinho para passar despercebida. Mas esta natureza esta o tempo todo em rebelião oculta nas pequenas coisas, e se é nas pequenas, quando a coisa realmente apertar vai ser rebelde nas grandes também.

Que Deus tenha misericórdia de mim e me livre disto!!!

João

Os Primeiros Pregadores

Vamos ler juntos esse texto de Romanos:

“No entanto, nem todos os israelitas aceitaram as boas novas. Pois Isaías diz: “Senhor, quem creu em nossa mensagem?” Então a fé vem pelo ouvir, e em ouvir a palavra que é falada por Deus (tradução livre desse verso 17, em itálico, da versão em inglês The Father´s Life). Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: “A sua voz ressoou por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo”.”
Romanos 10:16-18

Reparemos que o assunto sobre o qual Paulo está tratando aqui são as boas novas, o evangelho. E veja que no versículo 18 ele faz uma citação do antigo testamento querendo dizer que as boas novas, o evangelho, tivesse já sido anunciado em todo o mundo; e que por esse motivo não haveria desculpas para Israel; e ainda poderia dizer por inferência, o mundo inteiro.

Creio que muitos de nós, nos iriamos questionar sobre como seria possível que ao tempo em que Paulo está escrevendo essa sua carta, aos irmãos de Romanos, escrita por volta do ano 55-58 d.c., o evangelho poderia ter alcançado todo o mundo? Se bem sabemos que foi o próprio Paulo quem foi o principal porta voz das boas novas para os povos mais longes de Jerusalém de sua época; e que ainda não havia completado a carreira; e que mesmo após a ter completado muito ainda havia de se alcançar?

Durante um tempo não conseguia conciliar plenamente a minha lógica do paragrafo acima com a fala de Paulo. Mas esperando em Deus e em Sua promessa de que o Espírito Santo nos ensinaria tudo; após conhecer de forma mais profunda os caminhos de Deus e esse próprio texto de Romanos acredito que tenho recebido luz, revelação, para compreender a verdade ali contida.

Primeiramente ao olharmos para o contexto desse verso 18 no antigo testamento, o salmo 19, algo muito interessante “surge”:

“Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo. Nos céus ele armou uma tenda para o sol, que é como um noivo que sai de seu aposento, e se lança em sua carreira com a alegria de um herói.”
Salmos 19:1-5

Que interessante! Quando olhamos para o contexto, vemos que Paulo citou um texto em que aquele anúncio global do evangelho, tinha como fonte, enunciador, vamos assim dizer: os céus, o firmamento, os dias, as noites e o sol. Ou seja, para argumentar que os israelitas já haviam ouvido as boas novas ele “apelou” para um texto da Escritura que descreve a criação de um modo geral “falando”, testemunhando e anunciando a glória e a obra do Criador. Paulo usa esse argumento como forma de colocar os israelitas em uma posição inexcusável quanto à sua rejeição ao evangelho sobre a morte e ressurreição de Jesus, etc, querendo dizer que esse mesmo evangelho já havia sido anunciado, pregado, a eles pelos céus, firmamento, dias, noites, etc. E no que se refere aos israelitas muitas mais formas e maneiras de testemunho Deus havia dado, através de toda a Escritura amplamente conhecida por eles e ainda muitos outros certamente. O que Paulo também toma por “aliado” em seus argumentos ao citar a fala de Isaías em nosso texto inicial.

Ou seja, os primeiros “apóstolos” que Deus enviou a pregar as boas novas do Seu amor foram os céus, dias, noites, o sol, chuva, etc. Mas graças a Ele não somente esses agentes obtiveram tal privilégio; mas certamente Sua obra prima, o homem e a mulher, também foram convocados para o trabalho. Veja, se alguém dá ouvidos à mensagem falada pelos céus, também irá ouvir a mensagem de Paulo. Entende? Já que os céus testemunham que a mensagem de Paulo é verdadeira. Como? Você talvez me pergunte… Vou tentar explicar isso usando o exemplo da fala de Jesus sobre o grão de trigo. Ele diz que se o grão de trigo não morrer fica só, mas se ele morrer produz muito fruto, e sabemos que ele correlacionou esse fato com a Sua morte. Ou seja, o grão de trigo em sua própria natureza, escrita por Deus em seu DNA, dá testemunho a respeito de uma realidade muito acima dele mesmo, que esta relacionada com a própria natureza de Deus, de entregar Seu próprio Filho à morte, a fim de que obtivesse como fruto dela muitos outros filhos! Percebe? Assim, se você clamar a Deus por sabedoria, e por olhos realmente espirituais, Deus irá falar contigo do Seu próprio amor e propósito através de toda a realidade à sua volta, já que esse é propriamente o propósito de Ele ter feito todas as coisas, para expressar toda a riqueza do Seu ser.

Assim então, a conclusão a que tenho chegado é que: o EVANGELHO DE DEUS tem sido devidamente anunciado desde o inicio dos tempos por tudo quanto há! Gloriosamente toda a criação está proclamando de modo maravilhosamente assombroso: ELE!! A fala poética, e devidamente realística do salmo 19 é tão bela! E de fato, se alguém, de algum modo já se manteve a contemplar por algumas horas a beleza e harmonia deste mundo, saberá ser especificamente verdadeiro a descrição e a perspicácia do salmista. Quanto à sua mensagem sobre o sol e sua carreira; é, em suas profundezas, delicias perpétuas!

Voltando à questão do evangelho como comumente nos referimos a ele; a morte e ressurreição de Jesus com o que está no seu entorno, entendo que o Espírito Santo nos dá a entender, que de fato Ele já tem preparado o terreno, os campos já tem sido semeados com uma poderosa mensagem; Ele tem falado pelos céus, firmamento, dias, noites, sol, leão, abelha, hortelã, etc, e também pelos profetas, mestres e outros. Se alguém tem então ouvido as palavras faladas por Deus em todo esse escopo, então; todas estas fontes, juntamente apontarão para a cruz; para o Filho Amado de Deus!

Ele é a imagem do Deus invisível! Tudo quanto Deus tem para falar/dar é Ele!! E tudo quanto foi um dia projetado em Sua gloriosa mente tinha o design de falar Ele! Todas as coisas do universo estão dizendo que Deus é Amor; e que não há outra maneira Dele se comunicar/relacionar conosco a não ser única e exclusivamente Amando! Sim! Mesmo os seres que o odeiam, ainda assim estão expressando toda Sua paciência e longanimidade com eles, em Amor, aguardando que se arrependam! E mesmo nisto: Sim! Quando Ele eliminar de Sua preciosa criação todo o mal que a “polui”; dando a plena liberdade gloriosa de Sua santa amada! Sim! É o triunfo de Seu finalmente Amor!

Certamente que não estou aqui retirando até a ultima gota dessa revelação, até porque creio ser impossível fazê-lo; mas estou abrindo uma porta e te dizendo vá! Rsrs. Esta é uma longa viagem a ser feita com Deus e de fato é saborosa do início ao fim! 🙂

Jesus o Ungido, te abençoe.
Paz!

A Mais Leve Força Da Fraqueza

De fato a muito que falar sobre esse assunto. Qualquer um que tenha algum conhecimento de Deus e das Escrituras sabe sobre esse poder, mesmo que seja apenas citando “meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”.

Mas minha intenção nesse post não é realmente destrinchar tudo quanto se refere a essa verdade ou suas profundezas; mas compartilhar um pensamento simples o qual Deus tem me dado, o qual até mesmo alguns ímpios concordariam – em parte – mas que infelizmente a realidade demonstra que nem mesmo muitos cristãos o colocam em pratica.

Pense comigo um instante: O que é mais forte? Nossos músculos ou nosso pensamento?

Se utilizar somente o meu pensamento não consigo nem mesmo mover um copo, ou mesmo uma pena… (diretamente falando) Certo?

…Bem, isso pode me fazer investir tempo e esforço em fortalecer meus músculos confiando no “poder” que manifestamente eles apresentam. Mas estou certo que todos irão concordar que a inteligência humana tem produzido ferramentas impressionantes; com uma capacidade imensamente maior do que os nossos meros músculos jamais poderiam; desde uma mera chave de fenda até uma retroescavadeira, guindaste, etc, afora computadores e cia. E mesmo que tais ferramentas/maquinas jamais teriam sido produzidas sem a atuação de músculos e força humana, incontestavelmente elas são um mérito da inteligência e capacidade intelectual humana o que se faz evidente se compararmos o poder e força de tais maquinas com a força muscular, que é muito maior que a humana, de certos animais por exemplo. E por ai vai…

O que estou querendo dizer é que o pensamento que aparentemente é fraco, na realidade é o que possui maior poder.

Tomando esse pensamento como base, raciocínio do qual até mesmo o homem natural pode apreender e concordar; vamos elevar nossa conversa a um próximo nível, o qual de fato é o que interessa.

Assim como nossos pensamentos são aparentemente mais fracos (gostaria que pensassem na ideia de ele ser mais leve – de substancia menos ou não material, pesada ou densa – e frágil) que os nossos músculos; há uma substancia, e um agente ainda mais fraco que aquele: o Espírito.

Precisamos compreender essa natureza extremamente “fraca”, “leve” do espírito. Embora o espírito também possua seus próprios pensamentos; eles são de uma natureza diferente, ainda mais leves e “frágeis” que os pensamentos/palavras que se formam em nossa mente. Apesar de ser uma faculdade inerente à nova vida de Cristo nos cristãos, poucos exercitaram e desenvolveram a si mesmos para discernir/dividir as atividades da alma das do espírito; o que torna tais diferenças difíceis de serem devidamente percebidas por grande parte dos crentes.

Mas ainda assim deveria ser obvio pelo estudo das Escrituras o ‘estratosférico’ poder produzido pelo espírito. Como por exemplo o texto de Efésios em que Paulo esta orando pela igreja no primeiro capítulo pedindo exatamente para os olhos deles (do coração, do homem interior, do espírito) serem abertos, para verem esse poder (do Espírito Santo em primeiro lugar, mas que está em conexão para tal ação tanto em Jesus com o seu próprio espírito como no nosso) que ressuscitou a Jesus dentre os mortos primeiramente, mas que também o fez assentar a direita de Deus obtendo o governo sobre tudo. E não somente a ação do Espírito de Deus nos transformará a nós mesmos a um estado incorruptível, imortal e de poder ilimitado, mas mesmo todo o universo será libertado do seu cativeiro de corrupção se tornando um lugar de habitação apropriada para a ‘irradiação’ de tal gigantesca glória.

A conclusão do que quero passar está relacionado com uma ideia que pincelei no terceiro paragrafo, sobre onde estamos investindo. Se um visionário tecnológico, tendo em vista a capacidade intelectual humana pode vislumbrar um mundo fantástico de naves interestelares e etc; quanto mais o Reino eterno de Deus deveria nos deixar “boquiabertos” e cativar toda a nossa atenção, disposição e devoção para alcançarmos aquilo mesmo que com nosso pequeno conhecimento espiritual atual podemos vislumbrar!??

Talvez você pense que tais questões estão muito além do que nossa mente possa comportar; e de fato você esta correto!! E é exatamente por isso que estou escrevendo, para que você compreenda que não pode ver nem entrar neste REINO DO ESPÍRITO (de Deus) a não ser que invista tudo aquilo que você é nisso! A não ser que tenha todo o resto como lixo; quero te dizer com toda a certeza que tais realidades sempre serão distantes a você. Nossos pensamentos não são a ‘chave’, mas nossa comunhão com Deus no espírito é a “senha”! 1Co 2:9-10

Como muitos de nós ainda “trabalham para o que perece“…  😦

Que possamos nos arrepender, e termos realmente uma visão para além deste mundo; para que o nosso ganho seja inimaginavelmente imenso!

Na graça de Jesus!
Paz!