A Cabeça da Mulher

Bem, em continuação à postagem “A Cabeça de Cada Homem”, chegou o momento de considerarmos a outra parte do texto, com relação a posição e função da mulher nesta ordenação da autoridade de Deus.

Leiamos ao texto novamente:

“Mas, eu quero que vocês saibam, que a cabeça de cada homem é o Ungido, a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça do Ungido é Deus. Todo homem, quando ora ou profetiza, tendo sua cabeça abaixo, {ou, sob} desonra sua cabeça verdadeira: o Ungido.

E cada mulher orando ou profetizando com a cabeça descoberta desonra sua cabeça: o homem. Pois seria o mesmo que se ela estivesse com os cabelos rapados. Pois, se uma mulher não está coberta, deixe-a também rapar os cabelos. Mas, se é vergonhoso para uma mulher ter os cabelos cortados ou rapados, deixe-a ser coberta.

Porque um homem é obrigado a não ter sua cabeça coberta [sinalizando submissão à autoridade humana] pois ele possui a imagem e glória de Deus. Mas a mulher é a glória do homem. Você vê, o homem não foi extraído da mulher, mas a mulher foi extraída do homem.

Portanto, o homem não foi feito para a mulher, mas a mulher foi feita para o homem. Por esta razão, a mulher deve ter um sinal de sua submissão à autoridade em sua cabeça por causa dos anjos. No entanto; no Senhor, nem a mulher é completa sem o homem nem o homem completo sem a mulher. Pois, assim como a mulher foi extraída do homem, também o homem provém da mulher. Mas todas as coisas são de Deus.

Façam este julgamento por si mesmos. É apropriado a uma mulher orar a Deus descoberta? Não os ensina igualmente a natureza que se um homem tem cabelos longos, é uma desonra para ele? Mas se uma mulher tem cabelos compridos, é uma glória para ela. Porque o cabelo dela, lhe é dado como uma cobertura.

Mas se qualquer um tem uma forte discórdia sobre isso, nós não temos tal costume, nem o tem as assembleias dos que Deus chamou para fora.”

1 Coríntios 11:3-16 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Vamos lá, primeiro Paulo afirma o seguinte: “a cabeça da mulher é o homem”. Como vivemos em uma sociedade completamente perdida e depravada, ela esta cheia de trevas e escuridão, e já os homens e mulheres não conhecem o Seu Deus ou O adoram. Isso significa que não podem ver e/ou compreender mesmo que seja as verdades mais simples de Deus, e são muitas vezes enganados pela ardilosa e dobre língua da antiga serpente. Quem disse que a cabeça tem mais valor do que o corpo? Por acaso, o coração, que podemos considerar como um dos nossos órgãos mais importante, está no corpo ou está na cabeça? Paulo não diz precisamente no capítulo seguinte a este que a própria cabeça do corpo não pode dizer aos pés que não precisa deles? Quanto mais o corpo inteiro não seria igualmente importante como a cabeça o é! Portanto, voltemos à revelação de Deus e não nos deixemos contaminar com a peçonha da víbora.

Assim como Paulo exemplifica nesse texto, vamos também voltar no principio e compreender o que Deus tinha em mente ao criar o homem e a mulher, qual é o significado e propósito deles.

Com a revelação que Deus tem dado no evangelho (boas novas) sabemos que Deus, assim como havia dito que Deus criou o homem com uma cabeça e um corpo como figura Dele mesmo, também criou o homem e a mulher como figuras do Ungido e da sua “mulher”, que é também o seu próprio corpo; o corpo de todos os que possuem a mesma unção da Cabeça, do Rei. O que está escrito é que essa é “ossos dos meus ossos, e carne da minha carne”; e também “será chamada mulher, porque do homem foi tirada” (Gênesis 2:23). Bem, se isso foi verdadeiro com relação ao homem e mulher terrenos, a verdade, é de que também é verdadeiro com relação ao “homem” e “mulher” celestiais. Além do mais, da “mulher” celestial se diz que é “o complemento (ou plenitude) daquele que enche tudo em todos” (Efésios 1:22,23). Ora, se é o Seu complemento, isso significa que sem ela, Ele torna-se então incompleto, (se pensar na palavra plenitude se deduz o mesmo, pois sem ela Ele não seria pleno, ou seja, incompleto) assim como se fosse uma cabeça sem corpo. Calma hehe, respire… talvez seja muito para você caso nunca houvesse pensado ou meditado diante de Deus sobre nada de tudo isso que estou falando. Primeiramente entenda que assim como Eva foi edificada, ou formada, a partir do próprio Adão, e por isso por assim dizer ela mesma é “Adão”, assim como se eu arrancar um ramo de uma laranjeira e plantá-lo, esse ramo mesmo que retirei da primeira laranjeira torna-se ele próprio outra laranjeira. Não há diferença de natureza, essência ou estrutura de uma laranjeira para a outra, mas as duas possuem uma mesma identidade (não que cada uma não seja singular, mas dentro do escopo da identidade como árvores que dão laranjas) ainda que sejam separadamente e distintamente duas. Porém, o homem e a mulher não foram criados para expressar dois separados, mas dois que são um, ainda que distintos. Da mesma maneira, a “mulher” do Ungido foi tirada Dele, e tem sido formada e se tornado tal qual Ele mesmo, de mesma natureza, essência e estrutura que o “Adão” Celestial.

Certamente, de tudo que tenho dito no parágrafo anterior, o que pode causar maior espanto e estranheza aos ‘ouvidos’ (internos) do leitor seja que Jesus seria incompleto sem a Sua amada noiva e futura esposa. Isso acontece devido a não conhecermos bem o coração, a natureza e também o propósito de Deus para o homem e Suas criaturas. Tudo isso que tenho dito não consiste em algo que esteja inventando ou erradamente interpretando, mas apenas uma dedução clara e simples da revelação de Deus, tanto nas Escrituras como em meu próprio espírito.

Assim como Jesus, ao partir os pães e distribuí-los para multidão os multiplicou, assim também, ao partir o Seu próprio corpo, o pão celestial, o qual contém Sua própria vida e estrutura, também multiplicou a Si mesmo. Assim como um ser humano, no inicio, é uma única célula (zigoto) e com o tempo vai se multiplicando, assim também Jesus é o zigoto desse corpo celestial. Desse modo, se ao princípio Jesus isoladamente era a Casa e a morada de Deus, já agora não é assim, mas Ele foi multiplicado no seio de muitos corações e já muitos daqueles que Ele tem escolhido são então, juntamente com Ele, Casa de Deus. Percebe? Ele já não é mais Casa de Deus sozinho por um lado, pois todos nós que temos o Espírito também o somos, porém, por outro lado, Ele permanece sendo, já que é Ele próprio quem habita em nós e forma o Seu próprio corpo; de modo que: “já não são apenas dois mas um só”.

A suma do que estou querendo dizer é que, quando uma mulher se submete à cabeça de um homem, ela não é inferior ao homem, assim como o Ungido se submete à cabeça de Deus e não Lhe é inferior mas iguais. Da mesma maneira a igreja (aqueles que Deus chamou para fora) se submete à sua cabeça, o Ungido, não como Lhe sendo inferior, mas sim de mesma natureza e sendo ela própria um com Ele, e parte Dele, e a multiplicação Dele.

Assim como há diferença na manifestação, modo de operação e etc entre o próprio Pai e o Filho, o Pai e o Espírito e o Espírito e o Filho, porém nenhum Deles é inferior ao outro, mas possuem a mesma essência, qualidade e valor, até mesmo porque são UM e Um está no Outro assim como o Outro está no Um, assim também com relação ao Ungido. Ungido digo, não somente a Cabeça que possui sobre Si e em Si a unção, mas também o corpo, o qual juntamente com a Cabeça forma um único corpo e possui sobre e em cada membro a mesma unção, precisamente o Espírito comum ao Pai e ao Filho. Para que todos sejam UM, assim como Eles são UM. (João 17)

O que quero dizer é que, assim como acontece em Deus, e Ele mesmo possui uma multiforme variedade de se expressar e comunicar a Si mesmo, assim também o homem e a mulher foram criados de modo a expressar e comunicar essas essências e glórias de Deus de modo diferente e particular.

Desse modo, o chamado e a vocação do homem e da mulher na revelação de Deus é distinto porém complementar. De maneira que, nem o homem pode expressar a “face” de Deus que a mulher foi chamada para expressar, nem a mulher pode expressar a “face” de Deus que o homem foi chamado para expressar. Contudo, quando a glória do Criador é revelada tanto no homem como na mulher; aí sim o quadro se faz completo e belo.

O homem foi chamado para ser o cabeça da mulher, e a mulher para ser a ajudadora do homem, como quando foram criados.

Nesse texto de primeira Coríntios Paulo ensina, como tenho buscado demonstrar até então com tudo o que disse anteriormente, que estar abaixo do homem e tê-lo como sua cabeça, é uma honra e não uma desonra para a mulher. Somente assim ela cumpre seu chamado tal como Deus a criou, de representar e expressar a “mulher” do próprio Deus, ou, mais corretamente dizendo a “mulher” do Ungido, já que ela, a “mulher” do Ungido, foi enxertada, e ao mesmo tempo extraída de Deus, e é ela mesma UM com Deus. Se a mulher assim o fizer, ela honra a Deus, honrando a cabeça homem que, junto com a mulher, Deus criou para participarem e expressarem a Sua glória.

Quando Paulo, e mais especialmente o Espírito Santo, diz que uma mulher que não queira cobrir a sua cabeça é como se tivesse seus cabelos rapados, ele não está se referindo a cobertura de um pano, lenço ou véu, mas sim a estar debaixo da orientação de um homem, que pode ser seu pai, ou seu marido, ou os próprios irmãos. Desse modo, caso uma mulher não deseje estar debaixo do homem e ter o homem como sua cabeça, Paulo conclui então que ela esta desse modo sem uma cobertura espiritual, e por isso, de uma maneira associativa, seria como uma mulher que não possui a cobertura dos seus cabelos. Assim como de modo geral, uma mulher é considerada, tanto pelos homens como pelas mulheres, (por isso tende a ser vergonhoso para ela rapar seus cabelos) mais bonita tendo cabelos longos do que rapados, do mesmo modo, para os olhos espirituais, uma mulher que se submete a orientação e direção de um homem e o honra como sua cabeça é mais bela espiritualmente. Pois se cumprimos aquilo para o que Deus nos chamou a Sua glória permanece em nós, se porém não o cumprimos, então não há glória (sendo a beleza de Deus uma das ‘coisas’ a que chamamos “Sua glória”). Pois se Deus se submete a Deus, seriamos por acaso melhores do que Ele para não nos submetermos uns aos outros? E se essa submissão (ajudar na missão, na corregência do reino a que o homem foi chamado), expressa com maior beleza e glória Seu Ser e Seu Caráter, não deveriam as mulheres colocar a si mesmas debaixo do Seu jugo e experimentarem o leve fardo que Ele prometeu aos que com Ele aprendem a ser mansos e humildes; e assim então desfrutarem do Seu descanso? Portanto, que a mulher não faça o trabalho do homem, nem o homem coloque a si mesmo na posição das mulheres, mas que cada qual honre a Deus, conforme o chamamento da sua própria natureza, a fim de que Deus e a Sua palavra sejam glorificados.

Será que os anjos são tão ignorantes, e possuem um discernimento tão raso que precisem ver um objeto, um véu, sobre a cabeça de uma mulher para atestarem ou perceberem sua submissão ou não? Não seria muito mais obvio e sensato — como de fato no original grego não diz que a mulher precise de um sinal ou muito menos de um véu sobre a sua cabeça por causa dos anjos mas sim de uma autoridade ou poder em sua cabeça — que os anjos tivessem a percepção da submissão de uma mulher, por seu proceder e pelas suas atitudes? E você já parou para pensar em que, tal submissão por parte da mulher se relacionaria com os anjos? Vamos pensar um pouco sobre isso:

Primeiro é preciso colocar que a palavra anjo na bíblia é usada tanto em relação aos espíritos da luz e do bem que servem a Deus como os espíritos das trevas e do mal que servem a Satanás, o adversário. Portanto nesse caso Paulo pode estar se referindo a um dos dois grupos ou a ambos. Quando penso nos anjos de Deus nenhum motivo muito especial me vem a mente senão um que decorra de outro. Porém quando penso nos anjos das trevas e em seu príncipe, me parece haver um motivo um tanto específico do porque estejam atentos a essa questão.

Assim como tudo o que tem sido dito, tanto na carta de Paulo quanto nesse texto que estou escrevendo, a maneira como Deus criou o homem e a mulher, suas funções e atribuições tais quais Deus as planejou em Seu eterno propósito, são de extrema importância no entendimento de toda essa ordenação e vocação de suas criaturas. Como é bem sabido, o anjo rebelde não se sujeitou à sua Cabeça, antes levantou a sua própria e dessa forma veio a cair da graça de Deus e a se perder. Além do mais, se estudar bem o que a Escritura diz sobre esta criatura rebelde, o pai da mentira, descobriremos que não somente ele não reteve a Cabeça real; mas como também induziu a muitas outras das criaturas celestiais de Deus a se rebelarem, não retendo a Cabeça santa e a abaixarem ou colocarem suas cabeças sob uma outra cabeça indigna, o próprio Diabo.

O que quero dizer é que, aquele que rodeia a terra buscando a quem possa tragar, caso perceba em uma mulher insubmissão à sua cabeça; percebe também ali, como o foi no principio, uma oportunidade e uma inclinação para ouvir a sua enganadora e cheia de encantos do mal, voz. Pois Satanás nada pode fazer caso não tenha “algo em nós”. Se todavia já em nosso interior tais desejos malignos brotam, são como um imã para o devorador de almas.

Finalmente, o costume ao qual Paulo afirmou que nem ele nem as assembleias dos chamados para fora tinha; era o costume de uma mulher orar ou profetizar sem ter a sua cabeça coberta por um homem, ou seja, sem estar sob a orientação, direção e conselho de um homem, seja o pai para as irmãs mais novas, o marido para as casadas, ou os irmãos de modo geral para as demais irmãs.

A vontade de Deus é que cada homem e cada mulher submeta a si mesmo a Deus, compreendendo diante Dele seu trabalho e função na cooperação com Deus para estabelecer Seu reino aqui na terra, como é o desejo do Seu coração. Envergonhando Satanás e todas as hostes celestiais da maldade, nos sujeitando uns aos outros alegremente na forma do Ungido, e experimentando de toda a alegria e vida que provêm do precioso e santo Cabeça celestial.

Em Cristo,
Seu servo

Segue o link para poder ler e baixar o livro sobre autoridade do qual havia dito que recomendaria:

David Dyer – Autoridade Espiritual Genuína

A Cabeça de Cada Homem

Olá irmãos,

Gostaria de fazer uma reflexão junto com vocês de um texto das Escrituras que acredito ser normalmente mal compreendido por certas questões: principalmente do entendimento espiritual errôneo (ao meu ver) a respeito de autoridade e em certas deficiências e/ou inclinações das traduções mais tradicionais do texto em questão.

Vamos ler a passagem juntos:

“Mas, eu quero que vocês saibam, que a cabeça de cada homem é o Ungido, a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça do Ungido é Deus. Todo homem, quando ora ou profetiza, tendo sua cabeça abaixo, {ou, sob} desonra sua cabeça verdadeira: o Ungido.

E cada mulher orando ou profetizando com a cabeça descoberta desonra sua cabeça: o homem. Pois seria o mesmo que se ela estivesse com os cabelos rapados. Pois, se uma mulher não está coberta, deixe-a também rapar os cabelos. Mas, se é vergonhoso para uma mulher ter os cabelos cortados ou rapados, deixe-a ser coberta.

Porque um homem é obrigado a não ter sua cabeça coberta [sinalizando submissão à autoridade humana] pois ele possui a imagem e glória de Deus. Mas a mulher é a glória do homem. Você vê, o homem não foi extraído da mulher, mas a mulher foi extraída do homem.

Portanto, o homem não foi feito para a mulher, mas a mulher foi feita para o homem. Por esta razão, a mulher deve ter um sinal de sua submissão à autoridade em sua cabeça por causa dos anjos. No entanto; no Senhor, nem a mulher é completa sem o homem nem o homem completo sem a mulher. Pois, assim como a mulher foi extraída do homem, também o homem provém da mulher. Mas todas as coisas são de Deus.

Façam este julgamento por si mesmos. É apropriado a uma mulher orar a Deus descoberta? Não os ensina igualmente a natureza que se um homem tem cabelos longos, é uma desonra para ele? Mas se uma mulher tem cabelos compridos, é uma glória para ela. Porque o cabelo dela, lhe é dado como uma cobertura.

Mas se qualquer um tem uma forte discórdia sobre isso, nós não temos tal costume, nem o tem as assembleias dos que Deus chamou para fora.”

1 Coríntios 11:3-16 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Antes de iniciar a reflexão sobre o texto acima preciso primeiramente explicar algo a respeito dessa versão que estou usando. Infelizmente ela não está oficialmente disponível em português ainda; senão eu simplesmente indicaria a leitura do prefácio da mesma, o que os habilitados à leitura em inglês o podem fazer e pular esse parágrafo ;). Ao lerem o texto acima, irão perceber algumas palavras em itálico. Tais palavras não existem no texto original mas foram acrescentadas pelo tradutor a fim de que tornasse mais claro o significado do que o autor disse. Muitos podem pensar, como de fato muitos pensam, que isso seja algum tipo de corrupção ao texto sagrado original mas isso não é verdade. Na realidade qualquer pessoa que já tenha feito um trabalho de tradução sabe bem que por vezes para se traduzir com maior, e não menor, fidelidade um texto você deve fazer certas alterações de palavras a fim de que a fidelidade ao sentido, o que de fato é o que se deseja transmitir, seja mais acurado do que um certo “stricto sensu” (sentido restrito) de cada palavra isoladamente. O que certamente não significa que não deva ser feito com muito zelo e responsabilidade. Portanto, tais palavras em itálico, estão antes para clareza do que para indução particular do tradutor. Por outro lado isso não significa que qualquer que seja o tradutor, seja esse ou outro qualquer, não possua uma visão própria tal qual julgue ter recebido de Deus, e ao selecionar uma dentre as muitas possíveis traduções de um texto ou palavra não seja de algum modo influenciado por sua própria visão. Ainda assim, mesmo lendo-se o texto sem tais palavras; acredito que por inferência e compreensão do contexto chega-se à mesma conclusão como procurarei demonstrar. O texto entre colchetes diferente das demais palavras em itálico não é necessariamente um sentido implícito ao texto mas sim uma explicação particular do tradutor para o benefício do leitor, e a palavra “sob” que se encontra entre chaves consiste em uma alternativa legitima, ou seja, no escopo das possibilidades literais da palavra grega que foi traduzida por “abaixo”, ela é uma alternativa, uma possível tradução.

Durante os primeiros anos da minha vida cristã considerava e ouvia e entendia esse texto como sendo um texto que falasse sim, sobre uma ordenação de Deus a respeito de autoridade, mas também sobre a questão se era justo e/ou necessário o uso do véu por parte das mulheres. Realmente mesmo que não compreendesse bem o motivo pelo qual o simples véu tivesse algum tipo de real relevância, ainda assim, como quase que de maneira unânime ao meu “redor” era-se ensinado dessa forma, não havendo muita razão para que julgasse (até para não ser contencioso) que não fosse assim.

Contudo, após ler um livro (vou indicá-lo ao final) a respeito de autoridade e que abordava algo sobre esse texto, (não unicamente o livro mas a real maturidade de caminhar com Deus no Espírito, sendo o livro uma confirmação para as inclinações de inspiração celestial) comecei a perceber que a verdade contida no texto nada tem a ver com véu; mas sim somente com a autoridade de Deus.

Em primeiro lugar, como já havia dito, há problema com uma grande parte das traduções desse texto, como também em muitos outros lugares da bíblia é verdade. Essa palavra “véu” estritamente falando não está no texto grego e, foi assim traduzida ao bel-prazer de tradutores do passado, em alguns lugares a acrescentando e em outros traduzindo-a de uma palavra do grego que teria o sentido de uma cobertura sobre a cabeça, mas que não seria necessariamente um pano ou tecido mas podendo ser também uma cobertura espiritual por exemplo. Por isso disse que a tradução por “véu” veio de uma ideia relacionada a uma escolha talvez baseada ao costume dos tradutores do passado e não necessariamente à mente de Deus. Sim, é verdade que os tradutores possam ter escolhido a palavra “véu” com base em um costume muito antigo, talvez da tradição judaica por exemplo, (lembrando que há diferença entre uma tradição santa e divina e uma meramente humana que, normalmente, confronta e desonra o mandamento de Deus como Jesus demonstra em Mateus 15) mas que, como veremos, de modo nenhum representa e transmiti com fidelidade o coração e a mente de Deus.

Compreendendo isto, e tendo diante de nós uma tradução que seja mais próxima da verdade, como creio, vamos buscar entender qual é o verdadeiro ensino que Deus quer nos falar aqui.

A igreja (assembleia dos chamados para fora) de Corinto, aos que têm conhecido o contexto em que Paulo escreveu essa carta, era na ocasião uma igreja nova, ainda imatura e pouco desenvolvida espiritualmente; motivo pelo qual Paulo afirmou no início da carta que eram carnais. Assim sendo havia diversas confusões e o entendimento espiritual deles era limitado e muitas vezes distorcido também.

Dessa forma Paulo, segundo a sabedoria que Deus lhe deu, estava buscando corrigir aqueles irmãos em diversos assuntos, e ajudá-los com diversas dúvidas que tinham. Uma delas era sobre essa questão da autoridade entre eles, homens e mulheres.

É preciso enfatizar que o ensino aqui consiste nas relações de autoridade na igreja, entre os santos, (que são os que oram e profetizam) e não com respeito às autoridades seculares.

Sobre esse assunto Paulo começa estabelecendo coisas de extrema importância. Veja a primeira: “o Ungido é a cabeça de cada homem”. Ou seja, cada homem individualmente possui uma única cabeça que é o Ungido. Essa palavra “cabeça”, se você é crente e conhece algo sobre a realidade de Deus no Ungido (em Cristo) sabe que o corpo humano é uma figura do corpo de Deus (Cristo). Sim, disse que o corpo humano é uma figura do corpo de Deus e não o contrário. Quando Deus criou o homem, ele o fez conforme a Sua imagem e semelhança, o que significa que ao criar o homem com uma cabeça e um corpo, Ele o fez baseado em Si mesmo, O qual possui, como possuía, Deus é Eterno, uma cabeça e um corpo. Não há tempo para falar disso especificamente mas se Deus é eterno e também imutável, significa que Ele sempre foi assim mesmo como o é “agora”.

Dessa maneira, maravilhosamente, ao observarmos o nosso próprio funcionamento, ainda que tal funcionamento esteja manchado pelo pecado, podemos apreender coisas a respeito do próprio Deus, ainda que o seja de forma limitada como na realidade sempre o será. Mas a questão é que: cada um de nós têm um corpo que está sujeito à nossa própria cabeça, mente ou cérebro você poderia dizer também, pois são similares. Cada membro do nosso corpo, seja um dedo, a mão, olhos, etc, estão sujeitos e seguem a ordem e comando da nossa mente, cabeça. Se, por exemplo, faço uma pintura; ainda que o instrumento que use para tal seja minha mão segurando um pincel, o projeto e toda a regência do processo é “controlado” e administrado pela minha mente, minha cabeça. Também se poderia dizer que eu sou o autor da obra e não minhas mãos; da onde deriva a palavra autoridade, aquele ou o que, que possui a autoria.

O que podemos entender é que o próprio Ungido é diretamente a cabeça de cada homem na igreja, tendo completa e total, ou deveria, autoridade sobre cada um particularmente.

Mais a frente Paulo diz que: “Todo homem, quando ora ou profetiza, tendo sua cabeça abaixo, {ou, sob} desonra sua cabeça verdadeira: o Ungido.” Nessa parte, acredito que muitos de nós sempre lemos pensando na primeira e segunda menção do termo “sua cabeça” como a nossa própria cabeça física, (nas traduções tradicionais especialmente) já que estamos com a ideia do véu ou lenço fixa em nossa mente. Porém, como estamos vendo, antes de Paulo entrar nessas questões sobre “tipos de coberturas” que trazem desonra a “verdadeira cobertura”; ele estabeleceu como uma rocha, bem como Deus em Deus (Deus o cabeça do Ungido), que a cabeça de cada homem é o próprio Ungido, ou seja, que a minha ou a sua cabeça é o Ungido, Cristo. Portanto, o tal termo “sua cabeça” do texto pode sim se referir tanto à cabeça física do homem como à sua Cabeça espiritual, o Ungido; e é necessário buscar luz da parte de Deus e compreender qual termo se refere a qual cabeça.

Dessa forma temos que pensar e buscar de Deus o que seria orar ou profetizar com a cabeça abaixo ou sob. Pois, se de fato o Ungido é a minha cabeça, não é certo que eu mesmo, e minha própria cabeça, minha própria mente, estão abaixo e sob essa Cabeça celestial? Porém, caso abaixe minha própria cabeça e a coloque sob uma outra cabeça que não esta que está no céu, não estaria eu então desonrando a Cabeça celestial e não Lhe concedendo a posição, poder e autoridade que Lhe são devidos? Pense por um instante: não seria realmente o ato de orar ou profetizar atividades essencialmente espirituais, devendo ser exercidas sob a direção e orientação do Espírito Santo, o qual transmiti a autoridade e regência da Cabeça celestial, o Ungido? Portanto, ao orar, profetizar, o que acredito sejam apenas exemplos de possíveis serviços espirituais, devemos assim estar debaixo da autoridade da Cabeça, o Ungido, e não de qualquer outro ser, inclusive o homem, ainda que seja um homem de Deus.

Concluindo essa primeira parte vamos considerar o lugar em que Paulo diz que “…um homem é obrigado a não ter sua cabeça coberta pois ele possui a imagem e glória de Deus.” Percebam só, é uma obrigação de cada homem não permitir que sua cabeça seja coberta (o que seria o mesmo que colocar-se abaixo ou sob outra cabeça) por nenhuma outra cabeça senão única e exclusivamente à Cabeça celestial, o Ungido. Paulo afirma que todo homem possui a imagem e a glória de Deus, se referindo à sua criação, e que esse é o motivo pelo qual não deve ter sua cabeça coberta; ou seja, nenhum homem tem a imagem e a glória de Deus por si mesmo ou de outra criatura mas elas derivam de Deus e lhe são transmitidas por meio Dele e segundo Sua unção; todos os homens estão iguais perante Deus e não há nada originalmente que os diferencie um do outro nessa relação com Deus, antes todos estamos aptos a nos submetermos e nos colocarmos em uma relação de direta submissão à verdadeira Cabeça, Jesus. Isso é verdadeiro com relação a imagem e glória da criação original, mas certamente também o é com relação a nova criação no Ungido. Por isso, Jesus ensinou que na igreja, que de fato é o corpo dessa Cabeça celestial, um membro não pode exercer autoridade sobre o outro (Mateus 20:25-28), como o fazem os gentios, já que há um só Deus e Senhor a quem é dada toda autoridade no céu e na terra, o Ungido. Caso alguém coloque a si mesmo em uma posição de cobertura espiritual sobre um irmão ou sobre um grupo de irmãos, o tal esta, consciente ou não, assumindo uma posição de “concorrência” e usurpando uma posição da qual unicamente um é apto e digno para tal, o Ungido.

Ainda que essa ideia de uma tal cobertura espiritual de alguns irmãos sobre os demais seja muito comum nas assembleias dos santos (igrejas) percebemos que na realidade ela é espúria e não harmônica ao coração e à mente de Deus.

Os prejuízos que tal ‘substituição’, ainda que em parte (devido a completa falta de capacidade de uma cabeça que seja humana), da Cabeça celestial por uma cabeça terrena são muitos. O povo de Deus não foi chamado para ter um “rei” como o tem os demais povos, mas Deus mesmo é Aquele que tem a dignidade real sobre os santos.

É verdadeiro também que ainda que a vontade de Deus não fosse que o povo de Israel tivesse um rei como as outras nações gentílicas, e que ao decidirem isto eles rejeitaram ao Deus de Israel (assim como os que submetem sua cabeça aos homens rejeitam/desonram o Cabeça – Deus do novo Israel), ainda assim Deus abençoou a Davi como rei por exemplo, e nele, em Davi, podemos ver certos aspectos do verdadeiro Rei; motivo pelo qual Deus o escolheu também. Todavia, Deus o abençoou um tanto quanto a despeito da escolha da nação de se ter um rei humano; mas na realidade apesar dessa escolha, apesar dessa desonra ao único e verdadeiro Rei, Ele misericordiosamente ungiu e abençoou a Davi, muito até por causa do próprio Davi é verdade, que como rei foi uma benção ao povo. Ainda assim, a nação não deixou de ter aqueles prejuízos dos quais Deus havia falado a Samuel para advertir ao povo com respeito a se ter um rei (1 Samuel 8:9-18), nem mesmo com Davi, o qual poderíamos considerar como uma “boa autoridade humana” que foi ungida por Deus o qual em Sua misericórdia atendeu o povo nessa questão ainda que tendo sido desprezado por eles.

Os prejuízos e perdas do povo por constituírem para si um rei humano no tempo de Samuel, perdas as quais Deus determinou a Samuel adverti-los, se assemelha em muito aos prejuízos e perdas do povo da nova aliança por abaixarem suas cabeças e aceitarem sobre si outra cobertura que não o próprio Senhor Jesus. Só que, se o povo terreno de Deus teve perdas terrenas, o povo celestial, que nasceu do alto, têm então sofrido perdas espirituais, celestiais; cujas terrenas são figuras (será interessante se meditar sobre isso diante de Deus no texto de 1 Samuel que citei acima).

Portanto, que cada irmão sirva o seu próximo com os dons que tem recebido de Deus sem exercer qualquer autoridade sobre seu irmão; e que cada um não se submeta a qualquer outro homem, ou outra coisa qualquer, senão unicamente à Cabeça celestial, segundo sua mais absoluta dignidade e capacidade, o Ungido, Cristo (Juízes 9:7-15). Desse modo, a glória e o ser de Deus serão mais plenamente manifestados. Isso não significa que o próprio Ungido não possa expressar sua vontade e autoridade através de um irmão ou irmã, e que quando Ele expressa a Si mesmo por meio de um membro do corpo tenhamos que nos submeter Àquele que fala, porém, isso não torna tal irmão ou irmã em uma autoridade (a autoridade é Jesus) ou cabeça sobre o outro.

Sei que uma boa parte daqueles que estão lendo esse artigo, estão questionando muitas coisas das que estou dizendo, devido ao que têm normalmente aprendido e por outras passagens das Escrituras que aos seus olhos parecem não serem harmônicas a tudo quanto venho dito até aqui. Sim, o fato é que também tive de passar por isso, e pela vida e a luz do Espírito buscar a verdade em cada texto particularmente. Gostaria muito de talvez tentar ajudá-los com muitas dessas passagens mais críticas mas teria de gastar muita “tinta”, e o objetivo desse artigo é abordar especificamente esse texto em questão. Por isso mesmo disse que estarei indicando um livro que faz uma abordagem mais ampla sobre o tema da autoridade aos olhos de Deus, cujo qual recomendarei a leitura e colocarei o link ao final do assunto.

Apenas para se concluir, é preciso perceber, como utilizei o livro de Samuel e de Juízes para vermos os germes da revelação de Deus ao homem, que o estabelecimento de juízes entre o povo procedeu de Deus e não dos homens, diferente do rei. Do mesmo modo acredito que agora, possamos julgar entre os irmãos como fica bem evidente nessa carta de Paulo aos santos de Corinto; porém não um julgamento como se fossemos o Juiz, mas somente como representantes e transmitindo as palavras do único e verdadeiro Juiz. Mas sobre isto ainda teria muito o que se dizer não sendo possível no momento.

Para falar da parte das mulheres a que o texto fala, criei um novo post: “A Cabeça da Mulher”.

Minha esperança é que o Senhor ilumine os olhos do seu coração.

Paz.

Maturidade Real – Parte 2

Caso não tenha lido a primeira parte recomendo fazê-lo primeiro: Maturidade Real

Vamos ler os textos abaixo:

“Jesus respondeu e lhe disse: “Na verdade, na verdade eu lhe digo, a menos que alguém seja nascido de cima, não é apto para perceber o reino de Deus.” Nicodemos lhe disse: “Como um homem pode nascer quando já é velho? Poderia entrar uma segunda vez para o útero da sua mãe e renascer?” Jesus respondeu: “Na verdade, na verdade eu lhe digo, a menos que alguém seja nascido pela água e pelo Espírito, não pode entrar no reino de Deus! O que é nascido naturalmente é o corpo físico, e o que nascido do Espírito é nosso espírito humano. Não esteja surpreso que lhe tenha dito, você precisa nascer de cima. O vento sopra onde quer e você ouve seu som, mas não sabe da onde vêm nem para onde vai. É dessa mesma maneira com todos que são gerados pelo Espírito.””
João 3:3-8 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Em verdade, em verdade eu lhes digo: quem ouve minha palavra e crê Naquele que me enviou tem a vida eterna do Pai e não receberá a sentença de condenação, mas passou da morte para a vida imortal do Pai.”
João 5:24 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Pois vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.”
1 Pedro 1:23

Percebam como as escrituras dão testemunho daquilo que vinha dizendo no post anterior. Em João 3 vemos como Jesus disse a Nicodemos que não era possível ver, perceber, o reino de Deus o qual é espiritual, sem que alguém nascesse de cima, do Espírito. E consequentemente também não seria possível entrar nele. No capítulo 5 lemos que a fé nas palavras de Jesus e no Pai que o enviou, faria uma pessoa “passar da morte para a vida imortal do Pai” assim como havia dito, chamando a nós mesmos de mortos-vivos e explicando como essa vida do Pai foi perdida devido a desobediência do homem e da mulher.

Tal “vida imortal do Pai” é transmitida, gerada em nós, no nosso espírito, como Jesus tentou explicar a Nicodemos; o qual não entendeu no momento; e não consiste na mesma espécie de vida que recebemos da carne, de modo natural, que é uma vida perecível, com prazo de validade, como um ramo que está fora da seiva como havia explicado; destinado a falecer, secar, morrer.

Agora, permitam-me lhes falar um mistério: Assim como se dá a maturidade no mundo natural também o é no mundo espiritual. Quando as escrituras falam sobre regeneração, estou certo de que o processo espiritual da vida se dá de forma extremamente semelhante ao do carnal e natural; até porque o mundo natural consiste em um reflexo do espiritual, que ainda que esteja em um estado decadente contém em si bases dos princípios da criação original de Deus.

Quando Pedro em sua carta fala sobre sementes, perecível e imperecível, ele está fazendo uma associação do modo de reprodução de uma espécie, de um ser nesse mundo, com o “modo reprodutivo” do próprio Deus. Ele declara que a semente de Deus é a Sua palavra; o que disse também Jesus na conhecida “parábola do semeador”: “A semente é a palavra de Deus” Lucas 8:11; de quem obviamente Pedro tinha aprendido tal verdade quer nesse dia ou pelo Espírito depois.

Dessa forma; a nova vida eterna de Deus, a qual é gerada nos corações daqueles que recebem Sua palavra, que é a semente, contém em si mesma a própria vida de Deus. Fazendo-se a mesma associação que tanto Jesus como Pedro (e todos os outros certamente) fizeram, podemos também seguir esses princípios para entendermos o desenvolvimento e maturidade dessa mesma vida santa.

É preciso ressalvar que a palavra de Deus, gera dentro do homem/mulher que a recebe um ser completamente novo, imperecível e incorruptível. Sim, um filho de Deus, da mesma natureza e substância do Pai, perfeito, mas não exatamente maduro. Este novo ser, é também o que a bíblia chama de “novo homem” ou “homem interior”.

Vamos verificar o testemunho das escrituras sobre a maturidade e desenvolvimento do homem interior, gerado pela Palavra de Deus:

“Irmãos, eu não pude falar a vocês como a pessoas espirituais, mas como a carnais, exatamente como a bebês no Ungido. Eu os alimentei com leite, não com carne, pois ainda não eram capazes de suportar isto. Não, mesmo agora vocês não são capazes, pois ainda são carnais. Pois quando há ciúmes e competição entre vocês, não são precisamente carnais? Vocês não estão seguindo as naturais tendências humanas?”
1 Coríntios 3:1-3 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa, até que Cristo seja formado em vocês.”
Gálatas 4:19

“Filhinhos, eu lhes escrevo pois seus pecados são perdoados por causa do nome dele. Eu lhes escrevo pais, pois o conhecem profundamente, o qual é desde o princípio. Eu lhes escrevo jovens, pois têm vencido o maligno. Eu lhes tenho escrito filhinhos, pois tornaram-se familiares com o Pai. Eu lhes tenho escrito pais, pois vieram a compreender aquele que é desde o princípio. Eu lhes tenho escrito jovens, pois são fortes, a palavra de Deus habita em vocês, e têm sido vitoriosos sobre o maligno.”
1 João 2:12-14 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Percebam como Paulo em sua carta aos Coríntios, os chama de bebês no Ungido (Cristo).

Paulo foi enviado por Deus a Corinto, por causa das boas novas do evangelho sobre o Filho de Deus, Jesus. Lá, ele anunciou a palavra de Deus, a qual foi crida (recebida) por diversas pessoas, e permaneceu ali naquela instância por 18 meses. Com referência a esse tempo, foi que Paulo a principio lhes chamou de bebês. Declarou inclusive, seguindo  a mesma lógica associativa, que lhes alimentou/nutriu com leite; alimento no sentido natural apropriado para nenéns. Na ocasião que Paulo está escrevendo a primeira carta, acredita-se haver entre 6 a 18 meses que ele havia deixado Corinto. Ou seja, os crentes em Corinto teriam crido em torno de 1 a 3 anos antes. Seria normal, como qualquer recém nascido, que de fato eles se alimentassem de leite (espiritual) nos primeiros meses; mas Paulo se admira de como ainda, mesmo após 1 a 3 anos de vida (a nova, celestial) não pudessem ainda receber alimento sólido, o que ele constata de acordo com a conduta deles.

Vejam bem que a vida celestial, que Deus gera em nós pela sua palavra, nasce neném. Na verdade, assim como ocorre a fecundação no útero de uma mulher gerando uma célula (zigoto) microscópica, assim também o é com relação a nova vida, o homem/mulher interior. Ela começa pequenina, e na medida que recebe alimento, nutrição, ela se desenvolve e cresce. Isso é de tal modo que a associação que Paulo faz desse desenvolvimento se dá até mesmo no aspecto cronológico.

Se a vida eterna de Deus cresce dentro de uma pessoa, os aspectos santos dessa vida serão vistos. Mas, se por algum motivo essa vida não se desenvolve, o que Paulo chamou de “naturais tendências humanas”, inveja, ciúmes, competição e etc, as quais já estão devidamente desenvolvidas em um homem adulto, é que prevalecerão e se manifestarão. Dessa forma Paulo mediu a maturidade dos irmãos de Corinto pela maneira que viviam e se relacionavam.

Também na primeira carta de João vemos ele a endereçando a grupos de pessoas as quais ele segmentou por nível de maturidade. Algumas pessoas podem pensar que ele estivesse se referindo a maturidade natural; mas como estamos percebendo, a verdadeira identidade dos filhos de Deus se dá precisamente na vida nova, através da qual tornaram-se portanto realmente filhos do Altíssimo. Certamente João não estava se referindo a maturidade natural dos irmãos, mas sem sombra de dúvidas à espiritual.

Desse modo, tenho tido cada vez maior percepção e convicção de que o desenvolvimento da nova vida celestial dentro de nós, se dá em paralelismo real à vida natural, sendo que a natureza da primeira é santa e a da segunda é carnal e impura. Mas é possível entender que um crente de 1 ano se assemelharia em suas faculdades espirituais a um bebê de 1 ano em suas faculdades naturais, um crente de 5 anos a uma criança de 5 anos, um de 10 a uma criança de 10, um jovem na idade de 15 anos a um crente de 15 anos, um jovem de 20 a um crente de 20, um homem/mulher de 30 anos a um crente de 30 anos no Ungido.

Ainda que a vida que recebemos de Deus, a Eterna e Santa vida de Deus, seja perfeita; isso não significa que ela não tenha crescimento e desenvolvimento, mas sim que ela é sem macula, sem as impurezas do pecado e da carne caída.

Para concluirmos, gostaria de levá-lo a uma reflexão; agora que temos o quadro completo do desenvolvimento do ser humano; sobre aquilo que vinha falando no início da primeira parte desse assunto (Maturidade Real).

Assim como havia explicado que um homem poderia muito bem ter um bom desenvolvimento de seu corpo, seu crescimento, estrutura, saúde e etc; mas não necessariamente o desenvolvimento da sua alma, sua mente, emoções e personalidade em geral, gostaria então que olhássemos agora para o crescimento da alma e do espírito.

Realmente muitos homens/mulheres crentes possuem as faculdades da sua alma bem desenvolvidas naturalmente, podem ser muito inteligentes, compreender enigmas complexos, lógicas filosóficas e etc; como também serem equilibrados em suas emoções, serem lideres em empresas, regerem uma equipe de pessoas de modo muito eficiente para os objetivos traçados e etc; muitos ainda podem possuir uma força de vontade persistente, serem disciplinados, rígidos consigo mesmos e alcançarem muito sucesso natural. Contudo, ao invés de toda a sua “competência” estarem ajudando, indubitavelmente acabam por atrapalhar o desenvolvimento da vida espiritual de Deus em seus corações. Muitas vezes, tais pessoas, por não possuírem crescimento em seu homem interior, não são capazes de perceber sua total inadequação para o trabalho de Deus; antes julgam a si próprios até mesmo especiais e dotados de grande graça de Deus por toda sua desenvoltura, inteligência e força.

Porém, deixem-me afirmar uma coisa em caixa alta: NADA COM ORIGEM NO HOMEM NATURAL, TEM QUALQUER VALOR PARA DEUS OU O SEU REINO. Um homem, maduro e bem desenvolvido em suas habilidade naturais da alma, nada mais é, nos ensinos de Jesus, como um grande espinheiro. A natureza da alma não regenerada é corrupta, podre e de nenhum proveito. Todo poder conseguido na alma na força do homem, carne, é nada mais que fétido e abominável a Deus. Por esse motivo, o entendimento de que o “novo nascimento” e a nova vida que surge no interior de um crente, seja similar, e paralelo em seu crescimento ao natural, é tão importante.

Qual é o pai, que colocaria seu filho de 2 ou 5 anos para cuidar dos seus negócios, para lidar com seus empregados, as contas da empresa ou qualquer atividade que exija um mínimo de maturidade e responsabilidade? Se um pai terreno não faria uma insensatez assim, quanto mais o Pai da Sabedoria, invés disso, não daria funções e tarefas adequadas aos seus filhos conforme seu nível de maturidade!

Entenda, a humildade é de Deus, mas o orgulho é do Diabo. Portanto, não busque servir a Deus naquilo que Ele não o chamou para servir. Enquanto ainda for uma das Suas criancinhas, não tema; regozija e se deleite no Pai, expresse Sua alegria, busque Sua doçura, descanse em Seus braços e se alimente do alimento Santo de Seu Ser e presença. Espere que a vida santa em seu interior cresça e ganhe sua forma e estrutura. Sim, se você tem 5 anos no Ungido, você é simplesmente um dos Seus filhinhos, seja humilde, fique em silêncio, aprenda com Ele cada passo e atividade, fique quieto, “escove seus dentes”, “faça seu dever de casa”, espere que a maturidade o alcance antes de querer “tomar conta” dos seus irmãos.

Irmãos, acredito que essas coisas que estou escrevendo são realmente verdadeiras. Elas não me eram claras na minha tenra infância no Ungido, mas a medida que Sua vida cresce em mim e com ela a compreensão e entendimento espiritual, também a clareza dessas verdades tem se descortinado.

No tempo de Moisés, um homem era considerado apto para a guerra a partir dos seus 20 anos. Sim irmãos, precisamos de muita paciência e humildade diante de Deus, aguardando que a maturidade e poder da vida santa, única apta para a batalha, se desenvolva, a fim de efetivamente participarmos das vitórias e avanços do Reino no campo de batalha.

No Ungido.
Seu servo.

Maturidade Real

Toda a vida que Deus criou na terra tem um principio. Primeiramente ela começa com uma fecundação; ou seja, algo acontece que é verdadeiramente muito minúsculo; praticamente ‘invisível’, uma união entre a “semente” masculina e o “receptor” feminino.

Tal união possui em si mesma o ‘poder’ de criar um novo ser; de mesma natureza da “semente” que o esta gerando. A partir disso, dessa única e solitária célula, começará a ocorrer algo espetacular! Essa única célula irá, a partir de então, multiplicar-se, produzindo a partir de si mesma outra semelhante. Assim se iniciará um multiplicar em cadeia e ininterrupto de cada célula de modo a estar formando o ser. A esse desenvolvimento de um ser vivo poderíamos chamar também, creio eu, de maturação ou maturidade.

Isso realmente é muito facilmente percebido ao notarmos  o crescimento de uma planta ou um animal ou um ser humano.

Há um aspecto desse desenvolvimento, que é devidamente obvio e aparente a qualquer um, que é a formação do corpo, sobre o qual por isso mesmo estive decorrendo a respeito em primeiro plano. Fácil de observar e ver seu crescimento e desenvolvimento tanto em plantas, animais e humanos.

Focando agora no ser humano, (não que lhe seja exclusivo mas é nosso objeto) há ainda outro aspecto de seu desenvolvimento que podemos perceber com certa tranquilidade; que é a maturidade da mente e da alma de uma pessoa. Tal crescimento da alma, normalmente ocorre em paralelo com o crescimento e desenvolvimento do corpo, mas certamente vai para além dele e se prolonga por mais tempo.

É interessante observar que:

Devido a algum tipo de distúrbio de DGH (deficiência no hormônio de crescimento) por exemplo, pode haver uma pessoa já adulta/madura mentalmente mas cujo o corpo não o seja. Assim também alguém que tenha algum distúrbio ou trauma em sua alma não a terá plenamente desenvolvida ou mesmo muito pouco, ainda que tenha a estatura de um adulto. Dessa forma, ao vermos um individuo longe, podemos julgar por sua altura que se trate de um homem adulto/maduro, mas ao se aproximar e perceber seu comportamento ou conversar, relacionar-se com ele; e ele tiver grandes limitações mentais ou comportamento extremamente infantil, verá que apesar de seu corpo ter sido bem formado, o não foi sua alma (basicamente mente e emoções).

Bem, esses dois aspectos do desenvolvimento de uma pessoa; do corpo e da alma; são normalmente percebidos por quase todos nós. Mas, há uma “terceira parte” no ser humano que realmente poucos percebem, e muitos menos ainda podem perceber seu desenvolvimento e maturação.

Vamos analisarmos juntos alguns textos das escrituras para falarmos sobre essa “terceira parte”:

“E possa o próprio Deus da paz torná-los completamente santos, e possa todo o seu espírito, toda a sua alma e todo o seu corpo serem achados sem qualquer falha, por completo, na presença de nosso Senhor Jesus, o Ungido.”
1 Tessalonicenses 5:23 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, por penetrar até mesmo ao ponto da separação da alma e do espírito, tanto das “articulações quanto da medula”, e é capaz de discernir os pensamentos e as meditações dos nossos corações.”
Hebreus 4:12 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Percebam pelas duas passagens acima como as escrituras diferenciam a alma do espírito, demonstrando que não são a mesma coisa, mas que são distintas. Veja como Hebreus declara que a palavra de Deus irá separar a alma do espírito, o que significa que por algum motivo elas se tornaram mescladas, mas que não era assim no princípio, o que Deus irá restaurar por meio da Sua palavra.

Vejamos a criação do homem em Genesis:

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”
Gênesis 2:7

Em outras palavras está bem definida nessa descrição as “três partes” do homem. Por esse texto percebemos que nosso corpo foi produzido com o pó da terra, não é a toa que fomos chamados homem, cujo significado está atrelado a palavra humus (terra). Esse sopro de Deus seria então o espírito, palavra cujo significado literal seria realmente sopro, ar ou vento. Percebam que é esse sopro que carrega em si a vida; e que nosso corpo sem ele não seria muito diferente de um boneco de barro. Por fim vemos que a união, infusão, do sopro de Deus nesse “pó estruturado” produziu, fez, uma alma vivente (viva). A alma, que poderíamos identificar como a personalidade de cada um de nós, nossa mente e emoções, nossa estrutura psíquica, ‘surgiu’ a partir do resultado de tal fusão.

Bem… Como sabemos, o primeiro homem, Adão, falhou na missão que lhe foi dada por Deus, a de representá-lo e trazer Seu governo e reino à Terra. Tanto ele como a mulher desobedeceram a Deus comendo do fruto que o Senhor Deus lhes havia dito para não comer. Como consequência desse ato, a desobediência, Deus lhes havia predito que algo iria ocorrer: eles iriam morrer. Bem, logo que comeram daquele fruto da morte, nem a mulher nem o homem morreram da forma como comumente nós reconhecemos um morto; eles continuaram a se mover e falar, e não pareceram “mortos”. Porém, ao fim de alguns anos, como lemos no capítulo 5 de Gênesis descobrimos que vieram a morrer; tal como o juízo estabelecido, voltaram a ser pó. Mas, é preciso entender que esse estado de morte é o resultado final de um processo de deterioração, mortificação, que no caso deles perdurou por anos. Assim como quando se corta um galho qualquer de uma árvore, suas folhas ainda permanecem verdes, com uma aparência viva por um tempo, mas cujo fim inevitável, caso permaneçam separados da seiva da árvore é secarem, tornarem-se pó.

Foi-me preciso retornar aí para explicar o motivo pelo qual temos, naturalmente falando, tão pouca consciência das coisas do espírito. A morte entrou na humanidade desde a primeira geração, essa morte foi nossa separação da vida de Deus, no nosso espírito, o que vimos no processo de criação do homem ser a origem da nossa vida, e também a fonte. Mas não a fonte em si próprio, mas na medida em que esteja ligado à fonte de toda a vida do universo, Deus mesmo. Por tal vinculo com o Criador ter sido cortado no princípio, nossos espíritos perderam sua vitalidade em nós e por isso sua voz ser tão baixa em nossa consciência ao ponto de não mais fazermos distinção entre o espírito (o sopro e princípio de vida que vem de Deus) e a alma (nossa vida própria a qual com a “fraqueza”, morte, do espírito tornou-se por isso muito mais ligada ao nosso corpo terreno e suas demandas).

Portanto, podemos dizer que somos mortos-vivos, que se movem e “perambulam” nesse mundo como ramos à parte da Árvore da Vida, destinados a nos tornarmos pó e cinza.

Entendendo estas coisas se torna compreensível, que o desenvolvimento e a maturidade dessa “terceira parte”, a espiritual, praticamente não seja percebida pela maior parte das pessoas; por um lado porque grande parte da humanidade está morta em seus espíritos, e morto não emite sinais vitais rsrs; por outro lado, dos que voltaram a viver (falaremos sobre isso em seguida) poucos estão desenvolvendo a nova vida de modo que possam discernir as coisas do espírito.

Ao compreendermos estas coisas vamos entender mais claramente muitos textos das escrituras. De fato é essencial, e está no cerne de toda a obra de redenção da qual as escrituras dão testemunho.

Mesmo que o homem tenha falhado e sido infiel ao seu Criador, isso em nada altera quem Ele é. Deus permanece fiel, nada no universo e em todas as eras pode mudar quem Deus é; ou impedi-lo de realizar o que planejou. Quando algo “sai errado” Ele não se desespera; nada é uma surpresa para o Onisciente, nada é demasiado difícil para o Pai da Sabedoria. O Longânimo não se apressa, Ele não está sujeito ao tempo.

Certamente não há tempo para que possa explicar toda a obra da redenção aqui, mas é imprescindível, como estava dizendo no inicio do post que para que algo cresça e alcance a maturidade, tenha antes que nascer.

Para que esse post não fique demasiado grande vou finalizar aqui e farei um segundo…

Maturidade Real – Parte 2

A Rebeldia Oculta (Contra Deus)

É fácil achar que estamos na obediência e submissão a Deus se temos uma vida “regrada” sem bebedeira, pegação, e outros pecados mais aparentes. Porém existe também um tipo de rebeldia muito comum, a rebeldia oculta.

Isto é quando andamos por nosso próprio entendimento, tomamos as decisões segundo nossos próprios desejos ou pensamentos e não pelo Espirito. Este tipo de rebeldia muitas vezes fica como algo oculto porque nós mascaramos a coisa (ate para nos mesmos) conduzindo nossas vidas conforme uma “Ética Crista”. Evitamos os pecados mais óbvios e superficiais e nos justificamos diante da sociedade, a igreja, e nossa própria consciência, passando a impressão que estamos “bem” com Deus.

Porem, o chamado de Deus é muito além de não cometer os “pecados mais grosseiros”. Ele quer que nós andemos segundo o seu Espirito em tudo, até nas coisas mais simples da vida. E quando nos recusamos a seguir a Sua orientação, por mais simples e “banal” que seja, estamos em rebeldia contra Ele.

“Confie no Senhor de todo o seu coração e não se apoie em seu próprio entendimento; reconheça (obedeça) o Senhor em TODOS os seus caminhos, e ele endireitará as suas veredas. Não seja sábio aos seus próprios olhos; tema o Senhor e evite o mal.” Provérbios 3:5-6

“Portanto digo isto, e testifico no Senhor, para que não mais andeis como andam os gentios, na inutilidade da sua mente, obscurecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração” Efésios 4:17-18

Infelizmente, falo desta rebeldia oculta com muita propriedade. Isto apesar do fato que sempre tive uma vida relativamente “regrada” e aprovada pela maioria dos meus irmãos em Cristo e ate por mim mesmo muitas das vezes. Porém, encontro em mim muito da natureza carnal ainda, e “…o pensamento controlado por aquela parte de nós que é humana e pecadora está contra Deus. Esta natureza se recusa a obedecer à lei (e a direção) de Deus e, de fato, não é capaz de a ela obedecer. As pessoas que são governadas por aquela parte de nós que é humana e pecadora não podem agradar a Deus.” Romanos 8:7-8

Vejo o agir desta natureza carnal ainda com frequência demais! Posso não fornicar, adulterar, matar, roubar, xingar, e muitas outras coisas. Mas, se quando Deus pelo seu Espirito esta me levando a gastar tempo com meus pais, e eu prefiro (e então escolho) estar na internet ou fazendo outra coisa, assim estou em rebeldia contra Ele. Uso este exemplo tão comum para demonstrar a facilidade que eu tenho (e muitos de nós temos) de ser um rebelde de forma escondida. Não e nem uma questão “moral”, ficar na internet não e pecado por si só, mas quando é contrario a direção de Deus, qualquer coisa que fazemos é pecado e rebeldia.

Um grande exemplo (mais obvio) disto seria o profeta Jonas. Deus o mandou para Nínive, mas ele não quis ir, preferiu fugir para Társis. Társis não era um lugar ruim nos olhos de Deus. Todo mundo no mesmo barco também estavam indo para esta cidade, e Deus não ficou indignado com eles, somente com Jonas, porque ele estava rebelando contra a Sua direção.

Da mesma forma eu, (ou você) posso estar fazendo algo “normal”, sem nenhuma aparência de pecado, e estar em rebeldia contra o Senhor. Quanto mais banal e “normal”, mais facilmente é nos desculparmos e apaziguamos a nossa própria consciência. Dizemos para nos mesmos que não tem nada contra aquilo que estamos fazendo, que não esta entre nenhuma das listas de pecados na Bíblia ou em qualquer pregação que já ouvimos.

Porém, Deus não quer um povo que anda por regras, decidindo o que fazer apenas pelo “certo e errado”. Ele quer um povo intimo d’Ele, que anda segundo as Suas direções a cada momento, operando a Sua justiça na terra de uma forma que é impossível sem estar em plena rendição a Ele em tudo.

Este chamado para obediência a Deus em TUDO pode parecer muito elevado, impossível de atingir, e realmente é (para nossa natureza carnal). Pois, “Esta natureza (a nossa natureza carnal) se recusa a obedecer à lei (e a direção) de Deus e, de fato, não é capaz de a ela obedecer. As pessoas que são governadas por aquela parte de nós que é humana e pecadora não podem (é impossível) agradar a Deus.” Romanos 8:7-8

Eu posso através da minha natureza carnal, controlar os desejos mais fortes e não permitir que eles tornem algo externo, mas quando chega a hora de submeter a minha vontade a Cristo a cada momento, em TUDO, o “bicho” interior revolta. A minha natureza não consegue e nem quer isto. Ele só queria “obedecer” o suficiente para ser deixado em paz para viver a sua rebeldia oculta, sem ser perturbado pela consciência ou pela possibilidade de consequências futuras.

A única solução para ele (a minha e a sua natureza) então é a morte, porque se continuar vivo estará sempre lutando (mesmo que de forma escondida) contra o Espirito. “Pois a carne deseja o que é contrário ao Espírito; e o Espírito, o que é contrário à carne. Eles estão (sempre) em conflito um com o outro, de modo que vocês não fazem o que desejam” Gálatas 5:17

A nossa tendência quando convertemos a Cristo é (inconscientemente) passar a mão na cabeça da nossa natureza carnal e a consolar. Falamos mais ou menos assim (mesmo que sem perceber), “Agora você não vai poder mais fazer estas grosserias. Mas se você for bonzinho as pessoas vão te admirar, te dar reconhecimento, assim você pode continuar vivo e achar outras formas de se satisfazer. Precisamos fazer isto porque não queremos sofrer as consequências junto com os outros rebeldes.” E assim a minha (e a sua) natureza carnal entra para dentro da igreja de forma escondida.

Sem perceber protegemos a natureza carnal, a deixando continuar a viver e agir, mesmo que em forma oculta, e isto traz sérias consequências para nossas vidas. Vivemos em uma batalha interna constante, e somos privados do poder que seria nosso se somente nos entregássemos plenamente a Cristo para a crucificação da natureza carnal, para viver somente pelo o seu Espirito em nos.

“Os que (realmente) pertencem (completamente) a Cristo Jesus crucificam a carne, com as suas paixões e os seus desejos. Se vivemos pelo Espírito, andemos (devemos andar) também pelo Espírito.” Gálatas 5:24-25 (Nota que diz, “Crucificam”, diferente de muitas traduções, o tempo do verbo correto no Grego é esse, algo atual – um processo pelo qual estamos passando hoje.)

Para evitar esta morte nossa carne e capaz de fazer coisas muito “boas” e religiosas, grandes “sacrifícios” e abnegação temporária, mas Deus diz, “Grite alto, não se contenha! Levante a voz como trombeta. Anuncie ao meu povo a rebelião dele, e à comunidade de Jacó (o povo “de Deus”), os seus pecados. Pois dia a dia me procuram; parecem desejosos de conhecer os meus caminhos, como se fossem uma nação que faz o que é direito e que não abandonou os mandamentos (a direção) do seu Deus. Pedem-me decisões justas e parecem desejosos de que Deus se aproxime deles. ‘Por que jejuamos’, dizem, ‘e não o viste? Por que nos humilhamos, e não reparaste?’ Contudo, no dia do seu jejum (sacrifício, oferta) vocês fazem o que é do agrado de vocês..” Isaías 58:1-3

Vejo isto em mim mesmo, posso fazer altas coisas e PARECER desejoso de conhecer o Senhor. Porém, mesmo enquanto estou fazendo tudo isso, tenho a tendência de fazer o que e do MEU agrado ao invés de seguir o Espirito. Sou rebelde especialmente nas coisas que eu avalio ser “pequenas” e “não importantes”, porque consigo mais facilmente passar por cima da Sua direção e criar desculpas para o meu agir nestas áreas. Faço isto porque realmente entregar a minha vontade totalmente a Ele significa morte para meu ego, meu eu, a minha natureza carnal que esta fingindo tão bem de ser bonzinho para passar despercebida. Mas esta natureza esta o tempo todo em rebelião oculta nas pequenas coisas, e se é nas pequenas, quando a coisa realmente apertar vai ser rebelde nas grandes também.

Que Deus tenha misericórdia de mim e me livre disto!!!

João

Perseguição Espiritual

Recentemente tenho perguntado a Deus o motivo de enfrentarmos tantas lutas nesta vida. Também tenho meditado sobre a impressão que tenho de que algumas pessoas que evidentemente não têm a vida sujeita a Ele estão aparentemente tranquilas.

Creio que parte da resposta à primeira pergunta está em 2 Timóteo 3:12 onde diz, “E na verdade todos os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições. Hoje no Brasil não somos tão perseguidos fisicamente por outras pessoas quanto no tempo de Paulo. Porém, tem outro trecho da bíblia onde diz, “Não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestiais.” Efésios 6:12

Então, creio que isto explica muito bem nossa atual situação de batalhas frequentes e intensas, mas muitas vezes interiores ou “invisíveis”, que geralmente não parecem ter um motivo muito aparente. Frequentemente as batalhas acontecem sem que haja uma oposição física e humana, algo tangível aos nossos sentidos naturais tão limitados.

Estas batalhas se apresentam nas dificuldades do dia a dia, pressões e opressões emocionais, dificuldades relacionais, problemas financeiros, de saúde, tentações, e muitas outras batalhas que enfrentamos com frequência na nossa caminhada diária com o Senhor.

Muitas vezes é até difícil para nós aceitarmos estas situações e dificuldades nas nossas vidas, e isso acontece porque nós achamos que ao seguir o Senhor seríamos livres de todos os problemas. Porem, isto não é a verdade, nem a real experiência daqueles que O conhecem e buscam a Sua presença. A exortação de 2 Timóteo é para todos, “TODOS os que querem viver piamente em Cristo Jesus padecerão perseguições.” Não “alguns”, nem “muitos”, mas de fato “TODOS” que querem viver de forma agradável ao Senhor terão estas batalhas.

Na verdade a própria falta destas batalhas por tempo prolongado deveria ser motivo de uma sincera busca ao Senhor para verificar se estamos de fato o seguindo de forma efetiva e viva. Isto é muito contrario à nossa lógica carnal e ao nosso desejo natural para paz e tranquilidade nas nossas vidas. Deus nos prometeu paz sim, mas “a paz de Deus, que está além da compreensão humana”. (Filipenses 4:7) Ou seja, uma paz apesar das circunstâncias, batalhas, e perseguições, não por causa da ausência delas. Uma paz que o homem não entende olhando com os olhos naturais.

Parece que os maus estão vivendo em paz e ficamos frustrados com isto, mas achamos um consolo no versículo seguinte de 2 Timóteo. Nós temos dificuldades, “Mas os homens maus e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados.” 2 Timóteo 3:13. Padecemos perseguições sim, mas nossas dificuldades serão usadas pelo Senhor em sua graça para nos transformar, ensinar, purificar e nos preparar para a sua vinda. Ao contrário disto os “homens maus e impostores” (os que fingem ser algo que não são) “irão de mal a pior”. Isto acontece tanto nos dias de hoje, quanto no retorno do nosso Senhor. No decorrer do tempo eles acabam ficando mal como fruto (consequência) dos próprios atos como diz em Gálatas 6:7-8, mas no futuro eles vão ficar verdadeiramente “na pior” diante do trono de Jesus quando a sua justiça e juízo forem plenamente manifestos.

Nós, porém, temos a expectativa que a “nossa leve e momentânea tribulação produz em nos cada vez mais um eterno peso de glória” 2 Corintios 4:17. “Considero (pois) que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada!” Romanos 8:18. Portanto, as tribulações e angústias só são “leves e momentâneas” quando comparado ao “eterno peso de gloria”! Se somente olhamos o momento de agora, sem uma revelação da obra misteriosa de Deus, de fato as tribulações ficam pesadas, prolongadas e insuportáveis.

Isto nos leva a outra pergunta: porque tanta batalha? Creio que tem dois motivos principais. O primeiro é que Deus permite porque nós precisamos deste calor de tribulação para sermos purificados como prata ou ouro, para operar este “eterno peso de glória”. Precisamos ser preparados para a vinda do Senhor, para que sejamos achados sem mácula e sem ruga, totalmente agradáveis a Ele.

Mas tem outro motivo que creio que muitas vezes ficamos sem compreender. Temos um forte indício deste motivo no versículo que citamos acima, “Não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, contras os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestiais.” Efésios 6:12

Aqui descobrimos o fato que estes seres que estão lutando ou militando contra nós são “os principados… as potestades… os príncipes… as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestiais.” Isto nos traz um entendimento sobre vários aspectos dos nossos adversários, o primeiro é que são “hostes”, ou seja, MUITOS. E não usa somente o termo “hostes” como também descreve muitos “tipos” de adversários, isto também deixa aparente que são numerosos. Outra ênfase deste trecho é o fato de que são “hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestiais”. Ou seja, apesar de muitas vezes nossas lutas se manifestarem aqui neste mundo em diversas formas aparentemente “naturais”, muito frequentemente a fonte destas lutas e opressões é espiritual.

É muito comum enfrentarmos grandes dificuldades ao fazermos coisas aparentemente simples, como tirar carteira de motorista, fazer algum curso, trabalhar, se relacionar com outras pessoas, entre muitas outras. Fico frequentemente maravilhado como alguma coisa aparentemente tão comum, tão básico, tão “simples” pode ás vezes se tornar tão cheio de complicações e dificuldades inesperadas. Às vezes é quase palpável a influência espiritual em dificultar as coisas, às vezes é sentido somente como uma opressão, e outras vezes a influencia espiritual pode passar despercebido em meio à luta. Porém, seja qual for o “sentimento” da hora muitas vezes sofremos uma forte influência espiritual nas nossas vidas diárias.

Mas porque tanta oposição da parte deles? Será porque eles têm um ódio muito grande por nós sermos filhos de Deus? Certamente isto é um fator, mas creio que ha outro motivo ainda maior. Este motivo começa a ser revelado no mesmo trecho citado anteriormente, quando fala dos títulos destas autoridades, “os principados… as potestades… os príncipes..”, todos estes são nomes ou “títulos” que se referem a algum tipo de governo ou reinado. Também quando o próprio Senhor se referiu ao Satanás ele o chamou de “o príncipe deste mundo”. (João 14:30)

Apesar de termos no mundo muitos “governos” humanos e muitos países, sobre todos eles tem um reinado espiritual que influencia fortemente tudo o que acontece aqui no mundo físico. Não posso explicar exatamente a dimensão deste reinado espiritual, nem a exata função dos espíritos malignos, mas creio que é muito importante entendermos que “pertencemos a Deus, embora o mundo inteiro esteja debaixo do poder do Maligno.” 1 João 5:19. Este mundo, seu príncipe maior, e grande parte (se não todo) o seu governo espiritual é não somente corrupto, como também contra tudo que é do Senhor e todos que querem o seguir.

Mas porque estes seres espirituais importam tanto? Creio que um dos motivos maiores está em um dos nossos chamados. Muitas vezes não sabemos ou não nos lembramos deste chamado, mas todos que recebem a vida do Senhor estão também convidados a participarem do SEU reino!

A bíblia diz, “Ao que vencer, e ao que guardar as minhas obras até o fim, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com vara de ferro as regerá, quebrando-as do modo como são quebrados os vasos do oleiro, assim como eu recebi autoridade de meu Pai” Apocalipse 2:26-28. E também, “Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz!” Apocalipse 3:20-22.

Estas são promessas muito preciosas! Mas aqui também achamos a semente que gerou tanto conflito entre nós e o atual governo espiritual deste mundo das trevas. Nós somos chamados para reinar com Cristo, e isto gera um grande conflito porque já tem seres reinando, e eles não estão querendo perder os seus lugares.

Note o chamado nos dois trechos de Apocalipse que lemos onde a promessa é “ao que vencer”. Vencer o que? Vencer a tentação, a batalha contra a nossa própria natureza carnal, e a influencia destes seres espirituais do mal nos lugares celestiais!

Tem um reino em jogo, isto sim é motivo de briga! Nós podemos estar ignorantes do que se trata, o que temos a vencer ou perder, mas estes seres espirituais não são bobos, eles sabem muito bem o que está em jogo.

Também toda a natureza está sabendo deste combate e, “a criação aguarda com ardente expectativa a revelação dos filhos de Deus. Porquanto a criação ficou sujeita ã vaidade, não por sua vontade, mas por causa daquele que a sujeitou, na esperança de que também a própria criação há de ser liberta do cativeiro da corrupção, para a liberdade da glória dos filhos de Deus. Porque sabemos que toda a criação, conjuntamente, geme e está com dores de parto até agora; e não só ela, mas até nós, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, aguardando a nossa colocação como filhos maduros, a saber, a redenção (também) do nosso corpo.” Romanos 8:19-23

Atualmente é uma batalha invisível, a vitória também é na maioria das vezes invisível e interior por enquanto. Mas “Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não da nossa parte. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desesperados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre no corpo o morrer de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossos corpos; pois nós, que vivemos, estamos sempre entregues ã morte por amor de Jesus, para que também a vida de Jesus se manifeste em nossa carne mortal.” 2 Corintios 4:7-11

Apesar de a batalha ser invisível, e a vitória (ou derrota) interior; é de extrema importância. (É invisível na maioria das vezes por causa do atual “vaso de barro” que se refere ao nosso corpo mortal, e impede todos, inclusive nós, de vermos com clareza o que está acontecendo dentro de nós. A obra interior que Deus esta fazendo em nós por meio de nossa rendição a Ele.) Porem, na vinda do Senhor receberemos o nosso corpo glorificado, e a obra interna que Ele está realizando vai ser exposta ao mundo, e a sua vitória sobre as forças do mal será manifesta para todo o universo! Aleluia!

Por isto tem tanta ênfase nos trechos que lemos sobre a necessidade de vencer, vencer o maligno, “O vosso adversário, o Diabo, (quem) anda em derredor, rugindo como leão, e procurando a quem possa tragar” 1 Pedro 5:8. A oposição dele é ativa e consciente, nós precisamos ser também ativos em buscar o auxílio do Senhor e conscientes daquilo que esta em jogo. Fazemos isto não confiando em nossas próprias forças, mas naquele que ressuscitou dos mortos. “E, se o Espírito daquele que dos mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dos mortos ressuscitou a Cristo Jesus há de vivificar também os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita. Portanto, irmãos, somos devedores, não a carne para vivermos segundo a carne; porque se viverdes segundo a carne, haveis de morrer; mas, se pelo Espírito mortificardes as obras do corpo, vivereis.” Romanos 8:11-13

“O Espírito mesmo testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus; e, se somos filhos, também somos herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo; se é certo que com ele padecemos, para que também com ele sejamos glorificados.” Romanos 8:16-17

Este direito de herdar o reino é um direito nosso, desde que não vendamos este direito como o Esaú vendeu o seu direito de primogenitura. “E ninguém seja devasso, ou profano (imoral) como Esaú, que por uma simples refeição vendeu o seu direito de primogenitura. Porque bem sabeis que, querendo ele ainda depois herdar a bênção, foi rejeitado; porque não achou lugar de arrependimento, ainda que o buscou diligentemente com lágrimas.” “Pelo que, recebendo nós um reino que não pode ser abalado, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus agradavelmente, com reverência e temor.” Hebreus 12:15-16 e 28.

Então assim começa a ficar claro o porque deste combate. Os nossos inimigos estão tentando fazer com que não herdemos o reino, que não entremos para participar daquilo para o qual o Senhor esta nos chamando. Eles tentam impedir não somente para nos privar deste privilégio, mas porque enquanto eles estão sendo vitoriosos sobre nós, nos fazendo desanimar, desistir, tropeçar, ficar com raiva de Deus, etc., eles estão ganhando. E enquanto eles estão nos vencendo os seus lugares estão seguros, por isto que eles lutam!

Atualmente o diabo é aquele “o qual (esta) diante do nosso Deus” nos “acusando dia e noite” Apocalipse 12:10. O inimigo faz isto justamente na tentativa de demonstrar que ele e seus aliados estão nos vencendo, que eles ainda têm o direito de permanecer no lugar deles de autoridade e poder. O nosso papel diante deste combate é, “Finalmente, fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder. Revesti-vos de toda a armadura de Deus, para poderdes permanecer firmes contra as ciladas do Diabo; pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes. Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes.” Efesios 6:10-13

Precisamos buscar a ajuda do Senhor, colocar toda a “armadura” dele, e o obedecer em todas as coisas. E finalmente, “havendo feito tudo, permanecer firmes.” Ou seja, depois de fazer tudo, obedecer ao Senhor plenamente, precisamos “segurar a onda” com a sua ajuda, e confiar no seu propósito e poder. Com o seu auxílio conseguimos vencer em meio e através de todas as lutas que passamos. Em todas as dificuldades da nossa vida que são levantadas para nos derrubar o nosso Senhor pode tirar proveito. Aquilo que era para nos tirar do caminho e do relacionamento com Ele pode servir para estreitar este relacionamento e nos fundamentar cada vez mais nele, SE nós nos rendemos a Ele em todas as circunstâncias. Ele já venceu, “Portanto, uma vez que Cristo sofreu corporalmente, armem-se também do mesmo pensamento (se preparam mentalmente), pois aquele que sofreu (sofre) em seu corpo rompeu (rompe) com o pecado.” 1 Pedro 4:1

E porque os que não obedecem ao Senhor e não andam nos seus caminhos às vezes parecem ter uma vida mais tranquila? É porque eles não são um perigo para Satanás e seu reinado, o inimigo já sabe que são derrotados e inaptos para reinar com Cristo, então se preocupa menos com eles. Isto às vezes parece atraente, mas eles têm o próprio fruto da desobediência deles como disciplina nesta vida (e a promessa de julgamento futuro). Às vezes os frutos demoram um pouco mais para vir, mas os rebeldes acabam com a vida toda embaraçada, cheios de problemas e sem nenhum consolo. Nós, por outro lado, temos as lutas no dia a dia, “Mas a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais até o dia perfeito.” Provérbios 4:18

“Mas graças a Deus, que sempre nos conduz vitoriosamente em Cristo e por nosso intermédio exala em todo lugar a fragrância do seu conhecimento; porque para Deus somos o aroma de Cristo entre os que estão sendo salvos e os que estão perecendo. Para estes somos cheiro de morte (que os que não querem seguir a Cristo vejam através de nós o chamado para morrer para nós mesmos qual vivemos no dia a dia e isto não os agrada); mas para aqueles, fragrância de vida (por outro lado os nossos irmãos vejam um pouco do caráter e graça de Deus em meio as nossas lutas e isto os encoraje). Mas quem é suficiente para isto?” 2 Corintios 2:14-16

Realmente, quem é suficiente para isto?? Nós nos sentimos tão fracos, falhos, e burros diante de tudo isto. Mas o seguinte trecho me encoraja muito, “Ora, vede, irmãos, a vossa vocação, que não são muitos os sábios segundo a carne, nem muitos os poderosos, nem muitos os nobres que são chamados. Pelo contrário, Deus escolheu as coisas loucas do mundo para confundir os sábios; e Deus escolheu as coisas fracas do mundo para confundir as fortes; e Deus escolheu as coisas ignóbeis do mundo, e as desprezadas, e as que não são, para reduzir a nada as que são; para que nenhum mortal se glorie na presença de Deus. Mas vós sois dele, em Cristo Jesus, o qual para nós foi feito por Deus sabedoria, e justiça, e santificação, e redenção; para que, como está escrito: Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor.” 1 Corintios 1:26-31

Ele nos escolheu, justamente porque nada somos, para através de nos derrotar os atuais principados e potestades que são infinitamente mais inteligentes e fortes do que nós, e assim demonstrar o SEU poder, a SUA sabedoria, a SUA humildade, e o SEU amor para conosco.

Uma visão do futuro:

“E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.

E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar ã luz. (Lembra-se das dores de parto sobre a qual falamos antes?)

Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho (Satanás) que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas;

a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar ã luz, para que, dando ela ã luz, lhe devorasse o filho.

E deu ã luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.

E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.

Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão (Satanás). E o dragão (Satanás) e os seus anjos batalhavam,
mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. (Quando chegou o filho varão, Miguel e seus anjos têm o direito de lançar o diabo e seus anjos fora, pois eles não têm mais lugar! Chegaram os substitutos deles.)

E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na terra, e os seus anjos foram precipitados com ele.

Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: Agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos (Satanás), o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite.

E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e por causa do testemunho que deram (a vida reta que viveram); e não amaram as suas vidas até a morte.” Apocalipse 12:1-11

(O filho varão são “eles”, ou seja, um conjunto de todos os filhos de Deus que através das épocas tem se submetido ao Senhor plenamente, e através dele ganha a batalha contra os principados e potestades. Eles fizeram isto não tendo pena deles mesmos, mas se entregando até a morte com confiança no seu Senhor!)
Amém!

Direitos autorais NÃO reservados, livre para compartilhar, imprimir, e distribuir em todas as formas.
Que Deus os abençoe!”

João

O Trabalho – Parte 2

Bem, um assunto tão amplo e significativo como esse me rendeu mais palavras do que previa rsrs… Além de ser realmente delicado por estar diretamente relacionado com uma parte do nosso ser que exerce uma poderosa demanda e suplica em nós: nossas preocupações com as nossas necessidades.

Na primeira postagem sobre o trabalho, procurei abordar o que considero como o mais essencial sobre o mesmo: a natureza do trabalho, propósitos e recompensa. Pensar em que Deus esta trabalhando, e então, nos estimular a segui-Lo e nos unir a Ele em Seu empreendimento. Mas há algo relacionado ao trabalho, que é de grande importância, que não cheguei a abordar e explicar e o estarei fazendo agora. Preferi criar outro post para que o primeiro não ficasse demasiadamente grande.

No post anterior enunciei a ideia de que alguns poderiam considerar como utópico e não prático, a ideia e caminho de se trabalhar única e exclusivamente para obter bens espirituais, e não os materiais. E, como disse, há outros que bem sei possuem embasamento bíblico para afirmarem que o trabalho para obter bens materiais é bíblico e honrado. Sei que sinceramente e honestamente o afirmam de boa consciência. Sim, estou certo de que é extremamente importante pensarmos sobre isso e irmos até o Senhor para conhecermos Seu coração nisso!

Primeiramente, é preciso deixar claro que sim! Não existe nenhuma proibição bíblica em um trabalho remunerado, para se ganhar dinheiro. Antes, vemos realmente Paulo exortando alguns irmãos de Tessalônica a procederem assim:

“Agora àqueles que são assim, ordenamos e exortamos no Senhor Jesus o Ungido, que trabalhem sem perturbar os outros, e consigam dinheiro para pagarem pela comida que comem.” (tradução livre da versão The Father´s Life)

2Ts 3:12

Mas, percebam que ao se entender o contexto em que Paulo deu tal ordem; veremos, que tal atitude foi exigida devido primeiramente ao comportamento de certos irmãos em Tessalônica, que na realidade não queriam trabalhar, os quais até mesmo estavam criando confusão e fofocas. O trabalho para se conseguir comida, suprimentos básicos, nos trás preciosos ensinos sobre o caráter de Deus sobre o qual falamos no primeiro post. Podemos perceber que mesmo para obtermos coisas materiais, mesmo as mais básicas como alimento e vestes, precisamos exercer trabalho e haverá uma labuta e uma fadiga! Somos então ensinados por tal realidade terrena que, caso queiramos obter algum lucro no mundo que há de vir; indubitavelmente o será com muito trabalho e “fadiga”. A segunda questão relacionada ao trabalho de remuneração terrena, essa um tanto mais nobre, é para testemunho dos que estão de fora.

Para aquelas pessoas que não conhecem as riquezas eternas, os homens e mulheres que dedicam suas vidas a elas, tais riquezas invisíveis, são desprezadas aos seus olhos, já que verdadeiramente não podem atribuir valor ao ganho que estão perseguindo. Repare bem! Isso esta intrinsecamente relacionado com as motivações reais de Paulo ter trabalhado para ser recompensado com dinheiro, secularmente, como dizemos (veja sua própria explicação em 1Co 9). O que movia seu coração era o profundo desejo de alcançar pessoas para as boas novas sobre Jesus e Seu reino. Mas como enviado que foi aos gentios – o que poderíamos considerar como os que não conhecem a Jesus em nossos dias – identificou-se com os gentios, e se humilhou, à maneira terrena dos gentios trabalharem, para alcançarem coisas terrenas; já que de fato, nada mais podiam enxergar. Como Jesus disse: “porque todas estas coisas os gentios procuram”. Portanto, de fato, seu trabalho/oficio com tendas, que lhe rendia um dinheiro/lucro; na realidade era com o proposito de ganhar pessoas para Deus, construir a verdadeira Tenda, com o fim de Lhe agradar, e acumular para si e seus irmãos: riquezas eternas!!

Tendo entendido esses dois justos motivos para se trabalhar por coisas desse mundo; os quais são; não o objetivo final, mas sim tutores, meios para se alcançar o verdadeiro. Finalizaremos então, o que confirmará o que tenho dito desde o inicio, que, tendo assim perseguido recursos a partir dos dois motivos anteriores; surge então um terceiro, que é pensarmos em como iremos então: Distribuir os dividendos? Investir os rendimentos?

Vai perceber pelos textos que irei colocar abaixo, que até mesmo nisso somos chamados, e temos verdadeiramente a possibilidade, de obtermos gloriosas virtudes de Seus tesouros eternos!!

Então Jesus disse ao que o tinha convidado: “Quando você der um banquete ou jantar, não convide seus amigos, irmãos ou parentes, nem seus vizinhos ricos; se o fizer, eles poderão também, por sua vez, convidá-lo, e assim você será recompensado. Mas, quando der um banquete, convide os pobres, os aleijados, os mancos, e os cegos. Feliz será você, porque estes não têm como retribuir. A sua recompensa virá na ressurreição dos justos”.

Lucas 14:12-14

Jesus olhou para ele e o amou. “Falta-lhe uma coisa”, disse ele. “Vá, venda tudo o que você possui e dê o dinheiro aos pobres, e você terá um tesouro no céu. Depois, venha e siga-me”. Diante disso ele ficou abatido e afastou-se triste, porque tinha muitas riquezas.

Marcos 10:21,22

Perceba como Jesus está ensinando que ao utilizarmos os recursos que temos em mãos, para abençoar com estes pessoas que não nos poderão recompensar com dinheiro; que a nossa recompensa será algo extremamente mais precioso, que nos será dada diretamente por Deus no que ele chamou de ressurreição dos justos. Veja também como na conhecida passagem sobre o jovem que possui muitas propriedades, bens, Jesus lhe disse como, se o tal jovem aplicasse corretamente seus recursos; nesse caso Jesus falou para doar TUDO; que isso lhe garantiria um tesouro no céu, certamente imensamente mais glorioso do que tudo quanto possuía neste mundo. A questão de Jesus ter dito TUDO está relacionado com a palavra “amou” da primeira frase o que ficará mais claro com os versos que iremos ver a frente. Infelizmente para o tal jovem; foi-se embora triste como muitos de nós muitas vezes…

O Rei responderá: Digo-lhes a verdade: o que vocês fizeram a algum dos meus menores irmãos, a mim o fizeram.

Mateus 25:40

Portanto, enquanto temos oportunidade, façamos o bem a todos, especialmente aos da família da fé.

Gálatas 6:10

Quem recebe um profeta, porque ele é profeta, receberá a recompensa de profeta, e quem recebe um justo, porque ele é justo, receberá a recompensa de justo. E se alguém der mesmo que seja apenas um copo de água fria a um destes pequeninos, porque ele é meu discípulo, eu lhes asseguro que não perderá a sua recompensa.

Mateus 10:41,42

Por isso, eu lhes digo: usem a riqueza deste mundo ímpio para ganhar amigos, de forma que, quando ela acabar, estes os recebam nas moradas eternas.

Lucas 16:9

Não que eu esteja procurando ofertas, mas o que pode ser creditado na conta de vocês.

Filipenses 4:17

Os versos acima demonstram que além dos nossos investimentos serem direcionados aos pobres, há um de ainda maior lucro. Refere-se ao investimento feito aos que são da fé, ou seja, nosso irmão (ou irmã) e também do próprio Senhor; dos quais nos parece haver um “plus” quando os abençoamos. Jesus ainda associa a recompensa à pessoa a qual abençoamos; se profeta, recompensa de profeta; se justo, recompensa de justo, etc. Veja como em Lucas 16 há um vislumbre sobre certos aspectos da recompensa: “recebam nas moradas eternas”. Mas não! Não são mansões celestiais cheias de guloseimas!! Na realidade se estudar a Palavra entenderá que as moradas eternas se referem aos nossos corpos ESPIRITUAIS que receberemos na ressurreição. Assim sendo, acredito que, os amigos que fizermos com tais riquezas do mundo ímpio, irão partilhar conosco da vida de Deus (que é devidamente as riquezas eternas a que nos referimos) dentro deles nos dias da eternidade. E, à semelhança de Paulo, os verdadeiros homens de Deus não estarão buscando ofertas, mas se alegrarão pelo fato de que por elas; Deus irá recompensar os ofertantes naquele Dia, conforme Sua fidelidade.

Jesus sentou-se em frente do lugar onde eram colocadas as contribuições, e observava a multidão colocando o dinheiro nas caixas de ofertas. Muitos ricos lançavam ali grandes quantias. Então, uma viúva pobre chegou-se e colocou duas pequeninas moedas de cobre, de muito pouco valor. Chamando a si os seus discípulos, Jesus declarou: “Afirmo-lhes que esta viúva pobre colocou na caixa de ofertas mais do que todos os outros. Todos deram do que lhes sobrava; mas ela, da sua pobreza, deu tudo o que possuía para viver”.

Marcos 12:41-44

Lembrem-se: aquele que semeia pouco, também colherá pouco, e aquele que semeia com fartura, também colherá fartamente.

2 Coríntios 9:6 (recomendável a leitura dos capítulos 8 e 9)

Para completarmos o entendimento sobre tais aplicações, é preciso entender a avaliação de Deus em relação às proporções. No interessante caso da viúva percebemos como que em Seus cálculos, os valores da aplicação não estão relacionados à quantidade absoluta, mas sim proporcionalmente ao quanto que cada um possui – patrimônio. Assim Jesus categoricamente afirmou: “mais do que todos os outros”; ainda que em valores absolutos tenha sido uma ‘mixaria’. Olhando então como Deus olha, percebemos então uma segunda lei em relação à administração dos Seus recursos (mesmo os terrenos) que por um momento coloca em nossas mãos a fim de nos provar; que a colheita da recompensa daquele Dia, será então diretamente proporcional a semeadura, não dos valores absolutos, mas à proporção do montante que temos.

Quero concluir irmãos com o desejo que cada um de nós creia em Deus! Pela sua vida, suas atitudes, demonstrará se crê, ou se as palavras Dele não são verdadeiras para você; o que seria o mesmo de chamá-lo de mentiroso. Não que haja qualquer capacidade em nós para crermos amados irmãos, pois é sim “impossível aos homens”! Mas se o buscarmos de todo o nosso coração e confiarmos totalmente em Sua bondade e fidelidade; Ele mesmo nos encherá de Seu poder santo a fim de passarmos pelo “fundo da agulha” e obtermos riquezas infindáveis e eternas junto do nosso amado Senhor!!

Quero lembra-lo, de que não teremos uma segunda chance, hoje é o dia da salvação, da decisão; e Ele te diz venha! Não tenha medo! Toda a terra é minha, diz o Senhor, e tudo quanto nela há! Sou Seu Pai e você é Meu filho!

Que Deus tenha misericórdia de nós!

No Ungido.

Paz.

O Que Você Vê?

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração. Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são! Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”.
Mateus 6:19-24 (recomendável ler até o verso 34)

Gostaria neste post de estar analisando mais especificamente os versículos 22 e 23, em negrito. Tenho visto e ouvido muito ensino que acredito não se encaixar exatamente ao que Jesus realmente estava querendo dizer neles; e certamente isso trás consigo uma deficiência a mensagem que Ele quer que apreendemos, produz prejuízo ao nosso entendimento e, consequentemente, à nossa vida com Ele.

Durante um tempo tive dificuldade para compreender o que Jesus estava querendo dizer, até que um dia tive um entendimento que acredito ser o mais justo ao ensino e à mente do Senhor. Acredito que o problema esteja em primeiro lugar em que os próprios tradutores das Escrituras, por não terem também tido um acurado entendimento sobre o assunto, fizeram sua tradução de um modo que não ajuda muito. Mas também é verdadeiro que Jesus ensinava usando palavras de Sua própria sabedoria que por si mesmas são divinamente poéticas, podendo ser desvendadas unicamente por Ele mesmo. Tendo boa consciência de que seu significado me foi revelado por Ele mesmo, irei transmitir conforme me foi dito…

Quando Jesus diz “se seus olhos forem bons”, a primeira ideia que temos em relação à palavra ‘bom’ é no sentido de bondade, e assim associamos que Jesus estivesse falando para termos olhos bondosos e tal. Mas ainda que sim, ele queira isso, não é esse o seu sentido mais “bruto”, “cru” e primeiro. Não! De fato acredito que o literal e imediato sentido o qual estava se referindo ao dizer bom é como significando “saudável” ou “que funciona bem”.

A segunda coisa que também precisa ser equalizada, ajustada, tendo também em mente o significado de bom no contexto é; da mesma forma, o entendimento que temos da ideia associada a corpo e luz nesse texto. Quando Ele diz “os olhos são a candeia do corpo”, ou “a luz do corpo”; o que literalmente Ele quer dizer é que através dos olhos é que todo o corpo enxerga; e por isso não está em trevas ou escuridão. Este modo de falar como foi traduzido nos parece um tanto estranho e de fato não usual aos nossos dias. Mas obtive ajuda para entender tal falar, com a linguagem do antigo testamento. Como por exemplo:

“E aconteceu que, como Isaque envelheceu, e os seus olhos se escureceram, de maneira que não podia ver…”
Gênesis 27:1a

Repare bem! É dito que os olhos de Isaque “escureceram”, não no sentido de que a cor dos olhos tornou-se escura ou preta; mas que devido à sua velhice a sua visão escureceu, ou seja, estava enxergando mal, com deficiência. Aplicando essa mesma percepção e linguagem as palavras de Jesus, juntamente com o significado de bom nelas, vou parafraseá-las abaixo, de modo a ajudar em sua compreensão:

“Os olhos são os que dão visão ao corpo. Se os teus olhos funcionarem bem, todo o seu corpo será bem guiado por sua visão. Mas se os seus olhos funcionarem mal então todo o seu corpo estará desnorteado. Portanto, se a visão que possuem por dentro for cega, quão grande cegueira será!”

Entendem! Vejam só como esse entendimento se aplica tão maravilhosamente bem ao ensino que Jesus estava dando!… Ele estava dizendo aos discípulos sobre dois tipos de riqueza: a terrena e a celestial. E os estava incentivando/ordenando a que acumulassem para eles próprios as riquezas celestiais. Mas a realidade é que tais riquezas são invisíveis aos nossos olhos naturais, e caso nossa vida seja dirigida/guiada por eles iremos buscar as riquezas que vemos, ou seja, as terrenas. Se, por outro lado, tivermos olhos espirituais e realmente estivermos enxergando as riquezas eternas que Deus tem pra nós, então, nossos olhos espirituais guiarão todo o nosso corpo, para que todo ele se empenhe e esteja corretamente direcionado para adquirir e acumular tais riquezas imarcescíveis. Desse modo, o que vemos é que nos será precioso, será nosso tesouro; e nosso coração, que está relacionado com o cerne e as fontes de nossa vida, será então cativado e impulsionado por isso.

Muitos dizem estarem buscando as coisas celestiais, mas na realidade, na pratica de suas vidas, nas obras de suas mãos, o caminho dos seus pés, são para ‘as coisas que se veem’. Para esses a palavra do Senhor é “quão grandes trevas serão”!

Desse modo ele estabelece apenas dois caminhos; ou iremos servir a um Senhor invisível com riquezas invisíveis, ou seremos servos de um senhor visível que possui riquezas visíveis! Realmente somente a graça e a misericórdia de Deus nos fará trabalhar e investir em um ganho que por hora, talvez não estejamos vendo. Mas à medida que por Sua grande bondade nos concede ver algo celestial; nossa convicção se torna tal, que as demais coisas quando comparadas com os verdadeiros bens; são então reputadas como “lixo”!

Que o nosso amado e precioso Senhor ilumine os olhos do seu coração, para compreender e já hoje experimentar as excelentes riquezas dos Seus tesouros eternos! Com o fim de que cada, até mesmo pequeno movimento, ou respiração de nossos corpos, seja para Ele e para a glória do Seu bendito reino!

 

Recomendo a leitura da postagem “O Trabalho”, diretamente relacionada com essa.

 

Na paz Dele.
Amém.

O Trabalho

Muito há o que falar sobre o trabalho, mas como de costume não irei buscar dissecar tal tema minuciosamente. Antes, estabelecendo alguma base para o mesmo, vou-me ater ao que julgo ser o objetivo mais importante.

Primeiramente é preciso dizer que não, o trabalho não é uma maldição! Como alguns tendem a lhe atribuir dizendo “com o suor do teu rosto comerás o teu pão”. Não! Realmente isso não é de fato ‘o trabalho’, mas sim o julgamento de Deus sobre o objeto – a terra – do trabalho do homem após este ter pecado.

Mas o verdadeiro trabalho é realmente muito antes disso! Em primeiro lugar, em relação ao homem, ainda antes dele ter comido do fruto proibido e recebido o julgamento citado acima; Deus deu a ele certas incumbências as quais por certo lhe exigiriam trabalho, como: dominar, subjugar, multiplicar, encher, cuidar, cultivar, etc. Ações que certamente seriam realizadas através de seu próprio trabalho. A diferença é que após o homem ter desobedecido a Deus e comido do fruto proibido, a terra foi amaldiçoada como parte do julgamento de Deus sobre o homem; o que traria diversos obstáculos e impedimentos à produção e trabalho do homem sobre ela, dificultando assim seus resultados. “Mas no principio não foi assim!” O homem teria muito mais ajuda do ‘meio’ nos resultados de sua própria ação para produzir; estado ao qual Deus deseja faze-lo voltar, HOJE MESMO!

Entretanto para realmente entendermos quando isso, ‘o trabalho’, começa, temos que voltar ainda antes…

Certa vez Jesus disse que: “meu Pai continua trabalhando até hoje, e eu também estou trabalhando”, em resposta aos fariseus em seu tempo que acreditavam que não se podia trabalhar aos sábados por causa da lei. Aqui percebemos que ‘o trabalho’ é um atributo próprio de Deus, tanto do Pai como, por consequência, do Filho também. Sim! Consiste no que Ele é; e não há como ser de outro modo. Ainda que Deus não possa ter algo a mais, acrescentado a si, nem ser mais rico do que já é; parece-me que Ele quis que suas infindáveis riquezas se tornassem realidade neste mundo conforme uma economia/administração Sua, na qual Ele dispensaria Suas riquezas ao longo do tempo. Creio que isso explicaria o motivo pelo qual Deus estaria então trabalhando. Ele estaria aplicando Seus “esforços” a fim de fazer o “download” de Suas riquezas eternas a este mundo que Ele criou; sendo o próprio também um produto delas. Está semeando Sua palavra dentro dos corações e, ainda que haja muitos espinhos e abrolhos, Ele perseverantemente está trabalhando para obter aquilo que deseja o Seu coração.

Bom, isto nos conduziria a que Deus tem aplicado Seus esforços, o que Seu coração deseja alcançar e produzir; mas não iremos por esse caminho aqui. Isso é apenas para que possamos compreender que ‘o trabalho’, como disse, não é uma maldição; mas sim um fruto de Deus, derivado Dele, e verdadeiramente é uma dádiva e um privilégio à qual somos chamados a participar juntamente com o Seu autor.

Em toda a Escritura, o que também será confirmado em nossa própria experiência, o trabalho é estabelecido como o único “agente” para se obter/produzir riqueza (de todos os tipos), lucro, bens, etc. Em Provérbios por exemplo isso é explicitamente dito como pode constatar nesse link: https://www.bibliaonline.com.br/acf+nvi/busca?f=book%3A20&q=trabalho

Ou seja, nossa abundancia será diretamente proporcional a toda força e poder de trabalho empregado com fim de produzir bens a nós mesmos; de qualquer natureza realmente, tendo a nós mesmos como fonte/agente ou qualquer outra(o).

Tendo estabelecido essa verdade sobre o trabalho queria agora pensar juntamente com os irmãos sobre qual a mentalidade e pratica que devemos ter em relação a isso.

Primeiramente ouço muitos irmãos afirmarem que devemos trabalhar a fim de obtermos nosso próprio sustento, pagar nossas contas, etc, ou senão até mesmo para sermos ricos. Sim! Não me refiro a ímpios, mas a irmãos de fato. Em relação à ideia de sermos ricos acredito que a bíblia seja muito clara sobre tal assunto, em sua reprovação e perigo: 1 Tm 6:3-12. Quanto aos demais acredito que grande parte simplesmente tenha suas mentes conformadas a este mundo e tal como ele, pensam. Chegam até mesmo a citar “com o suor do teu rosto comerás o teu pão” com a credencial de um mandamento divino! Já outros; creio que sinceramente o digam de boa consciência, como que querendo cumprir a Palavra (Ex: 2Ts 3:8-12).

Mas vamos meditar juntos sobre o que realmente Deus diz em Sua palavra.

Antes de tudo quero dizer que tenho tomado um principio, que acredito ser muito importante para o devido entendimento da palavra de Deus. Que é; principalmente em relação ao novo testamento, que todas as cartas, e tudo quanto àqueles que foram enviados (apóstolos) falaram, deve ser submetido e entendido à luz daquilo que nosso próprio Senhor Jesus ensinou. Assim sendo, veja a clareza com a qual Jesus refuta tais usuais conceitos sobre o proposito do trabalho:

“Não trabalhem pela comida que se estraga, mas pela comida que permanece para a vida eterna, a qual o Filho do homem lhes dará. Deus, o Pai, nele colocou o seu selo de aprovação”.

João 6:27

Percebam como Jesus está claramente nos dizendo que nosso trabalho, esforço, labuta, empreendimento, investimento, deve ser não ao nosso “pão”, sustento ou contas; mas que devemos empreender tudo o que somos em alcançar algo de valor muito mais elevado: a vida eterna! Ou seja, a vida propriamente de Deus!

Em outro lugar ele ensinou assim:

“Não acumulem para vocês tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem destroem, e onde os ladrões arrombam e furtam. Mas acumulem para vocês tesouros no céu, onde a traça e a ferrugem não destroem, e onde os ladrões não arrombam nem furtam. Pois onde estiver o seu tesouro, aí também estará o seu coração. Os olhos são a candeia do corpo. Se os seus olhos forem bons, todo o seu corpo será cheio de luz. Mas se os seus olhos forem maus, todo o seu corpo será cheio de trevas. Portanto, se a luz que está dentro de você são trevas, que tremendas trevas são! Ninguém pode servir a dois senhores; pois odiará a um e amará o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Vocês não podem servir a Deus e ao Dinheiro”.

Mateus 6:19-24 (seriam interessante lerem até o verso 34)

Observem como novamente Ele nos esta ensinando a buscarmos e estocarmos riquezas eternas e indestrutíveis, as quais, como vimos no outro texto, obteremos das Suas mãos. E, ao mesmo tempo demonstrando quão efêmero e frágil são as riquezas terrenas. O que para mim trás uma conclusão mais do que obvia sobre em qual delas devemos investir! Mas há um problema… As riquezas celestiais são invisíveis, e para muitos parece como “dar um tiro no escuro”!

Aqui, antes de continuarmos, gostaria de recomendar; o que será de grande ajuda no nosso entendimento; a leitura do post “O Que Você Vê”.

Desse modo, para muitos, uma pessoa que se dedique somente para a obtenção de bens espirituais, possa parecer como quem está fora da realidade, em uma utopia, enganado; e muitos outros dirão que é uma questão de interpretação, e que estou “viajando”. Caso conheça bem a palavra, as escrituras; estou certo de que muitos versos podem vir à sua mente para justificar como propósito ao trabalho obter coisas deste mundo, nosso sustento. O que quero considerar mais a frente…

Caso julgue utópico terá também, acredito eu, que considerar a existência de Deus também utópica; ou pelo menos utópico que Jesus tenha pronunciado palavras da boca do próprio Deus! Caso tenha lido os versos 25 a 34 do capítulo 6 de Mateus, terá percebido que “aquelas coisas”, comida e roupa – que acredito representarem a síntese de nossas necessidades – faladas no texto, são coisas das quais não nos compete buscar, mas que o Pai as trará a nós. Sim, se não nos tornarmos como “débeis” criancinhas; de MANEIRA NENHUMA entraremos em Seu reino!! E quanto temor e tremor devemos urgir ter, a fim de não sermos pedras de tropeço a elas…

Na realidade é magnifico que seja assim! Deus nos criou de tal modo limitado, que podemos nos ocupar apenas com uma só coisa por vez. Assim, ele nos tem liberado de todas as demais ocupações com o fim de estarmos plenamente livres para nos ocupar e trabalhar em Seu reino! Este é o proposito para o qual Ele nos criou: trazer Seu reino! E por isso mesmo, o Deus Todo-Poderoso nos tem dito para descansarmos de todos os outros afazeres, e nos concentrarmos com tudo o que temos e somos nisso! Confiando totalmente em Sua mais que eficiência; para lidar com o resto.

Sua bondade e amor para conosco é de tal forma que é Seu desejo dar a nós, do melhor de tudo quanto possuí. Toda a terra e tudo o que nela há pertence a Ele, mas verdadeiramente Ele também possuí uma “terra” a qual é muito melhor. E a tem disponibilizado a nós: Sua própria natureza santa, amorosa, bondosa, gloriosa, na plena medida de tudo quanto nos é possível “beber”, absorver!

Mas é verdade que aquilo pelo que trabalharmos isso mesmo é o que teremos. Deus em Seu caráter nos fez livres para obtermos qualquer coisa que queiramos, e em Sua justiça nos dá exatamente aquilo pelo que temos trabalhado para obter. Portanto, se trabalharmos para obtermos coisas deste mundo, então essa será devidamente nossa recompensa! E quão triste ela será. Mt 6:1-6

Meus amados irmãos! A suma de tudo o que estou dizendo aqui é: Que se empreendermos e trabalharmos com o fim de construirmos o reino de Deus; essa mesma construção sobre a qual estivermos gastando nosso tempo e esforços para construir, dela mesma participaremos. Todas as riquezas celestiais cujas quais o Pai fizer descer a este mundo por nosso intermédio, serão nossas! Não somente por um tempo, como 10, 20, 30, 40, 50, 60, 70, 80 anos, etc, mas por toda a eternidade sem fim!!!

Como nossos olhos precisam ser abertos para contemplarmos tão imensa riqueza grandiosa e gloriosa!!! Que nosso amado Pai nos guarde da loucura de Esaú! Assim como grande é a recompensa, indescritível também será o choro e o ranger de dentes!

Não mais te delongues… Apronta-te para a obra! Arregaça as tuas mangas e vem! Já o gozo da Sua presença tem sido saboreado pelos Seus servos, e Ele conclama a todos que venham! Ao Seu canteiro, no qual há uma deliciosa mesa posta, e que irá resultar no verdadeiro Paraíso para se habitar!

Continua em “O Trabalho – Parte 2”…

Jesus o Ungido seja com o seu espírito. Amém.

E Partiam o Pão de Casa em Casa…

Há algum tempo tenho pensado sobre a “Ceia do Senhor” e gostaria de estar compartilhando com os irmãos seu significado e prática.

Se você não está bem familiarizado com os textos da Escritura que abordam esse assunto, aqui seguem os principais para que possa meditar perante o Senhor e receber também diretamente deles, pois não irei citar e/ou transcrever todos:
Última Ceia: Mt 26:17-30; Mc 14:12-26; Lc 22:7-20
Pascoa Judaica: Ex 12
Pratica dos Discípulos: At 2:42-47; At 20:7-11
Ensino de Paulo: 1Co 10:14-22; 11:17-34

Em primeiro lugar seria interessante simplesmente analisarmos os fatos:

O Senhor Jesus, em sua ultima páscoa antes de ser crucificado, pediu aos discípulos para a prepararem; o que eles assim fizeram; certamente ao modo tradicional, como qualquer judeu da época faria. Ainda que o próprio Jesus fosse de fato a própria páscoa Ele participava normalmente da páscoa, como das festas judaicas em geral; sem grande problema, até por que, a realidade de todas elas só estavam vindo à luz com Ele mesmo. Ele mesmo e Sua obra é que são a realidade de todas elas; por isso acredito que Ele bem sabia que não podiam suportar essa “ruptura” com toda a antiga revelação de uma só vez e o fez ao modo como todo judeu fazia realmente. Mas, enquanto comiam fez algo diferente:

“Enquanto comiam, Jesus tomou o pão, deu graças, partiu-o, e o deu aos seus discípulos, dizendo: “Tomem e comam; isto é o meu corpo”. Em seguida tomou o cálice, deu graças e o ofereceu aos discípulos, dizendo: “Bebam dele todos vocês. Pois este é o meu sangue, o sangue da nova aliança, que é derramado por muitos, resultando em libertação dos seus pecados (esse verso 28 em itálico foi traduzido de forma livre da versão em inglês The Father´s Life). Eu lhes digo que, de agora em diante, não beberei deste fruto da videira até aquele dia em que beberei o vinho novo com vocês no Reino de meu Pai”.
Mateus 26:26-29

Como, creio eu, a maioria dos leitores sabem; muitos tem transformado tal atitude de nosso Senhor em um rito sagrado, sacramento. Parece-me que a vontade humana de sacramentar tal “memorização” foi tal, que inventaram, por na realidade não conhecerem ‘o poder de Deus nem as Escrituras’, o que é então conhecido como a transubstanciação dos elementos. Ou seja; interpretaram a afirmação de Jesus de “este é o meu corpo” e “este é o meu sangue” de modo material e carnal. Como vamos ver logo à frente esta era realmente a interpretação dada, às palavras de Jesus, por homens carnais do Seu tempo. E infelizmente tem sido assim até hoje.

Há um capítulo na bíblia de grande importância para solucionarmos esse problema que é o capítulo 6 do evangelho de João. Caso não esteja familiarizado com esse capítulo, recomendo ler com atenção e o coração aberto para Deus poder falar profundamente contigo, sobre Sua real vontade em tudo isso que temos considerado (é necessário lê-lo por completo).

Acredito que tal capítulo deixa claro que o corpo/carne e sangue que Jesus nos está oferecendo é a realidade de quem Ele é essencialmente. Pela nossa fé Nele e em Suas palavras, nos alimentamos Dele e recebemos da Sua Vida que também é a Vida do Pai; a qual é, em substancia, espiritual e não carnal/material. Dessa forma, a ideia humana de buscar sacramentar o rito/cerimonia da Ceia com a transubstanciação na realidade é o inverso do que nosso Senhor tem dito; e o inverso da Sua vontade. Mas como está escrito que, “o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus”; como foi no passado, também é agora; não podem compreender o ensino de Jesus.

Bem, talvez você esteja pensando: “É, realmente essa ideia da transubstanciação não tem nada há ver; eu sempre compreendi isso muito bem não tenho crido dessa forma…” Sim, graças a Deus Ele não tem deixado Seu povo na escuridão, mas tem feito as reformas e lançado Sua luz sobre nós, a qual precisamos para nos voltarmos à simplicidade Dele; mas ainda assim, meu irmão, sinto da parte Dele que precisamos continuar a andar com Ele e a avançarmos no entendimento e prática desse assunto. Mesmo que já uma grande parte do Seu povo tem deixado para trás a imatura e errada ideia da transubstanciação, ainda assim continuamos a fazer da realidade de nos alimentarmos de Jesus à forma e maneira de um rito, cerimonia, celebração, ou qualquer outro nome que se queira dar, “sagrado”. De fato sinto que a formalidade e a aparente santificação de tal liturgia tem antes atrapalhado e desviado os santos da verdadeira comunhão que Deus deseja.

Se analisarmos os textos da palavra sobre o assunto, veremos que de fato os discípulos do primeiro século jamais se reuniam com o propósito de praticarem um rito, ou mesmo um memorial centralizado sobre os elementos materiais da Ceia em foco. Na realidade sempre que estavam por assim dizer “partindo o pão” não consistia em uma cerimonia religiosa, mas sim de um banquete, um jantar, um almoço, e nunca de uma forma; diria até quase idólatra sobre os elementos. Tenho chegado a pensar que de fato a expressão “partir o pão” fosse algo como o “tomar café” do nosso tempo, significando uma mesa posta, com comida nela! rsrs, em que os irmãos participariam juntos do mesmo alimento para o corpo físico de fato. Isso porque eles não foram instruídos e ensinados por alguém carnal, mas os ensinamentos de Jesus e Seu estilo de vida estavam frescos em seus dias, onde cada coisa era colocada em seu devido lugar! A comida para o corpo permanecia como algo “que perece”, e que ainda que precisemos dela (por isso também que estão presentes rs) por agora e sejamos gratos, são temporais e por isso não eternas, e não possuindo a natureza de Deus em si mesmas. Mas a comida que, como Ele disse, “é verdadeiramente comida”; tem a vida eterna de Deus nela, e é “espírito e vida”!

Sei que para muitos que tem colocado tal cerimonia em uma posição “sacra” poderão pensar que isso é uma espécie de sacrilégio, e que estaria por assim dizer roubando, tirando a honra e santidade de algo sagrado. Mas a verdade é que isso tem sido algo sobre o que tenho meditado diante do Senhor já alguns anos, e cujos frutos de benção e de verdadeira nutrição são irrefutáveis para mim. Não estou querendo dizer que tais reuniões sejam em si mesmas pecaminosas ou algo assim, ou que não deveríamos participar delas como se fossem algo ruim. Acredito que assim como nosso Senhor participava das cerimonias, do Seu tempo, estabelecidas pela lei, mesmo que soubesse que iriam passar e que Ele mesmo era a realidade de todas elas, acredito que possamos sim participar com nossos irmãos de tais cerimonias; com o devido discernimento. “Mas está escrito para partirmos o pão e tomarmos do cálice até que venha!” Alguém poderia argumentar?! “Sim!! Vamos realmente comermos do Pão e bebermos do Sangue até aquele dia!! Em que então o beberemos novo com o Amado no Reino do Seu Pai!!” Eu responderia. Percebe? O rito não cumpre o Seu mandamento, ou agrada Seu coração; é a Vida que cumpre Seus mandamentos e satisfaz Seu coração. Creio que é tempo de nos voltarmos à Sua simplicidade, nos despindo de todo formalismo externo e oco, e nos enchendo de Sua Vida, compartilhando com os membros do corpo de modo que todo ele seja plenamente nutrido e aperfeiçoado!

Entendo que não seja proibido fazer uma cerimonia tal, mas realmente acredito que está muito aquém do que nosso Senhor tinha em mente: visitarmo-nos uns aos outros para comermos juntos, de casa em casa, tendo comunhão no Espírito, sendo alegres e singelos de coração. Peço a Deus que cada um de nós vá realmente a Ele e possa sentir o pulsar de Seu coração, os gemidos do Seu Espírito com o fim de desfrutarmos de verdadeira comunhão, na pureza e simplicidade de Cristo.

 

A paz Dele seja com todos! 🙂

Os Primeiros Pregadores

Vamos ler juntos esse texto de Romanos:

“No entanto, nem todos os israelitas aceitaram as boas novas. Pois Isaías diz: “Senhor, quem creu em nossa mensagem?” Então a fé vem pelo ouvir, e em ouvir a palavra que é falada por Deus (tradução livre desse verso 17, em itálico, da versão em inglês The Father´s Life). Mas eu pergunto: Eles não a ouviram? Claro que sim: “A sua voz ressoou por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo”.”
Romanos 10:16-18

Reparemos que o assunto sobre o qual Paulo está tratando aqui são as boas novas, o evangelho. E veja que no versículo 18 ele faz uma citação do antigo testamento querendo dizer que as boas novas, o evangelho, tivesse já sido anunciado em todo o mundo; e que por esse motivo não haveria desculpas para Israel; e ainda poderia dizer por inferência, o mundo inteiro.

Creio que muitos de nós, nos iriamos questionar sobre como seria possível que ao tempo em que Paulo está escrevendo essa sua carta, aos irmãos de Romanos, escrita por volta do ano 55-58 d.c., o evangelho poderia ter alcançado todo o mundo? Se bem sabemos que foi o próprio Paulo quem foi o principal porta voz das boas novas para os povos mais longes de Jerusalém de sua época; e que ainda não havia completado a carreira; e que mesmo após a ter completado muito ainda havia de se alcançar?

Durante um tempo não conseguia conciliar plenamente a minha lógica do paragrafo acima com a fala de Paulo. Mas esperando em Deus e em Sua promessa de que o Espírito Santo nos ensinaria tudo; após conhecer de forma mais profunda os caminhos de Deus e esse próprio texto de Romanos acredito que tenho recebido luz, revelação, para compreender a verdade ali contida.

Primeiramente ao olharmos para o contexto desse verso 18 no antigo testamento, o salmo 19, algo muito interessante “surge”:

“Os céus declaram a glória de Deus; o firmamento proclama a obra das suas mãos. Um dia fala disso a outro dia; uma noite o revela a outra noite. Sem discurso nem palavras, não se ouve a sua voz. Mas a sua voz ressoa por toda a terra, e as suas palavras, até os confins do mundo. Nos céus ele armou uma tenda para o sol, que é como um noivo que sai de seu aposento, e se lança em sua carreira com a alegria de um herói.”
Salmos 19:1-5

Que interessante! Quando olhamos para o contexto, vemos que Paulo citou um texto em que aquele anúncio global do evangelho, tinha como fonte, enunciador, vamos assim dizer: os céus, o firmamento, os dias, as noites e o sol. Ou seja, para argumentar que os israelitas já haviam ouvido as boas novas ele “apelou” para um texto da Escritura que descreve a criação de um modo geral “falando”, testemunhando e anunciando a glória e a obra do Criador. Paulo usa esse argumento como forma de colocar os israelitas em uma posição inexcusável quanto à sua rejeição ao evangelho sobre a morte e ressurreição de Jesus, etc, querendo dizer que esse mesmo evangelho já havia sido anunciado, pregado, a eles pelos céus, firmamento, dias, noites, etc. E no que se refere aos israelitas muitas mais formas e maneiras de testemunho Deus havia dado, através de toda a Escritura amplamente conhecida por eles e ainda muitos outros certamente. O que Paulo também toma por “aliado” em seus argumentos ao citar a fala de Isaías em nosso texto inicial.

Ou seja, os primeiros “apóstolos” que Deus enviou a pregar as boas novas do Seu amor foram os céus, dias, noites, o sol, chuva, etc. Mas graças a Ele não somente esses agentes obtiveram tal privilégio; mas certamente Sua obra prima, o homem e a mulher, também foram convocados para o trabalho. Veja, se alguém dá ouvidos à mensagem falada pelos céus, também irá ouvir a mensagem de Paulo. Entende? Já que os céus testemunham que a mensagem de Paulo é verdadeira. Como? Você talvez me pergunte… Vou tentar explicar isso usando o exemplo da fala de Jesus sobre o grão de trigo. Ele diz que se o grão de trigo não morrer fica só, mas se ele morrer produz muito fruto, e sabemos que ele correlacionou esse fato com a Sua morte. Ou seja, o grão de trigo em sua própria natureza, escrita por Deus em seu DNA, dá testemunho a respeito de uma realidade muito acima dele mesmo, que esta relacionada com a própria natureza de Deus, de entregar Seu próprio Filho à morte, a fim de que obtivesse como fruto dela muitos outros filhos! Percebe? Assim, se você clamar a Deus por sabedoria, e por olhos realmente espirituais, Deus irá falar contigo do Seu próprio amor e propósito através de toda a realidade à sua volta, já que esse é propriamente o propósito de Ele ter feito todas as coisas, para expressar toda a riqueza do Seu ser.

Assim então, a conclusão a que tenho chegado é que: o EVANGELHO DE DEUS tem sido devidamente anunciado desde o inicio dos tempos por tudo quanto há! Gloriosamente toda a criação está proclamando de modo maravilhosamente assombroso: ELE!! A fala poética, e devidamente realística do salmo 19 é tão bela! E de fato, se alguém, de algum modo já se manteve a contemplar por algumas horas a beleza e harmonia deste mundo, saberá ser especificamente verdadeiro a descrição e a perspicácia do salmista. Quanto à sua mensagem sobre o sol e sua carreira; é, em suas profundezas, delicias perpétuas!

Voltando à questão do evangelho como comumente nos referimos a ele; a morte e ressurreição de Jesus com o que está no seu entorno, entendo que o Espírito Santo nos dá a entender, que de fato Ele já tem preparado o terreno, os campos já tem sido semeados com uma poderosa mensagem; Ele tem falado pelos céus, firmamento, dias, noites, sol, leão, abelha, hortelã, etc, e também pelos profetas, mestres e outros. Se alguém tem então ouvido as palavras faladas por Deus em todo esse escopo, então; todas estas fontes, juntamente apontarão para a cruz; para o Filho Amado de Deus!

Ele é a imagem do Deus invisível! Tudo quanto Deus tem para falar/dar é Ele!! E tudo quanto foi um dia projetado em Sua gloriosa mente tinha o design de falar Ele! Todas as coisas do universo estão dizendo que Deus é Amor; e que não há outra maneira Dele se comunicar/relacionar conosco a não ser única e exclusivamente Amando! Sim! Mesmo os seres que o odeiam, ainda assim estão expressando toda Sua paciência e longanimidade com eles, em Amor, aguardando que se arrependam! E mesmo nisto: Sim! Quando Ele eliminar de Sua preciosa criação todo o mal que a “polui”; dando a plena liberdade gloriosa de Sua santa amada! Sim! É o triunfo de Seu finalmente Amor!

Certamente que não estou aqui retirando até a ultima gota dessa revelação, até porque creio ser impossível fazê-lo; mas estou abrindo uma porta e te dizendo vá! Rsrs. Esta é uma longa viagem a ser feita com Deus e de fato é saborosa do início ao fim! 🙂

Jesus o Ungido, te abençoe.
Paz!