O Sacerdote

Vamos primeiramente tomar o conceito bíblico sobre sacerdote: “Todo sumo sacerdote é constituído para apresentar ofertas e sacrifícios…” Hb 8:3.

Apesar do verso acima se referir ao sumo sacerdote, penso ser o conceito mais diretamente simples das escrituras sobre o oficio dos sacerdotes. Apresentar ofertas e sacrifícios (de animais na antiga aliança, mas a nós mesmos na nova. Rm 12:1) a Deus.

Outro conceito sobre o oficio dos sacerdotes está em Malaquias 2:8 “Porque os lábios do sacerdote devem guardar o conhecimento, e da sua boca devem os homens buscar a lei porque ele é o mensageiro do Senhor dos Exércitos.” De modo q o primeiro é o oficio de baixo (do homem) para cima (para Deus), já o segundo é de cima para baixo.

Agora vamos olhar a história sobre os sacerdotes:

Muitos acham q o sacerdote é uma instituição da lei de Moisés, mas ainda q Moisés tenha estabelecido sacerdotes pela lei, não foram os primeiros da história. De fato o primeiro sacerdote registrado pelas escrituras é o famoso Melquisedeque, do qual não irei falar nesse post apesar da sua importância. A bíblia conta ainda de sacerdotes egípcios, q obviamente exerciam o sacerdócio diante dos deuses dos egípcios, e outros. E mesmo se pensarmos no oficio do sacerdote podemos ver q tanto Caim como Abel fizeram pelo menos a primeira parte, ainda q não fossem chamados como tal.

A questão peculiar sobre o sacerdócio por Moisés é q ainda antes q houvesse a lei escrita, Deus ordenou Moisés dizer ao povo: “Agora, se me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança, vocês serão o meu tesouro pessoal dentre todas as nações. Embora toda a terra seja minha, vocês serão para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa.” Ex 19:5-6a. Aqui vemos o propósito de Deus desde o início de estabelecer Seu reino sobre este mundo. Para isso Deus estava trabalhando para obter não somente indivíduos como sacerdotes, mas ampliando para uma nação inteira. O desejo do Seu coração verdadeiramente foi q todos os hebreus, israelitas, exercessem o oficio de sacerdote diante dEle. Mas infelizmente não foi o q aconteceu; devidamente pq Deus estabeleceu uma condição “…SE me obedecerem fielmente e guardarem a minha aliança…” Esse é o caminho para o oficio do sacerdócio, mas muitos tropeçaram. Sabemos q de toda a nação, de milhares de famílias, uma única, a de Arão, foi separada e permitida de exercer o sacerdócio na presença e na casa de Deus.

Ainda q no antigo testamento, possa não parecer claramente q a vontade de Deus seja que todo o povo ministre/sirva como sacerdotes diante dEle, no novo testamento, pela nova aliança q nos foi concedida em Jesus é claro. Por um lado a questão do sacerdócio como lei foi abolida, mas por outro lado a realidade e o significado espiritual do mesmo permanecem. Nos é dito nos evangelhos, q quando Jesus foi crucificado e entregou o seu espírito, o véu do templo rasgou-se de alto a baixo. O autor de Hebreus interpreta o q seria a realidade disso: “Tendo, pois, irmãos, ousadia para entrar no santuário, pelo sangue de Jesus, pelo novo e vivo caminho que ele nos consagrou, pelo véu, isto é, pela sua carne…” Hb 10:19-20. De maneira q o rasgar do véu mostra q o acesso a presença de Deus no santuário, q é a casa de Deus, q segundo a lei era restrito aos sacerdotes, agora esta liberado para qualquer um dos crentes em Cristo(o Ungido) Jesus. Qualquer um q tenha fé em Jesus é apto então para se achegar ao verdadeiro santuário do céu, o qual o da terra, segundo a lei, era figura. O verdadeiro santuário é o corpo do Ungido, o “lugar” onde Deus verdadeiramente habita. Isso é maravilhoso! O acesso a presença do ser mais sublime, santo e perfeito tem sido concedido a homens simples, pequenos e perdidos por causa da obra da redenção.

Apesar disso parece haver em nossos dias uma “classe” especial a qual muitos chamam de sacerdotes ou dizem ser vocacionados ao sacerdócio. São chamados de pastores(as), bispos(as), padres(=pais), reverendos, mestres, apóstolos, lideres, etc, (ainda q mesmo tais nomeações sejam proibidas por Jesus Mt 23:7-12) diferenciando-se assim dos demais irmãos e negando ou no mínimo obscurecendo a graça q Jesus conquistou a todos os crentes, de serem um reino de sacerdotes diante dEle.

Apesar de toda a maravilhosa graça de Deus, ainda permanece a condição da fé para entrar em Sua presença. É preciso crer q o Filho de Deus comprou a nós o acesso a presença do Pai. E assim, como está escrito: “…aproximemo-nos de Deus com um coração sincero e com plena certeza de fé, tendo os corações purificados de uma consciência má e tendo os nossos corpos lavados com água pura (nota: palavra inspirada pelo Espírito Santo). Retenhamos firmes a confissão da nossa esperança; porque fiel é o que prometeu.” Hb 10:22-23. Dessa forma, é verdadeiro q ainda q o acesso esteja liberado a todos, nem todos estão usufruindo dessa incomensurável graça. Precisamos entender q tamanha graça carrega consigo grande responsabilidade e por isso um terrível juízo com os q são negligentes diante dela (ler o capítulo 10 de Hebreus por inteiro para compreender os juízos envolvidos relativos a negligência à graça oferecida).

Ninguém pode exercer o seu sacerdócio em seu lugar, essa é uma responsabilidade inteiramente sua; e cada um responderá individualmente por seu trabalho diante de Cristo. Não permita q ninguém se interponha entre vc e Deus, de fato Ele é acessível a todos homens por meio de Seu Filho. Verdadeiramente Ele disse q habita com o “contrito e humilde de espírito”, essa é verdadeiramente a Sua casa, aos menores do rebanho Ele certamente exaltará! Não almeje posições carnais e humanas, não permita aos homens colocá-lo em qualquer “lugar” q o diferencie dentre os irmãos. Estou certo de q o Senhor odeia tais ‘obras’. Que Deus nos conceda Sua graça; como estou certo de q o fará; para não sermos achados negligentes diante dela e amemos mais a Sua glória do q a dos homens.

No amor de Jesus, o Ungido do Pai.

Um servo Dele.

 

 

 

Suco ou Refrigerante?

Havia em uma cidade dois homens; um decidiu abrir uma pequena loja para fazer sucos naturais batidos na hora, já o outro foi trabalhar em uma grande multinacional de refrigerantes em um cargo administrativo com possibilidades de fazer carreira e ganhar um bom salário.

Passados alguns anos o homem que abriu a loja de sucos, mantinha-se em sua loja quase imutável, ainda que buscou desenvolver sucos que fossem cada vez mais saudáveis e nutritivos. Sua preocupação era oferecer algo de qualidade ainda que para isso fosse preciso escolher os melhores frutos e não dilui-los, pois em sua consciência dizia: “Como poderia oferecer algo que não fosse realmente bom ao meu cliente? Que não lhe trouxesse real beneficio?” Já o homem que foi trabalhar na empresa de refrigerantes, conseguiu demonstrar grande competência e estava assumindo um cargo de direção daquela empresa. E este, dizia consigo: “Obrigado Deus por me colocar em uma posição tão importante nesta empresa, pela qual tenho podido ajudar tantas pessoas aqui dentro.”

Naquele tempo uma emissora da cidade decidiu fazer um programa sobre empreendedorismo com bebidas na cidade. Tanto o homem da loja de sucos como o executivo foram chamados para participar. E ambos aceitaram o convite.

No dia do programa cada um dos convidados foram apresentados, suas histórias e trajetórias contadas.

Depois a apresentadora do programa começou a fazer perguntas aos convidados…

Primeiramente perguntou ao da loja de sucos dizendo: “Percebo que passados tantos anos o senhor parece não ter desenvolvido seu negócio contentando-se apenas com uma loja. Por quê?” Ao que ele respondeu: “Quando comecei com o negócio de fazer sucos, não pensei em crescer e ficar ‘grande’. Me concentrei em produzir sucos cada vez melhores e que trouxessem o maior beneficio possível à pessoa que o consumisse.” Então a apresentadora disse: “Mas por que não poderia ter aberto mais lojas? Assim estaria oferecendo seus sucos de excelente qualidade para mais pessoas e também traria tal beneficio a um maior número.” Ao que respondeu: “Sempre tive um ou dois funcionários trabalhando comigo, e quando eles tinham aprendido as técnicas que desenvolvi na produção de sucos eu os ajudava a abrirem suas próprias lojas.” A apresentadora perguntou: “O senhor quer dizer q os ajudou financeiramente? Se sim, o senhor então tem parte em tais lojas. Certo?” Ao que respondeu: “Não. Os ajudei financiando suas lojas em 90 a 95% mas não tenho parte nelas.” A apresentadora um tanto impressionada comentou: “Nossa! Mas isso é realmente bem impressionante e difícil de acreditar! Por que o senhor faria uma coisa dessas…?”

Depois disso a apresentadora dirigiu suas próximas perguntas para o executivo da empresa de refrigerantes dizendo: “Como é trabalhar em uma empresa de tal magnitude? Quantos funcionários trabalham lá? E qual tem sido sua função?” Ele disse: “É uma empresa de grande respeito no mercado e temos conseguido sermos competitivos e ganhar novos nichos com os produtos que temos desenvolvido. A história da empresa é singular e seu aspecto pioneiro não se restringe somente ao setor de bebidas mas ao de marketing também. A quantidade de funcionários da companhia em todo o mundo é próximo de 130 mil. Mas aqui em nossa cidade estamos com um quadro de 200 funcionários, e acreditamos podermos chegar a 250 no próximo ano. Minha função na empresa tem sido otimizar a inter-relação entre os setores da empresa a nível local.” A apresentadora então perguntou: “O que você acha do argumento do nosso outro convidado sobre os benefícios em nutrição dos seus sucos? Creio concordar que não podemos dizer o mesmo sobre os refrigerantes…” Ao que ele respondeu: “Com certeza acredito ser um beneficio ínfimo em comparação com todo o alcance global que os serviços prestados pela empresa a sociedade tem gerado. Gostaria de citar dois como exemplos: 1º o beneficio direto a 130 mil famílias. 2º a empresa possuí grandes projetos de ação social pelo mundo, através dos quais tem trago beneficio a milhares de pessoas em todo o mundo. A grande questão que precisa ser compreendida é que a empresa foi fundada sobre uma visão global, seu marketing incluí em si um estilo de vida, que vai além da bebida. Esse conceito atraiu desde o inicio o capital para a empresa. Isso tem propiciado todo o potencial de alcance global; de se levar não somente uma bebida às pessoas mas também um estilo de vida, através de um marketing conceitual revolucionário.”

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Amados irmãos e irmãs em Jesus nosso Senhor. O que vamos escolher? Produzir suco ou refrigerante?

Essa é uma reflexão a qual o Senhor tem me levado a pensar ao longo de alguns anos. Não exatamente sucos e refrigerantes; mas o modo de “produzirmos” a mensagem do evangelho de Deus. O que escrevi acima é o que chamaria de uma espécie de “parábola moderna”. Ainda que falte nela a conclusão, vou buscar fazê-la a partir daqui…

Vejo muitos ‘servos’ de Deus, mesmo que sinceramente buscando empreender o reino de Deus com métodos corporativos/empresariais. É verdade que alguns são absurdamente mundanos nesse aspecto, mas não irei falar sobre estes aqui. Meu foco, como na “parábola” acima, será o de “alertar” sobre, e aos homens que a semelhança do executivo tem espalhado seu “produto”, que apesar de não trazer real beneficio e nutrição as pessoas são justificados com benefícios secundários.

Primeiramente é preciso entender que como na historia acima tais pessoas são movidas pela aparência, e estão dentro de conceitos que estabelecem a aparência, e de fato por esse motivo mesmo não enxergam bem. Estão fascinados pelo que se vê. Mas sabemos que o reino de Deus consiste no que se não vê. Assim como o “produtor” de refrigerantes, aqueles que adulteram o evangelho, adicionam “açúcar” em abundância além de diversos “componentes artificiais”. É verdade que essa mensagem possa trazer alguma satisfação; como para alguém que não tivesse absolutamente nada para beber… Mas todos esses componentes que são adicionados, a composição que fazem do evangelho, bem longe de sua natureza graciosa tem de fato trazido fraqueza ao espírito de muitos dos filhos de Deus. Aqui claramente também percebemos que a culpa não consiste somente em tais pregadores, pois consiste em uma relação de dois lados. De modo que os que “consomem” tal evangelho se tornam responsáveis juntamente com os pregadores do “evangelho açucarado”. Perniciosamente muitos desses pregadores são escravos de seus próprios desejos carnais, e não tem aprendido a negarem a si mesmos. Por isso tornam-se alvo ao inimigo de nossas almas. Assim como uma criança que não foi disciplinada muitos dos filhinhos de Deus são atraídos por esse “evangelho de açúcar” e se tornam dependentes de tais “ministros”, assim como existem pessoas dependentes a refrigerantes e doces. Ah! E como é difícil largar qualquer coisa depois que tal vicio foi adquirido! Dessa forma é percebido que há então uma ‘prosperidade’ de tais ministérios; e por serem centralizadores, constroem um grande “edifício” (não me refiro diretamente a um templo, mas a estruturas/corporações “eclesiásticas” centralizadoras)  colocando seus próprios nomes ou ministérios no topo. Desse modo podem contar uma grande quantidade de ações, projetos, etc… como consequência, ‘frutos’, dos seus trabalhos.

Diferente disso, os que estão devidamente zelosos com o conteúdo da mensagem, vão estar especialmente atento a “matéria-prima”, selecionando as melhores fontes para produzirem a mensagem. Tais mensagens serão realmente nutritivas para os seus ouvintes trazendo vida e uma satisfação muito mais orgânica e saudável. Infelizmente não haverá muitos adeptos a esse “produto”, já que a “concorrência” “intoxicou” a muitos. O trabalho de fortalecer e vivificar o povo santo, tem sido de fato mais difícil com a proposta daqueles que proclamam estar ajudando. Diferente de ministérios centralizadores, aqueles a quem o Senhor despertar o espírito para servi-lo assim, não elevarão o seu próprio nome ou ministério. O trabalho deles será de certo modo invisível, ainda que ao longo dos anos muitos serão edificados, irão ganhar sólidos fundamentos da natureza e ser de Deus; mas “ninguém” poderá ver o ‘agente’, e àquele que “ninguém” pode ver será dada a glória!

Amado irmão, se você é um dos que tem pregado um evangelho adulterado, não usando a Jesus, o Verbo de Deus, nas escrituras e nos servos de Deus com bom testemunho ao longo dos séculos, como “matéria-prima”/fonte para a mensagem, arrependa-se, volte-se para aquele que o tem salvo desse mundo, e sirva-o com uma consciência pura; para que naquele dia não esteja como quem tem de que se envergonhar. Se você é apenas uma criancinha Dele (se converteu a Ele a pouco tempo ou mesmo tendo já muitos anos é como um bebê), aceite a Sua disciplina. Ele é bom e quer conduzi-lo a um crescimento saudável e vigoroso Nele. Alegre-se naquilo que Ele disser não; Ele o conduzirá a pastos verdejantes, a lugares de amor e gozo infindáveis!

Na graça e no amor de Jesus o Ungido.

Amém.