Revelações de Marietta Davis (livro)

Olá irmãos!

Segue mais um livro traduzido!

https://www.avozdovento.com/revelacoes-marietta-davis

Aos Pés do Mestre (livro)

Tendo no ultimo post oferecido aos irmãos a tradução do livro “Visões do Mundo Espiritual” do irmão Sundar Singh e havendo um outro livro dele do qual gosto muito, resolvi também me dispor a traduzi-lo.

Embora seja possível encontrar já uma tradução do presente livro na web, não fiquei satisfeito com ela e quis oferecer uma que julgo melhor.

Este livro, “Aos Pés do Mestre”, consiste em um livro cheio de sabedoria espiritual um tanto quanto condessada, e até por isso mesmo necessitando de uma tradução um tanto mais minuciosa creio.

Novamente faço a recomendação de que se leia a biografia desse precioso irmão Sadhu Sundar Singh, disponível em português na internet, se possível antes mesmo de se ler o presente livro. Penso ser de maior ganho perceber a obra de Deus nele e através dele de forma mais completa.

Tal livro é de domínio público. Segue abaixo o link para lê-lo e baixá-lo:

Sadhu Sundar Singh – Aos Pés do Mestre

Visões do Mundo Espiritual (livro)

Certamente é muito difícil discernir quando uma revelação é genuína ou não. O discernimento espiritual se dá por meio dos sentidos e da mente espiritual, e por isso qualquer tentativa meramente humana para tentar discernir se algo vem de Deus ou não irá falhar.

É necessário estar em constante comunhão com Deus por anos para realmente crescer e obter um real e sólido conhecimento de Deus. Ainda que o conhecimento das Escrituras seja de extrema importância, não é o suficiente, e até mesmo posso dizer que não é o mais essencial ainda que necessário e de grande ajuda.

Assim como tenho feito nas últimas postagens por aqui, “Uma Visão do Julgamento Final” e “Próximo do Fim”, novamente trago um conteúdo relacionado a visões espirituais que Deus tem dado a certos irmãos e irmãs. Ainda que já havia me justificado em parte sobre o motivo de dar credibilidade a certas visões/revelações que tenho lido sobre, gostaria de talvez acrescentar alguma coisa por aqui:

Infelizmente há de fato muita confusão com relação ao mundo espiritual e diversas pessoas de diversas religiões e mesmo sem religião alguma alegam ter tido alguma experiência, de terem os olhos abertos ao mundo invisível, o mundo espiritual. Eu por exemplo venho de uma família espírita (Espiritismo), com diversos relatos de experiências sensoriais ao mundo dos espíritos e de mensagens destes, nas quais há uma abundancia de confusão sobre a realidade espiritual. E assim o é com diversas culturas, povos e religiões em todo o mundo. Primeiramente é preciso entender que o mundo espiritual com sua infinidade de seres; anjos, demônios e outros espíritos; é uma realidade objetiva da qual nosso Senhor Jesus Cristo fala sobre e as testemunhas do Novo Testamento atestam sem qualquer dúvida, sendo portanto verdadeiro. Por outro lado, vemos que Moisés proibiu ao povo de Deus qualquer tentativa de se buscar uma comunicação com os espíritos (Deuteronômio 18:9-13), pelo glorioso motivo de que os israelitas haviam sido separados para Deus e que o próprio Eu Sou lhes falaria e ensinaria e supriria tudo quanto necessitassem. Também Isaías, adverte com clareza em seu livro da perversão de se buscar espíritos para nos orientar em vez do Deus Vivo (Isaías 8:19-22) e traz uma distinção sobre a revelação de Deus genuína que julgo ser importante. Ele diz “À lei”, ou seja, “as Escrituras” como fundamento sólido da Palavra de Deus e “ao testemunho”, que seria “o fato real concreto no mundo físico”, o resultado e os frutos de qualquer experiência considerada espiritual. É importante entender bem tudo isso para não haver confusão. Mesmo que a busca por orientação e satisfação e conhecimento através desses espíritos seja mal aos olhos de Deus, ao mesmo tempo Deus mesmo possuí um número incontável de espíritos e anjos que o servem, os quais em ocasiões específicas se apresentaram e trouxeram revelações, se comunicaram com homens de Deus como Abraão, o próprio Moisés, juízes de Israel, diversos profetas, o próprio Jesus, o apostolo João, etc. O que basicamente significa que quando tal associação com espíritos se dá a partir de uma iniciativa divina é algo santo e bom.

Um outro ponto que é preciso esclarecer é a respeito da Revelação de Deus. Há muitos mestres cristãos que ensinam que a Bíblia consiste na Revelação última e final de Deus, que após a Bíblia ter sido escrita Deus não tem nenhuma revelação adicional a dar, que a Bíblia é a Palavra de Deus e que nada fora dela o pode ser. Bem, basicamente acredito que grande parte dessas afirmações se da provavelmente ao que acredito ser uma interpretação inadequada de um dos pilares da Reforma Protestante que é o “Sola Scriptura” (Somente a Escritura). Não conheço a fundo o pensamento e os livros dos reformadores mas tenho conhecido a mente de Deus e acredito que a verdade envolvida aqui consiste em não anular a palavra de Deus com uma tradição que fosse humana e não fundamentada na palavra de Deus, como no caso de Jesus com os fariseus em Mateus 15. De qualquer maneira, você não irá encontrar essa ideia na Bíblia se estudá-la com cuidado, de fato você perceberá que ela fala a respeito de uma continuação da revelação e obra de Deus após os apóstolos. É bem simples, está escrito que “Portanto, vocês… são… membros da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, tendo Jesus Cristo como pedra angular, no qual todo o edifício é ajustado e cresce para tornar-se um santuário santo no Senhor.” (Efésios 2:19-21). Veja, Paulo está comparando a obra de Deus a um edifício, uma casa por exemplo, e então ele diz que eles, os apóstolos, são os fundamentos dessa casa, e que Jesus é a pedra angular (mestra); o que nos leva a entender que não são a casa inteira, nem que através deles toda a casa se tornaria conhecida mas somente a fundação dela. O que cada um de nós é, e temos recebido, é sobre isso que damos o testemunho, e o testemunho é a revelação de Jesus Cristo o qual é o Verbo/Palavra de Deus. O testemunho dos apóstolos e daquela geração não pode ser completo sem o testemunho e a vida de todos os filhos de Deus que vieram depois, e que juntamente com os apóstolos formam a Casa de Deus. Portanto, não é palavra de Deus o que o é da letra, mas sim o que o é do Espírito. Como Jesus disse: “Ninguém conhece o Filho senão o Pai, e ninguém conhece o Pai senão o Filho e aquele para quem o Filho O quiser revelar.” O fundamento de uma casa da o norte, direção, prumo, para toda a casa mas não é em si toda a casa.  

A conclusão a que estou querendo chegar é de que sim, Deus continua a revelar e a acrescentar revelação ao que já tem revelado de Si mesmo ao longo dos séculos, e seremos bem-aventurados em beber das suas dádivas com louvor.

Muitas vezes não é necessário a Deus conceder tais revelações de uma forma explícita e visível, mas a visão escondida do Espírito no coração é mais usual, eficiente e talvez mesmo mais profunda. Todavia cabe a Ele decidir e não a mim e a você, e assim como Ele queira abrir Seus tesouros eternos, que Lhe sejamos gratos e com alegria possamos jubilar em Sua eterna bondade e misericórdia.

Segue abaixo a tradução de um livro do Sadhu Sundar Singh, um resumo das visões que Deus lhe deu sobre o mundo espiritual de modo explícito. É bom ler também sua biografia para saber quem ele foi em Cristo e que os frutos do seu testemunho e da sua obra são consistentes.

Link: Sadhu Sundar Singh – Visões do Mundo Espiritual

Abaixo segue um trecho do livro para que caso esteja na dúvida tenha seu apetite despertado:

“No céu ninguém pode jamais ser um hipócrita, pois todos podem ver as vidas dos outros como são. A luz toda-reveladora que flui do Cristo em Glória faz com que os ímpios em seu remorso tentem esconder a si mesmos, mas ela enche os justos com a máxima alegria de estarem no reino da Luz do Pai. Lá, a bondade deles é evidente a todos e aumenta cada vez mais, pois nada está presente que possa impedir seu crescimento, e todas as coisas que podem sustentá-los está lá para ajudá-los. O grau de bondade alcançado pela alma de um homem justo é conhecido pelo brilho que irradia de toda a sua aparência; pois o caráter e a natureza se mostram na forma de várias cores brilhantes semelhantes a arco-íris de grande glória. No céu não há inveja. Todos estão contentes de ver a elevação espiritual e a glória dos outros e, sem qualquer motivo de egoísmo, tentam, em todos os momentos, verdadeiramente servir uns aos outros. Todos os inumeráveis dons e bênçãos do céu são para o uso comum de todos. Ninguém por egoísmo jamais pensa em guardar algo para si mesmo, e há o suficiente de tudo para todos.

Deus, O qual é amor, é visto na Pessoa de Jesus sentado no trono no mais alto dos céus. A partir Dele, Que é o “Sol da Justiça” e a “Luz do mundo”, raios e ondas de luz e amor que curam e dão vida são vistos fluindo para a extensão máxima do Seu universo, e fluindo através de cada santo e anjo, e trazendo para o que quer que eles toquem poder vitalizante e vivificante.

Não há no céu nem leste nem oeste, nem norte nem sul, mas, para cada alma ou anjo individualmente, o trono de Cristo aparece como o centro de todas as coisas.

Lá também são encontrados todos os tipos de doces e deliciosas flores e frutas, e muitos tipos de alimento espiritual. Enquanto os comem, um sabor e prazer requintados são experimentados, mas depois de terem sido assimilados, uma delicada fragrância, que perfuma o ar ao redor, exala dos poros do corpo.

Em resumo, a vontade e os desejos de todos os habitantes do céu são cumpridos em Deus, porque em cada vida a vontade de Deus é aperfeiçoada, então, sob todas as condições e em todos os estágios do céu há para todos uma imutável experiência de alegria maravilhosa. Dessa maneira, o fim dos justos é eterna alegria e bem-aventurança.”

Link: Sadhu Sundar Singh – Visões do Mundo Espiritual

Próximo do Fim – Parte 2

Continuação de Próximo do Fim:

“O sol escureceu e a lua ficou vermelha como sangue. As estrelas caíram em chuva. Os céus tremeram e pareciam rolar juntos como um pergaminho. Houve um grande terremoto de tal modo que terra se dividiu com a fenda. Grandes fendas se abriram e pessoas foram engolidas vivas. Edifícios foram abalados, desmoronando como casas de brinquedos de crianças, matando e enterrando os ocupantes. Enquanto estas coisas no céu e na terra aconteciam, o Senhor apareceu nos céus. Velhos e jovens, ricos e pobres foram dominados com medo mortal. Eles fugiram em todas as direções em confusão atroz. Os homens fugiam de suas lojas de mãos vazias, sem um só pensamento dos seus objetos de valor que, alguns momentos antes, pareciam de grande importância. As famílias saíam correndo de suas casas sem sequer um relance sobre os luxos que haviam sido a paixão de suas vidas. Em um momento todos os homens se tornaram um em propósito; eles tinham apenas um desejo; eles procuravam apenas uma coisa. Esse desejo único era o de fugir da face do Juiz que retornava; eles procuravam apenas um lugar de refúgio para se esconderem do visível Rei dos Reis. Alguns que não foram mortos por casas que desabaram ou que não caíram na terra que se abriu, tentaram fugir para as montanhas por segurança; alguns saltaram para dentro dos rios e pereceram; alguns se mataram com suas próprias armas.

Em todo lugar estavam chorando e gritando. Em todos os lugares era tumulto e terror. Qualquer coisa para escapar da ira do Cordeiro, pois o grande dia da sua ira chegou.

Depois disso, houveram visões de onde os animais e pássaros foram convidados a comer os mortos não enterrados que estavam espalhados sobre a terra arruinada. Cães e animais selvagens foram vistos alimentando-se das carcaças dos homens. Pássaros e carniceiros do ar se juntaram nesta ceia preparada por Deus.

Enquanto os meninos estavam testemunhando este grande banquete, podíamos ouvir suas observações e ver seus movimentos como se a cena fosse descrita e representada diante de nós. Um iria dizer: “Olhem para aquela águia comendo aquele sujeito rico. Vejam ela pegando suas roupas extravagantes do seu corpo. Olhem para isso! Ela tomou um pedaço da sua carne e voou para longe.”

Outro disse: “Oh, olhem lá; um abutre e um corvo comendo aquele homem. O abutre tem mais coragem. Ele apenas bica e bica, engolindo, nunca tomando tempo para olhar para cima; mas o corvo está com medo, ele pega um pouco e olha em volta para ver se está em perigo. ‘Ai ya,’ você vê isso? Olhe para as aves que estão de pé sobre aquele sujeito bem vestido e cavando nele.” Então os meninos, de repente, em um acordo, viraram-se de costas para a cena repelente, enquanto suas observações, assim como seus movimentos, tornaram claras o bastante o tipo de cenas detestáveis que caracterizarão o banquete final da terra. Aqui estarão os ricos e poderosos, os comandantes da terra, os comandantes da indústria, os comandantes da riqueza, os comandantes da guerra e os comandantes de todas as empresas e religiões que rejeitam a Cristo. Eles não estarão lá como convidados de honra, mas como a comida para os carniceiros da terra sobre os quais têm vivido em luxo egoísta.

Assim, as crianças de Adullam já têm visto e descrito em realidade terrível as cenas culminantes de nossa orgulhosa civilização material. Eles têm visto o fruto da disseminação da impiedade e a resposta à pergunta do nosso Senhor: “Que aproveitaria ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a própria alma?” A Palavra de Deus diz: “Todas as nações que se esquecem de Deus serão transformadas em inferno.” Estas crianças simples acreditam, sem nenhuma dúvida, porque lhes têm sido mostradas por Deus e pelos anjos o que também está escrito na Palavra do Senhor, que o clímax e consumação do presente mundo com seus sistemas humanos de educação e sua orgulhosa organização e riqueza será “a grande ceia de Deus”, onde a carne dos mortos será um prêmio mais do que o será o esplendor e a cultura que agora são o orgulho dos vivos.

As crianças viram o Senhor e seus anjos prenderem o Anticristo de mãos e pés, preparação para lançá-lo vivo no inferno.

Houve também visões do diabo levado vivo à boca do abismo; uma tampa semelhante ao de uma caixa foi levantada e ele foi lançado no negro semelhante a um poço corredor do abismo; a tampa foi fechada e o Senhor a trancou com uma grande chave.

Nós temos escrito sobre as visões do retorno de Cristo em relação aos ímpios. Houveram visões igualmente claras com relação aos santos. Adullam viu os céus abertos e o Senhor descendo em glória assistido por Seus anjos. De cada lado e seguindo o Senhor estava este grande exército de assistentes em branco. Os da frente tocavam lindas trombetas, no momento em que com o sopro das trombetas, o Senhor e Seu exército desciam em perfeita ordem, cada qual permanecendo em seu devido lugar e posição. Conforme o Senhor então descia em direção à terra, houveram visões maravilhosas da ressurreição e arrebatamento dos santos.

Sepulturas se abriram em um estouro, como que a partir de uma explosão. Corpos saíram das sepulturas e foram subitamente revestidos pelo tabernáculo celestial da vida gloriosa da ressurreição. Em alguns casos, ossos foram vistos se ajuntarem tal como as crianças o expressaram em idioma chinês: “um osso do leste e outro do oeste.” Estes ossos dispersos, tendo se revestido de carne e transformados no corpo da ressurreição, foram apanhados para encontrarem o Senhor no ar. Um menino viu uma procissão fúnebre na qual um cristão estava sendo levado para o seu enterro. No caminho para o cemitério a trombeta soou, o Senhor desceu, o caixão se abriu, o morto se sentou, levantou-se transformado e ascendeu ao ar.

Eu já contei como nossas crianças tiveram visões de algumas pessoas de Adullam já mortas e agora no céu, vestidas de branco e desfrutando do Paraíso e de verem os santos de antigamente vestidos de branco. A Escritura ensina que entre a morte e a ressurreição os santos têm corpos espirituais e que os santos estão vestidos de branco antes do tempo da ressurreição. Quando interroguei as crianças sobre como elas sabiam se os santos que viram no céu tinham ressuscitado ou não, elas disseram que não sabiam até que os anjos lhes contaram que elas viam apenas as almas dos santos e que seus corpos não tinham ressuscitado. Eu questionei e interroguei em alguns desses assuntos e sempre recebi um testemunho uniforme: as crianças sempre viam os santos de branco; os santos nunca tinham asas; todos os anjos tinham asas; não havia dificuldade em distinguir entre santos e anjos.

Em resumo, então, Adullam viu os santos em branco agora no céu, com acesso ao Paraíso, e desfrutando da comunhão de Cristo e dos anjos; eles viram a descida do Senhor com “todos os seus santos” – todos os seus anjos – ao som da última trombeta; eles viram a ressurreição e transformação dos corpos dos santos e sua ascensão no ar. Eles também viram a Ceia das Bodas do Cordeiro.

Grandes mesas foram espalhadas no Paraíso no meio de suas árvores magníficas, suas flores maravilhosas com fragrância encantadora, seus pássaros gloriosos de todas as plumagens que cantavam suas canções de louvor, onde toda a criação redimida, animal e vegetal, era uma harmoniosa, espiritualmente preenchida, adoração a Deus em seu todo. Ali, então, neste indescritível Paraíso de Deus em espaços abertos foram espalhadas as mesas para a grande Ceia das Bodas. Anjos e os santos glorificados saltavam por toda parte tocando harpas, soprando trombetas, cantando e louvando o Senhor. Algumas das crianças representaram essas cenas diante de nós. Elas corriam para a sua enfeitada casa de joias para pegar sua harpa ou trombeta e se juntavam à inspirada pelo espírito música da maior de todas as cenas festivais, o clímax de todas as esperanças das eras. Grandes companhias cantavam e dançavam e louvavam o Rei. Outros apressaram-se em preparar as mesas ou os assentos e levar os pratos de comida de ouro.

Havia abundância de comida, tudo tendo sabor próprio, excedendo qualquer coisa que poderia ser imaginado.

Quando tudo estava pronto, o chamado foi enviado e os santos de todas as eras passadas se reuniram em torno das mesas para celebrar o casamento do Grande Filho do Rei. A consumação de todas as suas esperanças, a realização de toda a mais alta alegria no próprio céu, chegou ao seu ponto mais alto quando a prostituta, o mendigo, o pecador e os em um tempo, escórias da terra, vieram do oriente e do ocidente e sentaram-se com Abraão, Isaque e Jacó nesta mesa festiva no Reino de Deus. Quando todos se levantaram e alcançaram sua mais alta expectativa, o próprio Filho entrou e sentou-se nas mesas cercado por sua comprada por sangue e vestida de branco noiva, os remidos de todas as nações, e tribos, e línguas e bebeu com eles o fruto da videira.

Adullam viu os livros abertos e o Dia do Julgamento.

Eles viram os livros nos quais os feitos dos homens são registrados e viram o Juiz no trono diante de quem todos os homens foram julgados conforme os livros. Os justos foram separados para ficar em uma grande companhia de um lado, enquanto aqueles cujos nomes não estavam no livro da vida foram reunidos em outra grande companhia para ficar do outro lado. A primeira companhia foi separada para entrar no Reino de Deus e na vida das eras; o outro grupo estava condenado a entrar no fogo preparado para o diabo e seus anjos.”

Próximo do Fim

Olá irmãos,

Seguindo os princípios do último post que publiquei aqui, (Uma Visão do Trono Branco) segue abaixo mais um dos testemunhos das visões sobre as quais tenho lido ultimamente e que considero de significativa validade.

Tenho algo em minha mente já a algum tempo que o reino milenar de Jesus representaria uma espécie de “milênio do descanso”, ou seja, assim como na criação Deus trabalhou seis dias e descansou no sétimo, tendo-o santificado; assim também sua obra de redenção desde a queda do homem até a subjugação final desse mundo ao Ungido são 6 mil anos, sendo o sétimo milênio o reino de Jesus o Ungido sobre este mundo e portanto um período de descanso sabático.

Assim sendo, estaríamos chegando próximos ao fim do período em que Satanás é o príncipe desse mundo, e que o Filho de Deus, o legitimo príncipe e Rei retome o domínio que lhe é por direito.

Contamos assim: de Adão a Jesus são 4 mil anos, de Jesus até nossos dias mais 2 mil. Porém, como sabermos ao certo quando se conclui esse 6º milênio, alguns irão dizer que não é possível saber nada disso e que Jesus disse que nem mesmo ele sabia mas que somente o Pai sabia. Sim, é verdade que Jesus disse que só o Pai sabia, mas o que ele disse que só o Pai sabia era o “dia e a hora”; (Mt 24:36, Mc13:32) o que significa que podemos saber outro tempo aproximado, quem sabe a década? o ano? a estação? a semana? Não que ter exatamente imensa precisão dessas coisas seja algo muito pertinente mas não acredito que seja impossível. Mas também acredito que isso não se dê meramente por qualquer esforço intelectual ou de estudo mas que seja necessário comunhão e revelação de Deus no espírito.

Primeiro é preciso entender qual data devemos tomar como referência. Se você tem algum conhecimento mínimo do evangelho, você vai saber que a data mais importante de toda história é a crucificação e ressurreição de Jesus o Filho de Deus. Ainda que o dia/ano do seu nascimento seja algo maravilhoso, o seu nascimento tinha como objetivo sua crucificação, sendo está a data que devemos tomar como referência em nosso cálculo. Quando olhamos as profecias, como a das 70 semanas de Daniel por exemplo, também podemos ver que o ano da crucificação de Jesus que consiste no tempo correto da “mudança das eras”.

Outro aspecto importante a ser considerado é a identificação que em nossos dias sabemos com relação à data do nascimento de Jesus e consequentemente da sua crucificação, que foram calculados erradamente e que então Jesus teria nascido no ano 3 a.c. e portanto crucificado no ano 30 d.c. (recomendo um blog de cronologia muito bom: https://cronologiadabiblia.wordpress.com/)

Com esses fatos em mente nos é possível calcular o fim do 6º milênio no ano 2030, o que nos faria estarmos bem próximos do fim, algo próximo de 12 anos.

Outra questão é se tal conclusão da era se dará de forma precisa. Eu acredito que sim mas confesso que existe uma possibilidade de que haja alguma margem de variação. Mas certamente se houver não é grande. Assim como o tempo da colheita de qualquer fruto tem uma variação possível.

Bem, sabendo que o dia do Senhor se aproxima, peço que leia o texto das revelações dadas as crianças de Adullam com o seu coração voltado para o Senhor e para as glórias eternas daqueles que são fiéis ao Santo.

Em Jesus, seu servo.

Segue trecho abaixo retirado do livro “Visões Além do Véu” de H. A. Baker:

“As crianças viram o dragão, o diabo com sete cabeças. Um menino viu anjos lutando com ele e sete dos seus anjos. O diabo e seus anjos foram vencidos e lançados do céu para a terra.

Os meninos de Adullam viram o super-homem que o mundo está desejando, o grande indivíduo de culto que o budismo, a teosofia, o maometismo e outras religiões esperam. Nele eles viram o diabo encarnado como um homem bonito e forte na beleza e força de um homem jovem.

Eles também tiveram visões da imagem que, no devido tempo, esse Anticristo desafiador de Deus erigirá de acordo com a profecia como um objeto de adoração, a imagem que será capaz de falar e enganar o mundo. Perguntei como eles sabiam que esse bonito homem de poder era o Anticristo. Eles disseram que uma multidão de demônios o seguia por toda parte, obedeciam a todos os seus comandos, avançavam pelas suas palavras e paravam à sua ordem.

Novamente eu perguntei como eles sabiam que este era o Anticristo, e as crianças disseram que os anjos lhes contaram. Já expliquei que, como a João, essas revelações eram dadas por meio de anjos quando as crianças estavam “no Espírito” em um transe e que, como ele, mantiveram conversação com os anjos e por meio desses mensageiros celestiais foi-lhes dito o mistério de muitas coisas das quais não entendiam.

Durante o reinado deste super-homem em seu poder desafiador de Deus, os santos de Deus estavam permanecendo fiéis e dando fiel testemunho, apesar de todas as dificuldades e todos os perigos. Eles viram as duas testemunhas em Jerusalém, e viram os santos, bem como essas duas, dotados de portentoso poder sobrenatural para lutar com e resistir ao poder das trevas naquele tempo terrível, semelhante ao qual nunca houve sobre a terra – o tempo em que o diabo e todos os seus anjos e demônios serão soltos sobre a terra, tendo grande ira, sabendo que seu tempo é curto. Durante esse tempo, quando ninguém, senão um verdadeiro santo cheio do Espírito poderia resistir por um dia contra tal poder satânico e manifestações e milagres satânicos sobrenaturais, as crianças viram os santos cheios do poder sobrenatural maior ainda do seu Deus, o Espírito daquele, que é maior do que “aquele que está no mundo”. Eles tiveram visões de pregarem o evangelho em meio a grande perseguição; mas receberam poder tal que por uma palavra deles, inimigos sucumbiam por pragas ou morte. Este poder pareceu surgir de dentro e saía das suas bocas; com isso eles repreendiam e matavam seus inimigos. Eles estavam exercendo o poder que o Senhor tinha prometido aos seus discípulos, poder para fazer as obras que Ele fez e obras maiores. Em alguns casos, depois de dar um testemunho em uma cidade que os rejeitou e tendo distanciado dela, fogo do céu descia e destruía o perverso local, assim como Sodoma e Gomorra foram varridas. Quando a perseguição era severa, algumas vezes eles foram corporalmente arrebatados pelo Espírito Santo como o foi Filipe e como os profetas supunham que Elias tinha sido (II Reis 2:16). Dessa forma eles foram levados pelo Espírito a um lugar seguro. Em tempo de fome e necessidade de comida, foram supridos milagrosamente – maná, frutas e outros alimentos. Anjos ministraram. Força e ousadia foram concedidas a fim de carregarem um destemido testemunho. Os cristãos tinham poder para falar com línguas nos dialetos de tribos desconhecidas e não-evangelizadas. Quando em visão os meninos ou as meninas estavam então pregando no Espírito, nós mesmos podemos ver como isso poderia ser verdadeiro, pois enquanto um deles pregava às pessoas de um dialeto estranho a quem via diante de si, outro interpretava para ele (I Cor. 14:28). Ambos falavam em outras línguas. Um dizia algumas frases, depois o outro interpretava. Eles estavam pregando para alguns daqueles de todas as tribos e línguas.

João viu um anjo voando no céu com o evangelho eterno para ser pregado a todas as tribos e línguas, pouco antes da queda da Babilônia, a Grande. Ele também viu uma grande multidão que nenhum homem poderia contar, pessoas de todas as tribos e línguas, as quais haviam lavado suas vestes no sangue do Cordeiro e tinham saído da Grande Tribulação. Isto não estaria de acordo com a Escritura que, como as crianças viram nessas visões, o evangelho será pregado novamente sob ministração angélica no poder miraculoso do Espírito Santo de um modo sobrenatural, excedendo em muito o da Igreja primitiva nos dias de sua perseguição? Não poderia ser que o derramar da colheita do Espírito Santo, a chuva serôdia, irá exceder em muito o derramamento do Espírito no tempo da semeadura, a chuva temporã, o derramamento no Dia de Pentecostes?

Na conclusão do testemunho final da igreja mais perfeita e sobrenatural que o mundo já viu, no meio da maior perseguição pela maior concentração de poder demoníaco satânico e poder humano controlado pelo diabo que qualquer era na terra já experimentou, as crianças de Adullam viram o Anticristo, o homem-diabo, o super-homem líder mundial, organizando suas forças para a última guerra mundial da era.

Eles também viram a guerra na esfera espiritual. Nela eles viram um homem num cavalo branco, liderando seu exército de anjos vestidos de branco. Eles também viram um cavaleiro montado em um cavalo vermelho, o cavaleiro vestido em um belo conjunto de cores escuras e seguido por seu exército de demônios em preto.

Algumas visões da guerra na terra também foram vistas. Crianças viram navios de guerra destruídos por bombas lançadas de aviões, e viram os navios com todos a bordo entrar em seu túmulo de água para não mais serem vistos. Exércitos foram vistos reunidos de toda a terra, envolvidos na grande e terrível luta. As crianças assistiram a terrível batalha. Gás venenoso e instrumentos mortíferos de guerra mataram suas vítimas em números incontáveis. A princípio os mortos foram enterrados, mas depois, a matança sendo muita não podiam ser atendidos, foram amontoados em montes ou deixados para apodrecer como estrume sobre a face da terra, como predito pelo profeta.”

Continua em Próximo do Fim -Parte 2

Uma Visão do Trono Branco

Olá irmãos,

Tenho a algum tempo lido livros realmente singulares de um irmão de nome Harold Armstrong Baker (principalmente). Este irmão foi um enviado pelo Senhor à China por causa do evangelho em 1919. Lá, um dos seus trabalhos consistia no cuidado de órfãos. As crianças desse orfanato pelo qual era responsável tiveram, inesperadamente para ele, experiências um tanto quanto extraordinárias, as quais ele conta em um livro de sua autoria de nome “Visões Além do Véu”.

As crianças do orfanato obtiveram revelações sobre as coisas invisíveis, o mundo espiritual; passaram a ver o que acontecia no mundo espiritual e contaram o que viram. Muitas, de forma semelhante a João ou Paulo, foram arrebatadas em espírito, de modo que visitaram o céu e o inferno/hades.

De fato isso não são exatamente acontecimentos corriqueiros né rs. Por isso mesmo afirmei serem experiências extraordinárias.

Baker foi um homem zeloso pela obra de Deus, e conforme explica no livro “Visões Além do Véu” tais acontecimentos foram totalmente inesperados para ele e sua esposa. Penso que a maneira como tudo ocorreu não lhe permitiu negar a devida realidade experienciada pelas crianças chinesas. 

Após ter testemunhado diante de si a experiência, e o fruto que ela produziu na vida das crianças; Baker começou a estar aberto a possíveis experiências semelhantes ao redor do mundo, e de fato passou a estar em contato, ou ler sobre,  com diversas testemunhas as quais relatavam suas revelações, com notável semelhança nos detalhes descritos entre elas.

Dessa maneira, após Baker ter reunido um bom número de relatos dessas diversas testemunhas passou a escrever outros livros, nos quais busca transmitir de modo geral o testemunho do que esses diversos irmãos e irmãs ao redor do mundo viram e ouviram.

Da minha parte tenho crido que tais experiências, as que produziram frutos reais de santidade, são verdadeiras. Não apenas pelo resultado factual delas; a impossibilidade de que uma variedade tão grande de pessoas, das quais uma boa parte não conhecia nada sobre o assunto de céu e inferno e sobre a bíblia, correspondessem seus relatos em descrições muito semelhantes em seus detalhes; sua não contradição às Escrituras; mas principalmente por serem coerentes com as revelações de Deus ao meu coração por meio do Espírito.

Assim sendo, tive vontade de traduzir e postar aqui um pequeno trecho de uma visão de uma das testemunhas a respeito do Juízo Final. Em específico penso ser de grande importância e alerta às pessoas que estando tão próximas, e tendo diversas vezes ouvido a palavra de Deus; nunca de fato a receberam em seus corações de modo que ela germinasse e produzisse a vida eterna de Deus. Como na visão abaixo, há muitas pessoas com semelhante mente ao questionamento feito. Pessoas que tem uma vida bem decente nos termos desse mundo, e que obterão uma amarga surpresa, quando descobrirem que toda sua decência e boas obras nesse mundo já lhe conferiram a recompensa buscada, mas que no fim será de uma inutilidade tal, que estarão perdidos para sempre.

Quem sabe você possa ser uma pessoa assim, apenas lhe peço que não seja negligente a esse texto, não há nada para a sua existência mais infinitamente importante do que isso. Muito em breve esse dia (do juízo) irá chegar e então já não haverá mais oportunidades. A Bíblia diz que hoje é o dia da Salvação. Não deixe para amanhã, busque o reino de Deus até que você tenha absoluta certeza de que você terá um lugar em sua “mesa”, e que não será lançado fora para o lago de fogo.

 

Jesus fala sobre esse julgamento final em Mateus 25:31-46 e João descreve o que viu em Revelação/Apocalipse 20:11-15.

Ao fim do post colocarei links para quem quiser obter/ler os livros que li em pdf. Infelizmente tenho-os somente em inglês.

 

Segue o trecho do livro “Plains of Glory and Gloom” (Planícies de Glória e Escuridão) de H. A. Baker, páginas 54 a 57:

“De acordo com uma notável visão, o próprio Cristo no Grande Trono Branco, não fala pessoalmente a cada indivíduo, mas há um grande número de tronos brancos no Paraíso fora da Nova Jerusalém na expansiva planície que se estende a partir dos portões da Cidade Santa. Esses tronos são todos uma parte do trono branco de Jesus, e aqueles que se assentam como juízes sobre esses tronos são homens redimidos da terra, agora maduros santos, agindo como Seus representantes. Eles são qualificados por uma longa experiência a fim de cumprir as Escrituras: “Os santos julgarão o mundo” (1 Coríntios 6:2), e eles serão “feitos reis e sacerdotes para Deus – e de Cristo, e reinarão com ele.” (Revelação/Apocalipse 1:6; 20:6)

Sundar Singh fala de dois julgamentos, sendo o primeiro um julgamento “interno” no qual o indivíduo julga a si mesmo à reveladora luz do Espírito Santo. O outro julgamento é o julgamento final do qual Sundar Singh diz: “O último julgamento será uma proclamação do resultado final, quando todo verdadeiro servo de Deus será exaltado perante toda a criação.”

“Uma visão desta proclamação do resultado final”, como visto por outra testemunha, é a seguinte: “Em grandes intervalos, até onde pude ver, e estendendo-se em linha reta para trás a partir da brilhante muralha de pedras preciosas (da Nova Jerusalém), estavam muitos palácios cintilantes de ouro e prata, os quais eram adornados com pedras preciosas, e maiores em diversidade do que a terra jamais produziu.”

“Entrando e saindo dos lados e extremidades, e dos topos desses palácios havia seres vivos em formas como a minha e com os semblantes dando todo tipo de expressão concebível. De alguns, os rostos eram iluminados com inexprimível alegria; outros estavam com uma aparência calma e pacífica; outros pareciam ansiosos; outros duvidosos e não poucos a imagem do desespero.”

Dos seres que entravam nos palácios, ele disse: “Todos os que estavam à direita carregavam as marcas de uma vida santificada, de experimentarem o resultado de trabalho e coragem em batalhar vitoriosamente pela verdade; enquanto os da esquerda traziam evidências de uma vida despendida em meio a oportunidades negligenciadas, não tendo conquistado uma vitória para Deus nem para o homem.”

O anjo então o levou para dentro de um desses “palácios”, ou, na realidade, Salões de Julgamento. Concernente a isso, ele diz:

“Lá, eu vi um grande Salão de Julgamento. Na extensão, era tão grande quanto muitos dos maiores edifícios da terra colocados juntos. No centro dele havia um trono deslumbrante, do mais puro branco, sobre o qual havia valiosos, belos e caros revestimentos de cetim ou veludo, por assim dizer, e outros materiais.”

“Sobre o brilhante trono no Salão de Julgamento sentou-se um Sumo Sacerdote vestido de branco cujo rosto resplandecia com todas as santas características, qual um residente celestial, por gerações na presença do Santo Pai, Santo Filho e Santo Espírito, e os santos anjos e os redimidos poderia desenvolver dentro de si.”

“Antes do Sacerdote Real estar lá, de cada lado, pessoas de todo tipo e língua e nação, de toda posição, riqueza e sabedoria, e de todo padrão moral e imoral concebível. Ali, havia variações na dignidade moral, desde os mais maduros dos santos, que sempre alegraram o coração de Deus e do homem, até aos mais vis dos pecadores que sempre entregaram-se ao domínio de Satanás.”

“O Sacerdote Real me concedeu um assento à sua direita em seu trono, dizendo: ‘Meu irmão, filho do Altíssimo, você foi trazido para estas fronteiras da Nova Jerusalém para que possa ver algumas das coisas que são, e para que possa escrever sobre essas coisas. Eu sou descendente de alguém de fraco talento assim como você mesmo. Eu não justifico nem condeno ninguém; não dou recompensa nem punição; ou julgo algum homem, porque há um só juiz no céu e na terra, precisamente o Santo Filho, o Justo. Eu torno seus justos e retos julgamentos conhecidos, como o fazem muitos outros, neste e em outros palácios.'”

“E, quando ele terminou de falar, eu vi chegarem até ele, à sua direita e à sua esquerda, os que um dia tinham estado na terra, mas que naquele momento tinham chegado à sua recompensa. Percebi que aqueles à direita não se misturavam com os da esquerda e, embora ambos os lados fizessem esforços para atravessar o grande Salão de Julgamento, ainda assim não podiam. Me perguntei o por que, no Salão de Julgamento, deveria haver um grande abismo entre os da direita e os da esquerda. Eu vi ainda que aqueles do lado direito tinham corpos e semblantes radiantes com luz, ainda que diferentes em intensidade, assim como o esplendor de uma pedra difere da outra em brilho. Vi também que os da esquerda não tinham alegria nem paz para iluminar seus rostos, mas estavam sem esperança.”

“Ao redor do Sacerdote Real havia muitos livros, grandes e pequenos, com nomes sobre eles. Ele disse: ‘Estes livros são os registros das vidas daqueles que chegam diante de mim aqui. Por eles deve cada homem que vem a este julgamento ser julgado de acordo com as obras feitas no corpo. A todo homem é dado a vida eterna conforme ele tenha acreditado e amado e aceitado a verdade, tal como se encontra na Bíblia Sagrada. Sem essa dádiva, nenhum homem pode ver a vida eterna, pois Deus tem imortalidade e, a não ser que Deus habite para sempre no homem, ele não pode ter esta vida. Estes que você vê à esquerda, têm recusado o dom da vida que permanece para sempre e agora estão sem esperança.'”

“Eu vi que ambos, tanto os da direita como os da esquerda vinham e conversavam com o Sacerdote Real e que ele era igualmente gentil com todos e falava em ternura e amor.”

“E um deles chegou até o Sacerdote Real e disse: ‘Percebo que sou rejeitado, assim como estes outros, embora minhas obras foram diferentes das deles!'”

“O Sacerdote Real respondeu: ‘Você tem chegado diante do julgamento confiando em seus próprios méritos, e você deve ser condenado ou justificado pelo verdadeiro registro de sua própria vida. Este, confirma a seu respeito, de que foi recompensado na terra de acordo com as suas obras, e de que você não procurou por vida eterna.'”

“Então o ser disse ao Sacerdote Real: ‘A Bíblia da qual tem falado diz que; de acordo com suas obras o homem deve ser julgado e recompensado. Eu trabalhei fortemente. Eu fui um pai modelo, fornecendo todas as bênçãos para minha casa que eu pude comandar. Nenhum pai foi mais indulgente do que eu. E por tudo isso eu fui abonador por minha generosidade. Muitas vezes me sentei sob o som da palavra pregada, de modo que minha influência deveria estar do lado direito; fiz todas essas boas ações e mais para poder ter recompensa. Eu certamente não posso ser lançado fora como estes que têm sido bêbados, mentirosos e ladrões. Deve haver algum engano – eu não posso ser como estes.'”

“O Sacerdote Real respondeu: ‘Amigo, você não é como estes, mas com estes. Porque, semelhante a estes, em toda a sua vida não buscou ao Senhor, nem a Sua justiça, mas confiou em seus próprios méritos; agora você não pode suportar, mas fica aquém do prêmio eterno, justamente com estes. Nas suas boas ações você foi recompensado e ricamente abençoado na terra. Os homens lhe chamaram de liberal, um doador generoso, um homem social e animado, em muitas coisas um homem modelo do mundo. Seu registro testifica que seus pensamentos foram alegres, e suas expressões e ações indicam felicidade sobre a recompensa de louvor de seus vizinhos e amigos na terra. A recompensa já tem sido sua, de acordo com as ações feitas no corpo. Nós somos salvos através do dom da vida eterna. Somos recompensados de acordo com as nossas obras. Se você tivesse procurado a vida eterna com um décimo da seriedade que trabalhou pela recompensa terrena, agora você teria tido ambas, a vida eterna e a recompensa eterna, pois as suas obras lhe teriam seguido constantemente por toda a eternidade.'”

‘Você não acreditou na Palavra de Deus quando ela declarou, “você precisa nascer de novo”, e agora você precisa morrer porque você não nasceu em uma existência eterna. Sem o novo nascimento, o homem não pode existir eternamente, porque em seu nascimento carnal, ele não recebe nenhum princípio eterno. Somente Deus tem imortalidade. A menos que Deus habite no homem pela vontade do Pai, pelo dom do Santo Filho, na pessoa do Espírito Santo, por um novo e vivo nascimento, ele não pode possuir a vida eterna, porque a vida eterna não habita naturalmente em homem algum. Este novo nascimento resulta de uma união viva da semente do espírito do homem, com o que é do Espírito Santo – o solo da verdade. Precisa haver uma união viva com Aquele que declarou: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”‘

Seguem os livros desse autor e mais outros dois:
Recomendo ler na ordem abaixo:

H. A. Baker:
Visions Beyond The Veil
Heaven And The Angels
Plains Of Glory And Gloom
Visions Of Other Parts Of The Heanvely City

Sundar Singh (ou relativo a ele):
O Apóstolo Dos Pés Sangrentos (biografia)
Visões do Mundo Espiritual
Aos Pés Do Mestre

Marietta Davis:
Scenes Beyond The Grave