Revelações de Marietta Davis (livro)

Olá irmãos!

Segue mais um livro traduzido!

https://www.avozdovento.com/revelacoes-marietta-davis

Uma Visão do Trono Branco

Olá irmãos,

Tenho a algum tempo lido livros realmente singulares de um irmão de nome Harold Armstrong Baker (principalmente). Este irmão foi um enviado pelo Senhor à China por causa do evangelho em 1919. Lá, um dos seus trabalhos consistia no cuidado de órfãos. As crianças desse orfanato pelo qual era responsável tiveram, inesperadamente para ele, experiências um tanto quanto extraordinárias, as quais ele conta em um livro de sua autoria de nome “Visões Além do Véu”.

As crianças do orfanato obtiveram revelações sobre as coisas invisíveis, o mundo espiritual; passaram a ver o que acontecia no mundo espiritual e contaram o que viram. Muitas, de forma semelhante a João ou Paulo, foram arrebatadas em espírito, de modo que visitaram o céu e o inferno/hades.

De fato isso não são exatamente acontecimentos corriqueiros né rs. Por isso mesmo afirmei serem experiências extraordinárias.

Baker foi um homem zeloso pela obra de Deus, e conforme explica no livro “Visões Além do Véu” tais acontecimentos foram totalmente inesperados para ele e sua esposa. Penso que a maneira como tudo ocorreu não lhe permitiu negar a devida realidade experienciada pelas crianças chinesas. 

Após ter testemunhado diante de si a experiência, e o fruto que ela produziu na vida das crianças; Baker começou a estar aberto a possíveis experiências semelhantes ao redor do mundo, e de fato passou a estar em contato, ou ler sobre,  com diversas testemunhas as quais relatavam suas revelações, com notável semelhança nos detalhes descritos entre elas.

Dessa maneira, após Baker ter reunido um bom número de relatos dessas diversas testemunhas passou a escrever outros livros, nos quais busca transmitir de modo geral o testemunho do que esses diversos irmãos e irmãs ao redor do mundo viram e ouviram.

Da minha parte tenho crido que tais experiências, as que produziram frutos reais de santidade, são verdadeiras. Não apenas pelo resultado factual delas; a impossibilidade de que uma variedade tão grande de pessoas, das quais uma boa parte não conhecia nada sobre o assunto de céu e inferno e sobre a bíblia, correspondessem seus relatos em descrições muito semelhantes em seus detalhes; sua não contradição às Escrituras; mas principalmente por serem coerentes com as revelações de Deus ao meu coração por meio do Espírito.

Assim sendo, tive vontade de traduzir e postar aqui um pequeno trecho de uma visão de uma das testemunhas a respeito do Juízo Final. Em específico penso ser de grande importância e alerta às pessoas que estando tão próximas, e tendo diversas vezes ouvido a palavra de Deus; nunca de fato a receberam em seus corações de modo que ela germinasse e produzisse a vida eterna de Deus. Como na visão abaixo, há muitas pessoas com semelhante mente ao questionamento feito. Pessoas que tem uma vida bem decente nos termos desse mundo, e que obterão uma amarga surpresa, quando descobrirem que toda sua decência e boas obras nesse mundo já lhe conferiram a recompensa buscada, mas que no fim será de uma inutilidade tal, que estarão perdidos para sempre.

Quem sabe você possa ser uma pessoa assim, apenas lhe peço que não seja negligente a esse texto, não há nada para a sua existência mais infinitamente importante do que isso. Muito em breve esse dia (do juízo) irá chegar e então já não haverá mais oportunidades. A Bíblia diz que hoje é o dia da Salvação. Não deixe para amanhã, busque o reino de Deus até que você tenha absoluta certeza de que você terá um lugar em sua “mesa”, e que não será lançado fora para o lago de fogo.

 

Jesus fala sobre esse julgamento final em Mateus 25:31-46 e João descreve o que viu em Revelação/Apocalipse 20:11-15.

Ao fim do post colocarei links para quem quiser obter/ler os livros que li em pdf. Infelizmente tenho-os somente em inglês.

 

Segue o trecho do livro “Plains of Glory and Gloom” (Planícies de Glória e Escuridão) de H. A. Baker, páginas 54 a 57:

“De acordo com uma notável visão, o próprio Cristo no Grande Trono Branco, não fala pessoalmente a cada indivíduo, mas há um grande número de tronos brancos no Paraíso fora da Nova Jerusalém na expansiva planície que se estende a partir dos portões da Cidade Santa. Esses tronos são todos uma parte do trono branco de Jesus, e aqueles que se assentam como juízes sobre esses tronos são homens redimidos da terra, agora maduros santos, agindo como Seus representantes. Eles são qualificados por uma longa experiência a fim de cumprir as Escrituras: “Os santos julgarão o mundo” (1 Coríntios 6:2), e eles serão “feitos reis e sacerdotes para Deus – e de Cristo, e reinarão com ele.” (Revelação/Apocalipse 1:6; 20:6)

Sundar Singh fala de dois julgamentos, sendo o primeiro um julgamento “interno” no qual o indivíduo julga a si mesmo à reveladora luz do Espírito Santo. O outro julgamento é o julgamento final do qual Sundar Singh diz: “O último julgamento será uma proclamação do resultado final, quando todo verdadeiro servo de Deus será exaltado perante toda a criação.”

“Uma visão desta proclamação do resultado final”, como visto por outra testemunha, é a seguinte: “Em grandes intervalos, até onde pude ver, e estendendo-se em linha reta para trás a partir da brilhante muralha de pedras preciosas (da Nova Jerusalém), estavam muitos palácios cintilantes de ouro e prata, os quais eram adornados com pedras preciosas, e maiores em diversidade do que a terra jamais produziu.”

“Entrando e saindo dos lados e extremidades, e dos topos desses palácios havia seres vivos em formas como a minha e com os semblantes dando todo tipo de expressão concebível. De alguns, os rostos eram iluminados com inexprimível alegria; outros estavam com uma aparência calma e pacífica; outros pareciam ansiosos; outros duvidosos e não poucos a imagem do desespero.”

Dos seres que entravam nos palácios, ele disse: “Todos os que estavam à direita carregavam as marcas de uma vida santificada, de experimentarem o resultado de trabalho e coragem em batalhar vitoriosamente pela verdade; enquanto os da esquerda traziam evidências de uma vida despendida em meio a oportunidades negligenciadas, não tendo conquistado uma vitória para Deus nem para o homem.”

O anjo então o levou para dentro de um desses “palácios”, ou, na realidade, Salões de Julgamento. Concernente a isso, ele diz:

“Lá, eu vi um grande Salão de Julgamento. Na extensão, era tão grande quanto muitos dos maiores edifícios da terra colocados juntos. No centro dele havia um trono deslumbrante, do mais puro branco, sobre o qual havia valiosos, belos e caros revestimentos de cetim ou veludo, por assim dizer, e outros materiais.”

“Sobre o brilhante trono no Salão de Julgamento sentou-se um Sumo Sacerdote vestido de branco cujo rosto resplandecia com todas as santas características, qual um residente celestial, por gerações na presença do Santo Pai, Santo Filho e Santo Espírito, e os santos anjos e os redimidos poderia desenvolver dentro de si.”

“Antes do Sacerdote Real estar lá, de cada lado, pessoas de todo tipo e língua e nação, de toda posição, riqueza e sabedoria, e de todo padrão moral e imoral concebível. Ali, havia variações na dignidade moral, desde os mais maduros dos santos, que sempre alegraram o coração de Deus e do homem, até aos mais vis dos pecadores que sempre entregaram-se ao domínio de Satanás.”

“O Sacerdote Real me concedeu um assento à sua direita em seu trono, dizendo: ‘Meu irmão, filho do Altíssimo, você foi trazido para estas fronteiras da Nova Jerusalém para que possa ver algumas das coisas que são, e para que possa escrever sobre essas coisas. Eu sou descendente de alguém de fraco talento assim como você mesmo. Eu não justifico nem condeno ninguém; não dou recompensa nem punição; ou julgo algum homem, porque há um só juiz no céu e na terra, precisamente o Santo Filho, o Justo. Eu torno seus justos e retos julgamentos conhecidos, como o fazem muitos outros, neste e em outros palácios.'”

“E, quando ele terminou de falar, eu vi chegarem até ele, à sua direita e à sua esquerda, os que um dia tinham estado na terra, mas que naquele momento tinham chegado à sua recompensa. Percebi que aqueles à direita não se misturavam com os da esquerda e, embora ambos os lados fizessem esforços para atravessar o grande Salão de Julgamento, ainda assim não podiam. Me perguntei o por que, no Salão de Julgamento, deveria haver um grande abismo entre os da direita e os da esquerda. Eu vi ainda que aqueles do lado direito tinham corpos e semblantes radiantes com luz, ainda que diferentes em intensidade, assim como o esplendor de uma pedra difere da outra em brilho. Vi também que os da esquerda não tinham alegria nem paz para iluminar seus rostos, mas estavam sem esperança.”

“Ao redor do Sacerdote Real havia muitos livros, grandes e pequenos, com nomes sobre eles. Ele disse: ‘Estes livros são os registros das vidas daqueles que chegam diante de mim aqui. Por eles deve cada homem que vem a este julgamento ser julgado de acordo com as obras feitas no corpo. A todo homem é dado a vida eterna conforme ele tenha acreditado e amado e aceitado a verdade, tal como se encontra na Bíblia Sagrada. Sem essa dádiva, nenhum homem pode ver a vida eterna, pois Deus tem imortalidade e, a não ser que Deus habite para sempre no homem, ele não pode ter esta vida. Estes que você vê à esquerda, têm recusado o dom da vida que permanece para sempre e agora estão sem esperança.'”

“Eu vi que ambos, tanto os da direita como os da esquerda vinham e conversavam com o Sacerdote Real e que ele era igualmente gentil com todos e falava em ternura e amor.”

“E um deles chegou até o Sacerdote Real e disse: ‘Percebo que sou rejeitado, assim como estes outros, embora minhas obras foram diferentes das deles!'”

“O Sacerdote Real respondeu: ‘Você tem chegado diante do julgamento confiando em seus próprios méritos, e você deve ser condenado ou justificado pelo verdadeiro registro de sua própria vida. Este, confirma a seu respeito, de que foi recompensado na terra de acordo com as suas obras, e de que você não procurou por vida eterna.'”

“Então o ser disse ao Sacerdote Real: ‘A Bíblia da qual tem falado diz que; de acordo com suas obras o homem deve ser julgado e recompensado. Eu trabalhei fortemente. Eu fui um pai modelo, fornecendo todas as bênçãos para minha casa que eu pude comandar. Nenhum pai foi mais indulgente do que eu. E por tudo isso eu fui abonador por minha generosidade. Muitas vezes me sentei sob o som da palavra pregada, de modo que minha influência deveria estar do lado direito; fiz todas essas boas ações e mais para poder ter recompensa. Eu certamente não posso ser lançado fora como estes que têm sido bêbados, mentirosos e ladrões. Deve haver algum engano – eu não posso ser como estes.'”

“O Sacerdote Real respondeu: ‘Amigo, você não é como estes, mas com estes. Porque, semelhante a estes, em toda a sua vida não buscou ao Senhor, nem a Sua justiça, mas confiou em seus próprios méritos; agora você não pode suportar, mas fica aquém do prêmio eterno, justamente com estes. Nas suas boas ações você foi recompensado e ricamente abençoado na terra. Os homens lhe chamaram de liberal, um doador generoso, um homem social e animado, em muitas coisas um homem modelo do mundo. Seu registro testifica que seus pensamentos foram alegres, e suas expressões e ações indicam felicidade sobre a recompensa de louvor de seus vizinhos e amigos na terra. A recompensa já tem sido sua, de acordo com as ações feitas no corpo. Nós somos salvos através do dom da vida eterna. Somos recompensados de acordo com as nossas obras. Se você tivesse procurado a vida eterna com um décimo da seriedade que trabalhou pela recompensa terrena, agora você teria tido ambas, a vida eterna e a recompensa eterna, pois as suas obras lhe teriam seguido constantemente por toda a eternidade.'”

‘Você não acreditou na Palavra de Deus quando ela declarou, “você precisa nascer de novo”, e agora você precisa morrer porque você não nasceu em uma existência eterna. Sem o novo nascimento, o homem não pode existir eternamente, porque em seu nascimento carnal, ele não recebe nenhum princípio eterno. Somente Deus tem imortalidade. A menos que Deus habite no homem pela vontade do Pai, pelo dom do Santo Filho, na pessoa do Espírito Santo, por um novo e vivo nascimento, ele não pode possuir a vida eterna, porque a vida eterna não habita naturalmente em homem algum. Este novo nascimento resulta de uma união viva da semente do espírito do homem, com o que é do Espírito Santo – o solo da verdade. Precisa haver uma união viva com Aquele que declarou: “Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida.”‘

Seguem os livros desse autor e mais outros dois:
Recomendo ler na ordem abaixo:

H. A. Baker:
Visions Beyond The Veil
Heaven And The Angels
Plains Of Glory And Gloom
Visions Of Other Parts Of The Heanvely City

Sundar Singh (ou relativo a ele):
O Apóstolo Dos Pés Sangrentos (biografia)
Visões do Mundo Espiritual
Aos Pés Do Mestre

Marietta Davis:
Scenes Beyond The Grave

Maturidade Real – Parte 2

Caso não tenha lido a primeira parte recomendo fazê-lo primeiro: Maturidade Real

Vamos ler os textos abaixo:

“Jesus respondeu e lhe disse: “Na verdade, na verdade eu lhe digo, a menos que alguém seja nascido de cima, não é apto para perceber o reino de Deus.” Nicodemos lhe disse: “Como um homem pode nascer quando já é velho? Poderia entrar uma segunda vez para o útero da sua mãe e renascer?” Jesus respondeu: “Na verdade, na verdade eu lhe digo, a menos que alguém seja nascido pela água e pelo Espírito, não pode entrar no reino de Deus! O que é nascido naturalmente é o corpo físico, e o que nascido do Espírito é nosso espírito humano. Não esteja surpreso que lhe tenha dito, você precisa nascer de cima. O vento sopra onde quer e você ouve seu som, mas não sabe da onde vêm nem para onde vai. É dessa mesma maneira com todos que são gerados pelo Espírito.””
João 3:3-8 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Em verdade, em verdade eu lhes digo: quem ouve minha palavra e crê Naquele que me enviou tem a vida eterna do Pai e não receberá a sentença de condenação, mas passou da morte para a vida imortal do Pai.”
João 5:24 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Pois vocês foram regenerados, não de uma semente perecível, mas imperecível, por meio da palavra de Deus, viva e permanente.”
1 Pedro 1:23

Percebam como as escrituras dão testemunho daquilo que vinha dizendo no post anterior. Em João 3 vemos como Jesus disse a Nicodemos que não era possível ver, perceber, o reino de Deus o qual é espiritual, sem que alguém nascesse de cima, do Espírito. E consequentemente também não seria possível entrar nele. No capítulo 5 lemos que a fé nas palavras de Jesus e no Pai que o enviou, faria uma pessoa “passar da morte para a vida imortal do Pai” assim como havia dito, chamando a nós mesmos de mortos-vivos e explicando como essa vida do Pai foi perdida devido a desobediência do homem e da mulher.

Tal “vida imortal do Pai” é transmitida, gerada em nós, no nosso espírito, como Jesus tentou explicar a Nicodemos; o qual não entendeu no momento; e não consiste na mesma espécie de vida que recebemos da carne, de modo natural, que é uma vida perecível, com prazo de validade, como um ramo que está fora da seiva como havia explicado; destinado a falecer, secar, morrer.

Agora, permitam-me lhes falar um mistério: Assim como se dá a maturidade no mundo natural também o é no mundo espiritual. Quando as escrituras falam sobre regeneração, estou certo de que o processo espiritual da vida se dá de forma extremamente semelhante ao do carnal e natural; até porque o mundo natural consiste em um reflexo do espiritual, que ainda que esteja em um estado decadente contém em si bases dos princípios da criação original de Deus.

Quando Pedro em sua carta fala sobre sementes, perecível e imperecível, ele está fazendo uma associação do modo de reprodução de uma espécie, de um ser nesse mundo, com o “modo reprodutivo” do próprio Deus. Ele declara que a semente de Deus é a Sua palavra; o que disse também Jesus na conhecida “parábola do semeador”: “A semente é a palavra de Deus” Lucas 8:11; de quem obviamente Pedro tinha aprendido tal verdade quer nesse dia ou pelo Espírito depois.

Dessa forma; a nova vida eterna de Deus, a qual é gerada nos corações daqueles que recebem Sua palavra, que é a semente, contém em si mesma a própria vida de Deus. Fazendo-se a mesma associação que tanto Jesus como Pedro (e todos os outros certamente) fizeram, podemos também seguir esses princípios para entendermos o desenvolvimento e maturidade dessa mesma vida santa.

É preciso ressalvar que a palavra de Deus, gera dentro do homem/mulher que a recebe um ser completamente novo, imperecível e incorruptível. Sim, um filho de Deus, da mesma natureza e substância do Pai, perfeito, mas não exatamente maduro. Este novo ser, é também o que a bíblia chama de “novo homem” ou “homem interior”.

Vamos verificar o testemunho das escrituras sobre a maturidade e desenvolvimento do homem interior, gerado pela Palavra de Deus:

“Irmãos, eu não pude falar a vocês como a pessoas espirituais, mas como a carnais, exatamente como a bebês no Ungido. Eu os alimentei com leite, não com carne, pois ainda não eram capazes de suportar isto. Não, mesmo agora vocês não são capazes, pois ainda são carnais. Pois quando há ciúmes e competição entre vocês, não são precisamente carnais? Vocês não estão seguindo as naturais tendências humanas?”
1 Coríntios 3:1-3 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Meus filhos, novamente estou sofrendo dores de parto por sua causa, até que Cristo seja formado em vocês.”
Gálatas 4:19

“Filhinhos, eu lhes escrevo pois seus pecados são perdoados por causa do nome dele. Eu lhes escrevo pais, pois o conhecem profundamente, o qual é desde o princípio. Eu lhes escrevo jovens, pois têm vencido o maligno. Eu lhes tenho escrito filhinhos, pois tornaram-se familiares com o Pai. Eu lhes tenho escrito pais, pois vieram a compreender aquele que é desde o princípio. Eu lhes tenho escrito jovens, pois são fortes, a palavra de Deus habita em vocês, e têm sido vitoriosos sobre o maligno.”
1 João 2:12-14 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Percebam como Paulo em sua carta aos Coríntios, os chama de bebês no Ungido (Cristo).

Paulo foi enviado por Deus a Corinto, por causa das boas novas do evangelho sobre o Filho de Deus, Jesus. Lá, ele anunciou a palavra de Deus, a qual foi crida (recebida) por diversas pessoas, e permaneceu ali naquela instância por 18 meses. Com referência a esse tempo, foi que Paulo a principio lhes chamou de bebês. Declarou inclusive, seguindo  a mesma lógica associativa, que lhes alimentou/nutriu com leite; alimento no sentido natural apropriado para nenéns. Na ocasião que Paulo está escrevendo a primeira carta, acredita-se haver entre 6 a 18 meses que ele havia deixado Corinto. Ou seja, os crentes em Corinto teriam crido em torno de 1 a 3 anos antes. Seria normal, como qualquer recém nascido, que de fato eles se alimentassem de leite (espiritual) nos primeiros meses; mas Paulo se admira de como ainda, mesmo após 1 a 3 anos de vida (a nova, celestial) não pudessem ainda receber alimento sólido, o que ele constata de acordo com a conduta deles.

Vejam bem que a vida celestial, que Deus gera em nós pela sua palavra, nasce neném. Na verdade, assim como ocorre a fecundação no útero de uma mulher gerando uma célula (zigoto) microscópica, assim também o é com relação a nova vida, o homem/mulher interior. Ela começa pequenina, e na medida que recebe alimento, nutrição, ela se desenvolve e cresce. Isso é de tal modo que a associação que Paulo faz desse desenvolvimento se dá até mesmo no aspecto cronológico.

Se a vida eterna de Deus cresce dentro de uma pessoa, os aspectos santos dessa vida serão vistos. Mas, se por algum motivo essa vida não se desenvolve, o que Paulo chamou de “naturais tendências humanas”, inveja, ciúmes, competição e etc, as quais já estão devidamente desenvolvidas em um homem adulto, é que prevalecerão e se manifestarão. Dessa forma Paulo mediu a maturidade dos irmãos de Corinto pela maneira que viviam e se relacionavam.

Também na primeira carta de João vemos ele a endereçando a grupos de pessoas as quais ele segmentou por nível de maturidade. Algumas pessoas podem pensar que ele estivesse se referindo a maturidade natural; mas como estamos percebendo, a verdadeira identidade dos filhos de Deus se dá precisamente na vida nova, através da qual tornaram-se portanto realmente filhos do Altíssimo. Certamente João não estava se referindo a maturidade natural dos irmãos, mas sem sombra de dúvidas à espiritual.

Desse modo, tenho tido cada vez maior percepção e convicção de que o desenvolvimento da nova vida celestial dentro de nós, se dá em paralelismo real à vida natural, sendo que a natureza da primeira é santa e a da segunda é carnal e impura. Mas é possível entender que um crente de 1 ano se assemelharia em suas faculdades espirituais a um bebê de 1 ano em suas faculdades naturais, um crente de 5 anos a uma criança de 5 anos, um de 10 a uma criança de 10, um jovem na idade de 15 anos a um crente de 15 anos, um jovem de 20 a um crente de 20, um homem/mulher de 30 anos a um crente de 30 anos no Ungido.

Ainda que a vida que recebemos de Deus, a Eterna e Santa vida de Deus, seja perfeita; isso não significa que ela não tenha crescimento e desenvolvimento, mas sim que ela é sem macula, sem as impurezas do pecado e da carne caída.

Para concluirmos, gostaria de levá-lo a uma reflexão; agora que temos o quadro completo do desenvolvimento do ser humano; sobre aquilo que vinha falando no início da primeira parte desse assunto (Maturidade Real).

Assim como havia explicado que um homem poderia muito bem ter um bom desenvolvimento de seu corpo, seu crescimento, estrutura, saúde e etc; mas não necessariamente o desenvolvimento da sua alma, sua mente, emoções e personalidade em geral, gostaria então que olhássemos agora para o crescimento da alma e do espírito.

Realmente muitos homens/mulheres crentes possuem as faculdades da sua alma bem desenvolvidas naturalmente, podem ser muito inteligentes, compreender enigmas complexos, lógicas filosóficas e etc; como também serem equilibrados em suas emoções, serem lideres em empresas, regerem uma equipe de pessoas de modo muito eficiente para os objetivos traçados e etc; muitos ainda podem possuir uma força de vontade persistente, serem disciplinados, rígidos consigo mesmos e alcançarem muito sucesso natural. Contudo, ao invés de toda a sua “competência” estarem ajudando, indubitavelmente acabam por atrapalhar o desenvolvimento da vida espiritual de Deus em seus corações. Muitas vezes, tais pessoas, por não possuírem crescimento em seu homem interior, não são capazes de perceber sua total inadequação para o trabalho de Deus; antes julgam a si próprios até mesmo especiais e dotados de grande graça de Deus por toda sua desenvoltura, inteligência e força.

Porém, deixem-me afirmar uma coisa em caixa alta: NADA COM ORIGEM NO HOMEM NATURAL, TEM QUALQUER VALOR PARA DEUS OU O SEU REINO. Um homem, maduro e bem desenvolvido em suas habilidade naturais da alma, nada mais é, nos ensinos de Jesus, como um grande espinheiro. A natureza da alma não regenerada é corrupta, podre e de nenhum proveito. Todo poder conseguido na alma na força do homem, carne, é nada mais que fétido e abominável a Deus. Por esse motivo, o entendimento de que o “novo nascimento” e a nova vida que surge no interior de um crente, seja similar, e paralelo em seu crescimento ao natural, é tão importante.

Qual é o pai, que colocaria seu filho de 2 ou 5 anos para cuidar dos seus negócios, para lidar com seus empregados, as contas da empresa ou qualquer atividade que exija um mínimo de maturidade e responsabilidade? Se um pai terreno não faria uma insensatez assim, quanto mais o Pai da Sabedoria, invés disso, não daria funções e tarefas adequadas aos seus filhos conforme seu nível de maturidade!

Entenda, a humildade é de Deus, mas o orgulho é do Diabo. Portanto, não busque servir a Deus naquilo que Ele não o chamou para servir. Enquanto ainda for uma das Suas criancinhas, não tema; regozija e se deleite no Pai, expresse Sua alegria, busque Sua doçura, descanse em Seus braços e se alimente do alimento Santo de Seu Ser e presença. Espere que a vida santa em seu interior cresça e ganhe sua forma e estrutura. Sim, se você tem 5 anos no Ungido, você é simplesmente um dos Seus filhinhos, seja humilde, fique em silêncio, aprenda com Ele cada passo e atividade, fique quieto, “escove seus dentes”, “faça seu dever de casa”, espere que a maturidade o alcance antes de querer “tomar conta” dos seus irmãos.

Irmãos, acredito que essas coisas que estou escrevendo são realmente verdadeiras. Elas não me eram claras na minha tenra infância no Ungido, mas a medida que Sua vida cresce em mim e com ela a compreensão e entendimento espiritual, também a clareza dessas verdades tem se descortinado.

No tempo de Moisés, um homem era considerado apto para a guerra a partir dos seus 20 anos. Sim irmãos, precisamos de muita paciência e humildade diante de Deus, aguardando que a maturidade e poder da vida santa, única apta para a batalha, se desenvolva, a fim de efetivamente participarmos das vitórias e avanços do Reino no campo de batalha.

No Ungido.
Seu servo.

Maturidade Real

Toda a vida que Deus criou na terra tem um principio. Primeiramente ela começa com uma fecundação; ou seja, algo acontece que é verdadeiramente muito minúsculo; praticamente ‘invisível’, uma união entre a “semente” masculina e o “receptor” feminino.

Tal união possui em si mesma o ‘poder’ de criar um novo ser; de mesma natureza da “semente” que o esta gerando. A partir disso, dessa única e solitária célula, começará a ocorrer algo espetacular! Essa única célula irá, a partir de então, multiplicar-se, produzindo a partir de si mesma outra semelhante. Assim se iniciará um multiplicar em cadeia e ininterrupto de cada célula de modo a estar formando o ser. A esse desenvolvimento de um ser vivo poderíamos chamar também, creio eu, de maturação ou maturidade.

Isso realmente é muito facilmente percebido ao notarmos  o crescimento de uma planta ou um animal ou um ser humano.

Há um aspecto desse desenvolvimento, que é devidamente obvio e aparente a qualquer um, que é a formação do corpo, sobre o qual por isso mesmo estive decorrendo a respeito em primeiro plano. Fácil de observar e ver seu crescimento e desenvolvimento tanto em plantas, animais e humanos.

Focando agora no ser humano, (não que lhe seja exclusivo mas é nosso objeto) há ainda outro aspecto de seu desenvolvimento que podemos perceber com certa tranquilidade; que é a maturidade da mente e da alma de uma pessoa. Tal crescimento da alma, normalmente ocorre em paralelo com o crescimento e desenvolvimento do corpo, mas certamente vai para além dele e se prolonga por mais tempo.

É interessante observar que:

Devido a algum tipo de distúrbio de DGH (deficiência no hormônio de crescimento) por exemplo, pode haver uma pessoa já adulta/madura mentalmente mas cujo o corpo não o seja. Assim também alguém que tenha algum distúrbio ou trauma em sua alma não a terá plenamente desenvolvida ou mesmo muito pouco, ainda que tenha a estatura de um adulto. Dessa forma, ao vermos um individuo longe, podemos julgar por sua altura que se trate de um homem adulto/maduro, mas ao se aproximar e perceber seu comportamento ou conversar, relacionar-se com ele; e ele tiver grandes limitações mentais ou comportamento extremamente infantil, verá que apesar de seu corpo ter sido bem formado, o não foi sua alma (basicamente mente e emoções).

Bem, esses dois aspectos do desenvolvimento de uma pessoa; do corpo e da alma; são normalmente percebidos por quase todos nós. Mas, há uma “terceira parte” no ser humano que realmente poucos percebem, e muitos menos ainda podem perceber seu desenvolvimento e maturação.

Vamos analisarmos juntos alguns textos das escrituras para falarmos sobre essa “terceira parte”:

“E possa o próprio Deus da paz torná-los completamente santos, e possa todo o seu espírito, toda a sua alma e todo o seu corpo serem achados sem qualquer falha, por completo, na presença de nosso Senhor Jesus, o Ungido.”
1 Tessalonicenses 5:23 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

“Pois a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais afiada do que qualquer espada de dois gumes, por penetrar até mesmo ao ponto da separação da alma e do espírito, tanto das “articulações quanto da medula”, e é capaz de discernir os pensamentos e as meditações dos nossos corações.”
Hebreus 4:12 (tradução livre da versão em inglês “The Father’s Life”)

Percebam pelas duas passagens acima como as escrituras diferenciam a alma do espírito, demonstrando que não são a mesma coisa, mas que são distintas. Veja como Hebreus declara que a palavra de Deus irá separar a alma do espírito, o que significa que por algum motivo elas se tornaram mescladas, mas que não era assim no princípio, o que Deus irá restaurar por meio da Sua palavra.

Vejamos a criação do homem em Genesis:

“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente.”
Gênesis 2:7

Em outras palavras está bem definida nessa descrição as “três partes” do homem. Por esse texto percebemos que nosso corpo foi produzido com o pó da terra, não é a toa que fomos chamados homem, cujo significado está atrelado a palavra humus (terra). Esse sopro de Deus seria então o espírito, palavra cujo significado literal seria realmente sopro, ar ou vento. Percebam que é esse sopro que carrega em si a vida; e que nosso corpo sem ele não seria muito diferente de um boneco de barro. Por fim vemos que a união, infusão, do sopro de Deus nesse “pó estruturado” produziu, fez, uma alma vivente (viva). A alma, que poderíamos identificar como a personalidade de cada um de nós, nossa mente e emoções, nossa estrutura psíquica, ‘surgiu’ a partir do resultado de tal fusão.

Bem… Como sabemos, o primeiro homem, Adão, falhou na missão que lhe foi dada por Deus, a de representá-lo e trazer Seu governo e reino à Terra. Tanto ele como a mulher desobedeceram a Deus comendo do fruto que o Senhor Deus lhes havia dito para não comer. Como consequência desse ato, a desobediência, Deus lhes havia predito que algo iria ocorrer: eles iriam morrer. Bem, logo que comeram daquele fruto da morte, nem a mulher nem o homem morreram da forma como comumente nós reconhecemos um morto; eles continuaram a se mover e falar, e não pareceram “mortos”. Porém, ao fim de alguns anos, como lemos no capítulo 5 de Gênesis descobrimos que vieram a morrer; tal como o juízo estabelecido, voltaram a ser pó. Mas, é preciso entender que esse estado de morte é o resultado final de um processo de deterioração, mortificação, que no caso deles perdurou por anos. Assim como quando se corta um galho qualquer de uma árvore, suas folhas ainda permanecem verdes, com uma aparência viva por um tempo, mas cujo fim inevitável, caso permaneçam separados da seiva da árvore é secarem, tornarem-se pó.

Foi-me preciso retornar aí para explicar o motivo pelo qual temos, naturalmente falando, tão pouca consciência das coisas do espírito. A morte entrou na humanidade desde a primeira geração, essa morte foi nossa separação da vida de Deus, no nosso espírito, o que vimos no processo de criação do homem ser a origem da nossa vida, e também a fonte. Mas não a fonte em si próprio, mas na medida em que esteja ligado à fonte de toda a vida do universo, Deus mesmo. Por tal vinculo com o Criador ter sido cortado no princípio, nossos espíritos perderam sua vitalidade em nós e por isso sua voz ser tão baixa em nossa consciência ao ponto de não mais fazermos distinção entre o espírito (o sopro e princípio de vida que vem de Deus) e a alma (nossa vida própria a qual com a “fraqueza”, morte, do espírito tornou-se por isso muito mais ligada ao nosso corpo terreno e suas demandas).

Portanto, podemos dizer que somos mortos-vivos, que se movem e “perambulam” nesse mundo como ramos à parte da Árvore da Vida, destinados a nos tornarmos pó e cinza.

Entendendo estas coisas se torna compreensível, que o desenvolvimento e a maturidade dessa “terceira parte”, a espiritual, praticamente não seja percebida pela maior parte das pessoas; por um lado porque grande parte da humanidade está morta em seus espíritos, e morto não emite sinais vitais rsrs; por outro lado, dos que voltaram a viver (falaremos sobre isso em seguida) poucos estão desenvolvendo a nova vida de modo que possam discernir as coisas do espírito.

Ao compreendermos estas coisas vamos entender mais claramente muitos textos das escrituras. De fato é essencial, e está no cerne de toda a obra de redenção da qual as escrituras dão testemunho.

Mesmo que o homem tenha falhado e sido infiel ao seu Criador, isso em nada altera quem Ele é. Deus permanece fiel, nada no universo e em todas as eras pode mudar quem Deus é; ou impedi-lo de realizar o que planejou. Quando algo “sai errado” Ele não se desespera; nada é uma surpresa para o Onisciente, nada é demasiado difícil para o Pai da Sabedoria. O Longânimo não se apressa, Ele não está sujeito ao tempo.

Certamente não há tempo para que possa explicar toda a obra da redenção aqui, mas é imprescindível, como estava dizendo no inicio do post que para que algo cresça e alcance a maturidade, tenha antes que nascer.

Para que esse post não fique demasiado grande vou finalizar aqui e farei um segundo…

Maturidade Real – Parte 2

O Julgamento de Adão

Deus é verdadeiramente justo, e talvez muitos não compreendam claramente Sua justiça.

Quando Deus criou o primeiro homem, é dito que Ele o fez à Sua própria imagem e semelhança. Basicamente isso significa que Deus estava fazendo uma miniatura, uma criatura dentre tudo quanto estava criando, que mais o expressasse e mais se parecesse com Ele em todos os aspectos.

Podemos seguramente dizer que Deus não se esqueceu de nada, aquela criatura foi feita com todos os atributos necessários para cumprir todo o proposito pelo qual Deus a havia criado; representa-lo neste mundo, ser tal qual um embaixador de Deus e com Deus mesmo governar a Terra.

Ainda assim lemos como o primeiro homem falhou, caiu em tentação e comeu do fruto proibido desobedecendo a Deus. Tal única decisão trouxe sobre a humanidade e a Terra consequências extremamente catastróficas. Ainda que Deus tenha estabelecido tudo de forma harmônica e perfeita, por causa do pecado de Adão, tudo veio a se perder.

Vamos ler juntos como Deus o julgou:

E ao homem declarou: “Visto que você deu ouvidos à sua mulher e comeu do fruto da árvore da qual eu lhe ordenara que não comesse, maldita é a terra por sua causa; com sofrimento você se alimentará dela todos os dias da sua vida. Ela lhe dará espinhos e ervas daninhas, e você terá que alimentar-se das plantas do campo. Com o suor do seu rosto você comerá o seu pão, até que volte à terra, visto que dela foi tirado; porque você é pó e ao pó voltará”.
Gênesis 3:17-19

Veja só: uma única ação de Adão trouxeram consequências terríveis sobre a Terra e sobre o próprio homem. Primeiramente a Terra foi amaldiçoada, e ao invés de produzir coisas deliciosas para nossa satisfação e nutrição, produziria também agora espinhos e ervas daninhas. Em consequência disso a vida do homem já não seria nada agradável, mas para que mantivesse sua vida nesse mundo ele teria de pelejar e sofrer; e para concluir, sua vida teria um fim desolador e medíocre, viraria pó (nada), a realidade última de sua péssima escolha.

Muitos podem pensar que Deus tenha sido muito rigoroso em um ato tão inofensivo do primeiro homem, afinal ele cometeu um erro, uma única vez. Os que pensam assim não percebem o aspecto maligno e contaminador da desobediência, é como o câncer, a lepra, se você não o retirar já no inicio contaminará e destruirá tudo o mais.

E de fato, foi isso mesmo o que aconteceu, a desobediência de Adão contaminou como um “vírus”; uma “doença” hereditária, toda a sua descendência para sempre. De maneira que ainda hoje todos os homens que respiram estão debaixo da mesma e única maldição sem nenhuma forma de escaparem.

Vamos ler um verso em Romanos o qual irá confirmar isso:

Portanto, da mesma forma como o pecado entrou no mundo por um homem, e pelo pecado a morte, assim também a morte veio a todos os homens, porque todos pecaram;
Romanos 5:12

A morte, é o tornar pó; é como uma casa que tendo sido construída for derrubada e esmiuçada por uma máquina ou dinamitada. O homem foi formado/construído pela Palavra Viva de Deus, e sem ela, ao desprezá-la pela desobediência, ele iria se tornar em um monte de “entulho”.

Certamente que isso fez da Terra um lugar terrível, como um tenebroso conto de uma maldição sem fim…

Mas realmente Deus já tinha isso em mente, e antecipadamente já havia pensado e providenciado a solução. Graças a Ele por Sua tão imensa sabedoria e poder!!

Leia comigo:

Cristo nos redimiu da maldição da lei quando se tornou maldição em nosso lugar, pois está escrito: “Maldito todo aquele que for pendurado num madeiro”.
Gálatas 3:13

Aleluia!! Redenção!! É o que o texto diz! Todos estávamos cativos à maldição do pecado, subjugados ao seu perverso domínio, sem nenhuma esperança de salvação, mas eis que o Leão da tribo de Judá venceu! Destruiu as grades da maldição e libertou Seu povo para sempre!

Se fosse contar todas as realizações que o Ungido de Deus conquistou na cruz, creio que não iriam caber nesse post rsrs. Mas quero me ater a duas questões que abordei em relação ao julgamento de Adão: maldição da Terra e maldição ultima (morte).

Vou começar pela última:

Veja a declaração de Paulo em Romanos 5:

Consequentemente, assim como uma só transgressão resultou na condenação de todos os homens, assim também um só ato de justiça resultou na justificação que traz vida a todos os homens. Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos. A lei foi introduzida para que a transgressão fosse ressaltada. Mas onde aumentou o pecado, transbordou a graça, a fim de que, assim como o pecado reinou na morte, também a graça reine pela justiça para conceder vida eterna, mediante Jesus Cristo, nosso Senhor.
Romanos 5:18-21 (é bom ler todo o capítulo)

Veja, que tendo todo o “lote”, toda a árvore genealógica a partir de Adão ter sido descartada; contaminação generalizada haha. Deus então, semeou Seu amado Filho Unigênito neste mundo, para através Dele gerar uma nova “prole”, fruto de uma semente incorruptível, possuindo ela mesma a exata Vida de Deus e produzindo então está nova e gloriosa “árvore” santa e abençoada que produz frutos de justiça para Deus.

Não que Deus tenha tomado a massa corrupta de Adão (abrangendo todos os seus filhos) e a reformado ou esterilizado; mas Ele criou algo totalmente novo, de uma matéria totalmente única e distinta da antiga. Toda a velha massa, o corpo de toda a descendência de Adão, ainda esta devidamente destinada à morte, fulminação única e eterna. Como está escrito: “Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês…” Cl 3:5a.

Assim, Deus, através de Seu Filho amado criou em si mesmo um novo “homem” (o corpo dos descendentes de Jesus), constituído de uma nova e pura natureza; a qual pode resistir (não ser consumida/destruída) no dia do juízo de Deus!

Graças a Deus por tão grande graça!!

E quanto à maldição da Terra? Certamente que a salvação de Deus para a nossas vidas é sem duvida nosso maior tesouro; mas e quanto às demais coisas?

Tenho realmente pensado que ao Jesus ter-se feito maldição por ser pendurado no madeiro; assumiu não somente a maldição que pesava sobre nós, humanidade, mas ainda mesmo à que pesava sobre todo o universo!

Assim sendo, Sua autoridade e poder são não somente sobre nós para curar um paralitico por exemplo, mas ainda mesmo sobre a Terra; em sobrepor a maldição de se obter pão pelo suor do rosto; já que o próprio Jesus mesmo estava, naturalmente falando, sobre a linhagem e hereditariedade de Adão, e desse modo sujeito ao juízo de Deus por essa linhagem; quando por meio de uma só palavra de agradecimento e benção sobre os “cinco pães e dois peixinhos” fez uma multiplicação singular jamais antes vista na história humana sem “sofrer” um único suor para tal abundância.

A realidade é que toda a autoridade tem sido dada a Ele, sobre tudo, e em todos os lugares. Seu poder tem transpassado tudo, superado toda e qualquer maldição, pois Ele é o Filho do Homem.

Assim como aqueles que são Dele, tem recebido poder para superarem a maldição da morte, e viverão com Ele para sempre a partir da nova vida que tem recebido de Deus mesmo. Do mesmo modo a vida de sofrimento pela maldição à Terra também está sob Sua autoridade e poder, de modo tal que: se Sua vida é dominante em nosso interior, Sua autoridade irá se expressar também em relação ao fazer “pão”; e ao termos a mesma atitude de gratidão, e tão somente abençoarmos o que temos recebido de Suas mãos, te digo que também isso, o sofrimento e suor do rosto, não cairá sobre nós!

Mas calma! Não estou querendo dizer que não há necessidade de se trabalhar; na verdade acredito que devemos trabalhar sem cessar haha (favor ler o post sobre O Trabalho). O que quero dizer é que o Ungido de Deus tomou sobre si A Maldição, e proporcionou uma redenção para toda a criação! Tal redenção já pode ser de fato vista em nossos dias, a qual tendo começado através do próprio Filho o qual disse “dá-lhes de comer” ou “Menina, levante-se”, tem-se estabelecido cada dia mais nesse mundo, a qual um dia brilhará como o sol em Seu precioso reino!!

Esses dois extratos: maldição da Terra e maldição da morte, são base para diversos se não todos os males deste mundo; e é preciso compreender que nosso Senhor tem providenciado uma redenção/salvação para todos eles, Sua autoridade é sobre todos eles, e não há nada que não Lhe esteja sujeito e ao qual Ele não possua poder para superar em justiça.

A paz de Jesus! 🙂